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Espetáculos

Caetano Veloso no Casino do Estoril

 

Caetano Veloso deu dois concertos em datas seguidas, 16 e 17 de Maio, com casa cheia no Salão Preto e Prata do Casino do Estoril. O dia 16 foi especial tendo em conta que o cantor brasileiro actou nesta casa há 30 anos precisamente nessa data. O ambiente estava cheio de glamour, com muitas caras conhecidas no público, como já é habitual nos espectáculos que decorrem nesta sala.

 

O concerto desenvolveu-se em três partes, sendo a primeira animada por Teresa na voz e com Carlinhos no violão de sete cordas.

 

Teresa teve uma grande interação com o público ao longo da sua actuação.

 

Caetano entrou de seguida, dando um espectáculo a solo, com 19 temas quase todos seguidos. O cantor interagiu com o público puxando pelo mesmo já perto da fase final da sua actuação. Chegou a pousar o seu violão e na frente do palco pediu ao público que completasse o tema sozinho conseguindo uma grande dinâmica da sala neste momento.

 

O músico confessou ao público que ao escolher os temas para este concerto optou por incluir dois são quase desconhecidos e remontam ao tempo da ditadura militar no Brasil.

 

A recta final do espectáculo foi a trio, novamente com Teresa e Carlinhos em palco, para interpretar mais seis temas.

 

Os três artistas despedem-se do público com a vénia de agradecimento e do lado do público a grande ovação pelo espectáculo dado.

 

Os temas interpretados pelos artistas:

 

Teresa + Carlinhos:

1) O mundo é um moinho

2) Corra e olhe o Céu

3) Alvorada

4) Preciso me encontrar

5) Cordas de aço

6) Tive sim

7) Acontece

8) Sala de recepção

9) As rosas não falam

 

Caetano Veloso:

1) Luz do Sol

2) Os passistas

3) Um Índio

4) Meu bem, meu mal

5) Esse cara

6) O leãozinho

7) Menino do rio

8) Minha voz, minha vida

9) Cururrucucu Paloma

10) Reconvexo

11)  Love for sale

12) Tá combinado

13) Enquanto o lobo não vem

14) A voz do morto

15) Abraçaço

16) Branquinha

17) Sozinho

18) Força Estranha

19) A luz de Tieta

 

Caetano Veloso, Teresa e Carlinhos:

1) Tigreza

2) Miragem de carnaval

3) Como 2 e 2

4) Desde que o samba é samba

5) Odara

6) Qualquer coisa

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

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Amor Eletro e Áurea em Ferreira do Alentejo

 

Integrados nas comemorações do 25 de Abril, a Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo promoveu a realização dos primeiros dois de vários concertos que vão animar o panorama musical e cultural local até Setembro.
 
Na noite de dia 24 de abril actuaram os Amor Eletro, num concerto a que assistiram alguns milhares de fãs da banda.
 
Durante cerca de cento e vinte minutos, os Amor Eletro apresentaram musicas que revisitaram versões de outras bandas e artistas como Sétima legião ou Zeca Afonso, e que durante anos ajudaram a banda a crescer e ganhar notoriedade, como referido pela vocalista Marisa Liz, num dos vários momentos de interacção com o público.
 
Ao apresentar os temos da própria banda, como os êxitos "Máquina", "Juntos somos mais fortes" ou o ultimo single da banda "Sei", aconteceram os momentos de maior interação, com o público a cantar em coro com Marisa Liz, ou mesmo perante o entusiasmo a acompanhar os musicos, num concerto que terminou próximo das 00:00 horas.
 
Na noite de 25 de Abril, com inicio cerca das 22:40 horas, foi  vez da artista Áurea, de origens alentejanas (do vizinho conselho de Santiago do Cacém) subir ao palco com um alinhamento musical com um estilo mais intimista, consegui que o  público, que também terá atingido os milhares, cantasse alguns dos seus temas mais conhecidos, I Didn't Mean It, ou Busy. Também Stevie Wonder mereceu uma especial e carinhosa referência tendo Áurea cantado uma das suas músicas.
 
Concerto com muitos momentos de interactividade, com Áurea a deixar o público acompanhar os seus músicos. 
 
De notar o agrado do público por ver que Áurea trouxe a Ferreira do Alentejo a sua banda com 2ªs vozes e secção de metais, que em moments de "solo" por parte dos mesmos mereceram grandes ovações.
 
Texto e Fotos de Rui Santos
 
 
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Rodrigo Costa Félix e Mafalda Arnauth no Ciclo de Fado do Casino do Estoril

 

No dia 12 de Abril, no espaço Lounge D do Casino do Estoril decorreu uma actuação dos fadistas Rodrigo Costa Félix e Mafalda Arnauth e mais uma sessão do ciclo de Fado às 4ªs Feiras, num espactáculo com a duração de um pouco mais de uma hora e meia.

 

Rodrigo sobe ao palco em primeiro lugar, com 5 temas interpretados com uma excelente sintonia com o público, de seguida deu lugar à actuação de Mafalda Arnauth.

 

Mafalda à semelhança de Rodrigo, manteve a atenção da sala e mobilização dos olhares do público para ela, envolvido nos temas e no ambiente de conforto que este espaço do Casino do Estoril proporciona.

 

No início das sessões de fado, habitualmente usa-se a expressão: “Silêncio que se vai cantar o fado”. Neste caso não foi invocada e a fadista Mafalda Arnauth ainda a contrariou levando o público a cantar em conjunto com ela.

 

Após um breve intervalo, os fadistas seguiram com a segunda parte do espectáculo à semelhança da primeira parte na sequência de actuação em palco, primeiro cantou Rodrigo e de seguida Mafalda.

 

Para fechar em grande este espectáculo de fado, os artistas concederam ao apelo especial de um grupo de fãs vindos do Brasil, que durante o intervalo deixaram uma folha no palco a pedir que se cantasse “Uma casa Portuguesa”. Esta sessão de fado terminou em grande, com esse tema cantado em dueto pelos fadistas. Na hora de deixar o palco, o público aplaudiu de pé os artistas.

 

Os temas interpretados pelos fadistas em palco:

 

1ª Parte Rodrigo Costa Félix:

1) Minha Rua

2) Fado das Mágoas

3) Vendaval

4) Fado dos Sonhos

5) Rosinha dos limões

1ª Parte Mafalda Arnauth:

1) Namorico da Rita

2) Triste Sina

3) Meus lindos olhos

4) Fado Cravo

5) Marcha da Boa Nova

2ª Parte Rodrigo Costa Félix:

1) Guitarra Triste

2) Fado Olga

3) Fado Zé Grande

4) Fado da Sina

5) Lisboa Menina e Moça

2ª Parte Mafalda Arnauth:

1) Saudades de Júlia Mendes

2) Hortelã Mourisca

3) Foi Deus

4) Fado Pechincha

5) Marcha dos Centenários

 

Dueto final: Uma Casa Portuguesa

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

 

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Mafalda Veiga no Tivoli

 

 

No dia 4 de Março, Mafalda Veiga actuou no Teatro Tivoli em Lisboa com temas do seu último álbum “Praia”, título esse que também deu a esta série de dois espectáculos. Este concerto com duração de cerca de 1h40 a cantora fez uma exibição não só musical, mas também de luz e projecção de vídeo com três ecrãs em palco.

 

Estes ecrãs, deram um ambiente especial aos temas que estavam a ser interpretados por Mafalda e a sua banda.

 

Neste concerto a artista dedicou o tema “Fado”, ao seu tio Pedro da Veiga, guitarrista de fado que a ensinou a dar os primeiros passos na guitarra e na composição. Mafalda disse que não interpreta fado, mas esta homenagem tinha que ser feita.

 

Nos agradecimentos, a artista mencionou as pessoas e entidades que tornaram possível esta digressão. Uma palavra de gratidão também foi dirigida à sua banda quando a apresentou ao público.

 

Em termos de público, a plateia estava cheia, e após Mafalda e os seus músicos saírem de palco não se levantaram dos seus lugares a pedir o encore. Os artistas voltaram e animaram a sala com mais três temas.

 

Para esta digressão está marcado um espectáculo para o Porto, dia 08 de Março, na Casa da Música pelas 21h00.

 

O alinhamento musical do concerto:

 

Praia

Não me dês razão

O meu amor

Fim do dia

Domingo

Todas as coisas

Estrada

Insónia

Tatuagens

Quando

O mesmo Deus

Fado (Homenagem ao tio Pedro Veiga)

Imortais

Cúmplices

Largar mais

Abraça-me bem

Outra margem de mim

Olha como a vida é boa

Encore

Uma noite para comemorar

Um pouco de céu

Cada lugar teu

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

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Karen Lugo no Festival Flamenco no Casino do Estoril

 

A 23 de Fevereiro, decorreu no “Lounge D” do Casino do Estoril, o segundo espectáculo de Flamenco de uma série de quatro. Este com Karen Lugo, bailarina e coreografa, que teve acompanhamento musical composto por violino, voz com ritmo e, naturalmente, guitarra clássica.

 

Karen Lugo deu um espectáculo de cerca de uma hora, entrando em palco em três actos com coreografias de temas diferentes, tendo o traje característico de cada um deles marcado a diferença.

 

A qualidade da sua dança artística e determinada, com o movimento sempre alinhado rigorosamente com a música foram factor de sucesso nas suas coreografias.

 

O seu conjunto de apoio, para além da grande performance com que actuou desenvolvendo o som que Karen Lugo necessitava para a sua actuação, teve dois momentos de execução a solo, na transição de temas da dançarina de Flamenco.

 

No primeiro momento, Karen actuou com um traje vermelho ligeiro, apropriado para a coreografia que encenou com um excelente ritmo de pés no sapateado que exibiu.

 

De seguida usou um motivo mais sevilhano, também com cor base vermelha, com uma dança mais circular e expressiva, aproveitando o potencial dos folhos do seu colorido vestido rodado, característico da região andaluza, que Karen tão bem utilizou mostrou para enriquecer a variedade da sua segunda coreografia.

 

Já a caminhar para a fase final, a artista apresentou-se com um traje escuro com motivos dourados, e o tradicional leque.

 

No agradecimento de Karen Lugo e os seus músicos ao público no final do espectáculo, a artista recebeu um ramo de flores ao mesmo tempo que o “Longue D” do Casino aplaudia de pé a esta grande actuação.

 

Olé Karen !!!

 

O Festival Flamenco, no Casino do Estoril, é composto por quatro espectáculos, que decorrem todas as 5ªas Feiras de 16 de Fevereiro a 9 de Março pelas 22 horas.

 

Tendo já actuado Alberto Ruiz e Karen Lugo, estará no palco do “Lounge D” do Casino do Estoril já na próxima 5ª Feira a artista La Truco e, finalizará esta série de espectáculos de Flamenco o bailarino, coreógrafo e maestro Jesus Ortegana que actuará durante a Grande Gala de Encerramento, .

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

 

 

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GNR no Casino do Estoril

 

Os GNR deram o penúltimo concerto da digressão comemorativa dos seus 35 anos de carreira no Salão Preto e Prata do Casino do Estoril a 9 de Fevereiro. O espectáculo final é feito “em casa” no Coliseu do Porto no dia 11 do mesmo mês.

 

A banda reviveu músicas que marcaram o seu percurso ao longo deste tempo. Temas imortalizados tais como “Efectivamente”, “Caixa Negra”, “Ana Lee”, Sangue Oculto”, “Pronúncia do Norte” entre outros.

 

O espectáculo que superou as duas horas de duração teve convidados que gravaram com a banda ao longo do tempo e que também fizeram parte desta digressão tais como: Rita Redshoes, Javier Andreu e Isabel Silvestre. Tanto Rita Redshoes como Isabel Silvestre interpretaram temas a solo, e também actuaram em dueto ao microfone com Rui Reininho, assim como o fez Javier Andreu.

 

Som, luz, projecção e acção, foram características chave para um bom espectáculo.

 

Já numa fase avançada do concerto, o público ficou de pé a acompanhar a banda, com palmas ritmadas, a cantar em conjunto com os artistas, tudo com uma grande dinâmica da sala.

 

Os GNR regressaram por duas vezes ao palco, pois o pedido do público era tal que a banda não recusou aos fãs mais esses momentos desta festa musical.

 

Quando terminaram a actuação e sob uma grande ovação vinda da sala, todos os elementos que actuaram, inclusive os convidados, fizeram a vénia final de agradecimento ao carinho com que foram recebidos no Salão Preto e Prata do Casino do Estoril.

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

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Tony Carreira no Casino do Estoril

 

Tony Carreira iniciou sua a digressão de 2017 no Casino do Estoril a 4 de Fevereiro, sala onde actuou pela primeira vez ao longo da sua carreira com um excelente espectáculo de duas horas.

 

Este concerto antecede o de apresentação do novo disco “Sempre mais” que terá lugar no Pavilhão Multiusos em Guimarães a 25 de Fevereiro. Disco esse que será editado a 10 de Fevereiro a nível nacional. Tony ainda vai dar uma sessão de autógrafos na FNAC do Colombo dia 11 de Fevereiro pelas 17h00.

 

O Salão Preto e Prata do Casino do Estoril, pelas 22h30 continuava com o grande ambiente de glamour sempre presente nesta casa, com o público a terminar o jantar e a aguardar a entrada em palco de Tony Carreira.

 

A banda começa com uma introdução orquestral e o cantor inicia a sua actuação com o tema “A vida que eu escolhi”, recebido com enormes aplausos.

 

Neste espectáculo cantou dois temas inéditos que fazem parte do seu novo disco, “Sem ti eu não sei viver”, que já tinha apresentado ao público uma vez no seu concerto no MEO Arena em Dezembro passado, e ainda “Eu esqueci de esquecer-te”.

 

O ritmo do concerto depressa aqueceu o público, que em pouco tempo se levantou das mesas e começou a acompanhar de pé com palmas, braços no ar e a cantar com artista.

 

O cantor esteve sempre em interação directa com o público, desde cumprimentar a partir do palco as fãs que a ele se dirigiam, assim como o actor e cantor Ricardo Carriço, que Tony fez questão de mencionar. Como sempre desafia a sala para cantar com ele, separa o lado esquerdo do direito, homens de mulheres, sendo elas a levar sempre a grande vantagem ao acompanhar os seus temas.

 

Tony Carreira fez um agradecimento especial ao Casino do Estoril pelo convite que teve para realizar este concerto, por acreditar nos artistas portugueses e em lhes dar a devida importância, algo que tem feito desde sempre. Esta é uma sala de espectáculos em que o cantor deseja voltar a actuar.

 

O seu espectáculo de som, luz e variedade de estilos em que apresentou as suas canções, foi decisivo para o grande sucesso.

 

Os temas do concerto tiveram no geral grande ritmo, contudo Tony reservou uma parte para uma performance acústica contrastando o segundo Intro que teve um despique de cordas com três violinos, violoncelo e guitarra eléctrica bastante animado.

 

A sequência musical escolhida por Tony Carreira para este espectáculo:

 

·         Intro 1 + A vida que eu escolhi

·         Medley Baladas (Se acordo e tu não estás, Quem esqueceu não chora, Porque é que vens)

·         Mesmo que seja mentira

·         Um grande amor

·         Mais uma noite

·         Sem ti eu não sei viver

·         Porquê

·         Intro II + Este sabor a ti

·         Sonhos de menino

·         Medley Rápido (Vagabundo por amor, Quem era eu sem ti, A sonhar contigo)

·         Eu esqueci de esquecer-te

·         Acústico (Quando eras minha, a minha guitarra, Sonhador sonhador, Ai destino)

·         Tu levaste a minha vida

Encore

·         O mesmo de sempre

·         A vida é pra viver

 

No final da actuação, Tony Carreira recebeu um grande ramo de flores, com qual agradeceu a grande ovação com que foi brindado

 

Contudo o final da noite não ficou por aqui, pois do lado de fora do Salão Preto e Prata do Casino do Estoril, formou-se uma extensa fila de fãs que o queriam cumprimentar, fazer uma selfie ou mesmo obter o tradicional autógrafo num artigo alusivo ao artista.

 

Texto: Vera Brás

 

Fotos: Pedro MF Mestre

 

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Alceu Valença

 

Alceu Valença actuou em Lisboa no Teatro Tivoli no passado dia 21 de Janeiro e tem agendado para o Porto, um concerto na Casa da Música no dia 24 de Janeiro. Esta digressão em Portugal tem como título “Vivo! Revivo!”, que é em simultâneo o nome do seu novo CD/DVD que tem a função de dar continuidade Vivendo e Revivendo músicas suas da década de 70.

 

O cantor encheu esta sala de espectáculos da capital para uma excelente actuação de duas horas.

 

A sua exibição foi um misto de muita energia física em palco, com momentos mais calmos e mesmo de reflexão, mas sempre com muita interacção com o público. O público esse que estava sentado no início da actuação, no fim já estava de pé e mesmo algumas pessoas a dançar nas laterais da sala ao som do artista. Alceu conseguiu contagiar os espectadores com a garra que possui com a sua idade.

 

A primeira parte de “Vivo! Revivo!” Alceu revelou que a túnica que tinha vestida naquele momento era de uma época passada, e que a tinham guardado por ele. Agora que lançou o tema que reflete esse mesmo passado, decidiu utilizá-la para também revivê-lo dessa forma.

 

O excelente alinhamento musical para mostrar a sua “Vivência e Revivência” foi no total de 19 temas:

 

Agalopado
Anjo de Fogo
Espelho Cristalino
Dente de Ocidente
Mensageira dos Anjos
Descida da Ladeira
Pontos Cardeais
Casamento da Raposa com Rouxinol
Edipiana
Papagaio do Futuro
Você Pensa
Sol e Chuva
Coração Bobo
Pelas Ruas que Andei
La Belle de Jour/Girassol
Taxi Lunar
Como 2 Animais
Anunciação
Morena Tropicana

 

No fim do espectáculo tivemos uns breves momentos de boa disposição com um dos elementos da sua banda e algum público. Muitos queriam levar para casa uma recordação de Alceu, nem que fosse um autógrafo em algum artigo alusivo ao autor. Houve uma família que confessou que veio de Itália especificamente para o ver actuar.

Alceu Valença é oriundo de Pernambuco, Brasil, e tem uma carreira com trabalhos que variam entre muitos discos de estúdio, gravações ao vivo e o filme “A Luneta do Tempo”.

 

O artista trocou direito e jornalismo pela carreira das artes musicais, tendo como instrumentos base a sua voz e o violão (guitarra).

 

Alceu tem vários prémios ao longo seu percurso musical em que o cantor fala de dois deles em resposta ao Portal AMMA na entrevista que lhe fizemos:

 

AMMA - O que o levou a escolher Portugal para estes dois concertos?

 

Alceu Valença (AV) – Possuo uma relação muito forte com Portugal, que tem se intensificado nos últimos anos. Passo cerca de dois meses por ano no país e apresento a cada temporada um espetáculo diferente. Em 2013, cantei fiz um show de forró no Ano do Brasil em Portugal, no LX Factory, em Lisboa. No ano seguinte, me apresentei no mesmo teatro em Lisboa e na Casa da Música no Porto com uma orquestra brasileira, a Orquestra Ouro Preto, com quem gravei o CD / DVD Valencianas, que confere um tratamento camerístico às minhas canções. Em 2015, trouxe a Portugal um show de banda, com os grandes sucessos da minha carreira. Fizemos o Theatro Circo, em Braga, tocamos também em Sintra e Santa Maria da Feira. Este ano são duas apresentações do show Vivo! Revivo!, título do meu novo CD/DVD, onde recrio parte do meu repertório da década de 70, com uma timbragem próxima do rock, que traça uma ponte entre a música do Nordeste do Brasil, de onde venho, e a psicodelia. É um show moderno, alegórico, metafórico, sempre contestador. Traz um pouco do espírito de rebeldia que minha geração cultivou, um confronto direto com a censura que vigorava no Brasil da Ditadura Militar. Apesar do contexto histórico, a química permanece jovem, atual. Como disse um repórter do New York Times depois de assistir a um dos meus shows: é um rock que não é rock. 

 

AMMA - Que motivo teve para trocar o mundo do direito e do jornalismo pela carreira musical?

 

AV – Me formei em Direito pela Universidade Federal de Recife, muito por insistência de meu pai, que foi procurador do estado de Pernambuco e deputado federal. O Direito me proporcionou uma visão mais ampla das questões humanas, sobretudo as aulas de Filosofia, que influenciaram profundamente meu modo de pensar, o que acabou refletindo na minha obra artística. Atuei brevemente como advogado, no escritório de um primo, e fui redator de jornais e revistas em Recife. Durante a faculdade, período em que cheguei a ser preso pela ditadura por participação no movimento estudantil, fui selecionado para um programa de intercâmbio na Universidade de Harvard, nos EUA. Entre uma conferência e outra, eu costumava levar meu violão até a praça e tocar gêneros folclóricos da minha região que andavam fora de moda até mesmo no Brasil (risos). Eram emboladas, modas de viola, martelos agalopados, gêneros que possuem influência da música árabe, mourisca, ibérica, lusitana. Os hippies e os Hare Krishna adoravam, dançavam intensamente aquelas músicas. A cada dia havia mais gente. Cheguei a sair num jornal local, que me chamou de “o Bob Dylan brasileiro” porque eu disse que fazia protest songs. Eu nunca tinha escutado Bob Dylan, até hoje escuto muito pouca música. Mas senti que poderia haver espaço para a minha música. Quando voltei ao Brasil, fui classificado para concorrer no Festival Internacional da Canção. Mudei-me para o Rio de Janeiro e investi tudo na carreira musical. Passei dez anos militando no underground da música brasileira, período em que saíram a maioria das composições de Vivo! Revivo!. A partir dos anos 80, os primeiros sucessos de rádio começaram a aparecer e minha carreira tomou um impulso grande. Músicas como “Tropicana”, “Anunciação”, “Belle de Jour”, “Coração Bobo” e tantas outras, que não deixo de cantar nos shows. São músicas que marcam gerações. 

 

AMMA - Quando gravou o filme "A LUNETA DO TEMPO", que grande desafio teve? Que mensagem quis transmitir com este trabalho?

AV – Filmar a Luneta do Tempo foi um dos grandes prazeres que tive. Acredito na arte que aprofunda questões, suscita debates, emociona as pessoas. Minha arte sempre se aproxima da reflexão, seja na música, na poesia, agora no cinema. É uma arte espontânea de um criador que não vai pela cabeça de ninguém. Foram 14 anos trabalhando neste filme, desde a elaboração do roteiro até as duas etapas da filmagem (em 2009 e 2011), passando pela direção,  montagem e a finalização. O filme tem um país político também, a partir do momento em que ele questiona o papel mítico de Lampião, o nome maior do cangaço, que um amigo meu chama de movimento pré-revolucionário. E escolhi um viés lírico, poético, mais ainda assim político. Vislumbro um Lampião onírico que não conseguiu superar as dores do mundo mesmo depois de morto. Participamos de diversos festivais no Brasil e no exterior, fomos premiados em Gramado, o mais importante festival de cinema do país. O filme em circuito em 2016. Gostaria muito de vê-lo exibido em Portugal. 

 

AMMA - Ao conquistar o Grammy no Brasil em 2014, e o Prémio de Música Brasileira em 2015, sentiu como sendo um reconhecimento pela sua carreira?

 

AV - Creio que tenha a ver com o fato de eu ser um artista que jamais fiz concessão ao comercialismo barato, às imposições das gravadoras, aos caprichos do mercado. Minha arte é íntegra, verdadeira, devotada. Nunca abri mão das minhas convicções nem nunca deixei que pensassem por mim. Tenho total controle sobre minha obra, minhas escolhas estéticas. E sempre tive este compromisso com a música brasileira, com a cultura do Nordeste. A maior responsabilidade do artista é manter-se fiel à sua arte. Esta sempre foi a minha tônica. É como eu dizia aos executivos das gravadoras quando estes vinham com fórmulas mirabolantes e duvidosas de vendagem: vocês precisam pensar mais nos pontos de vista do que nos pontos de venda. Digo que, enquanto houver fronteiras, sou antes de tudo pernambucano, nordestino, brasileiro e, por isso mesmo, um ser planetário. Eu sou eu e as minhas circunstâncias, como diria o filósofo Ortega y Gasset.

 

AMMA - Que projectos tem para breve? Tem previsto o lançamento de um novo disco, ou a aposta numa digressão? O que tem para presentear os fans?

 

AV – Assim que voltar ao Brasil, me preparo para o carnaval. É um show com naipe de metais e ênfase nos gêneros do carnaval pernambucano, como o frevo, o maracatu, a ciranda. Em seguida, faço um show acústico, somente eu e o guitarrista Paulo Rafael. Também integro o projeto O Grande Encontro, ao lado de meus colegas de geração Geraldo Azevedo e Elba Ramalho. O DVD acaba de sair no Brasil e deve ser lançado aqui também. Ou seja, farei quatro shows totalmente diferentes entre si em pouco mais de um mês. Costumo dizer que sou como um espelho do meu povo. Eu me reflito nele e ele se reflete em mim.

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

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Anselmo Ralph no Campo Pequeno

 

 

Anselmo Ralph subiu ao palco do Campo Pequeno em Lisboa, para mais um concerto com bilheteira esgotada e casa cheia, tal como em 2012 quando actuou pela primeira vez nesta sala de Lisboa.

 

Este concerto com o nome “Amor é cego”, faz parte da digressão que o artista começou com este espectáculo, com base em temas do seu novo disco com o mesmo nome, assim como com temas já imortalizados de outros trabalhos dele. O concerto seguinte está agendado para 17 de Dezembro na sala Dream Space em Luanda, Angola, terra natal do cantor.

 

Anselmo Ralph confidenciou ao público que este concerto também teve uma presença muito especial, a sua mãe. Foi a primeira vez que assistiu a um concerto do filho, uma grande honra para ele.

 

Quanto ao novo disco lançado a 25 de Novembro, logo na primeira semana do lançamento, subiu para primeiro lugar do top de vendas. A este feito, Anselmo disse em palco: “Obrigado de Coração” pois como disse o cantor, a quem se deve este feito e ao facto desta casa estar cheia é aos fãs. Anselmo fez questão de lhes agradecer várias vezes ao longo do espectáculo.

 

Quanto ao último disco, revelou Anselmo Ralph, na edição que saiu agora tem 15 músicas, e será completado com mais 10 em Março do próximo ano, sendo o trabalho composto na totalidade por 25 temas.

 

Esta actuação, teve 16 canções do artista. Das 16, seis são do novo álbum: “Não vou contar”, “Virou amor”, “Casa comigo”, “Tchim Tchim”, “Todo teu” e “Money”. Contudo também cantou “Por favor DJ”, tema do seu último single. Quando chegou a “Única mulher” houve uma enorme interação com a sala, sendo uma das canções mais conhecidas de Anselmo Ralph, também devido a ser o tema principal da banda sonora da telenovela com o mesmo nome.

 

O concerto com quase duas horas de duração, teve bastante animação, desde a interação do cantor com o público, as coreografias com os seus quatro bailarinos, a excelente performance da sua banda, os efeitos especiais com projecção de fumo e confetis ao longo do concerto, a presença em palco de fãs vencedoras de um passatempo da RFM em “Todo teu”.

 

Anselmo contou ainda com três convidados em: “Virou Amor” – Laton, “Mente Para Mim" – Laura Vargas (ex-concorrente do "The Voice”) e ainda em “Money” com Plutónio.

 

No final, o artista pediu uma foto do palco para a plateia com os seus olhos vendados. Anselmo pediu também ao público que vendassem os seus olhos, usando para isso o lenço que lhes tinha sido distribuído no início do espectáculo. Algo de único e alusivo ao seu novo trabalho. Tanto na capa do álbum, assim como nos cartazes dos espectáculos de “Amor é cego”, Anselmo Ralph está de olhos vendados por um lenço.

 

Antes do início do espectáculo, actuou o DJ oficial da digressão de Anselmo Ralph a aquecer o público para o grande concerto.

 

O alinhamento musical:

 

Intro

Não vou contar

Promessa

Curtição

Virou amor – (com Laton)

Como dói

Mente para mim – (com Laura Vargas, ex-concorrente do "The Voice”)

Casa comigo

Por favor DJ

Medley Kizomba 2017

Tchim Tchim

Única mulher

Todo teu – (com fãs em palco)

Money – (com Plutónio)

Não me toca

Muito Obrigado

 

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

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Tony Carreira no MEO Arena

 

No passado dia 3 de Dezembro, Tony Carreira deu mais um grande concerto no MEO Arena. Como já tem sido habitual, a maior sala de espectáculos do país encheu. Esta foi a 17ª vez que Tony Carreira subiu a este palco. Um mês antes do concerto já a bilheteira estava esgotada.

 

Com o público maioritariamente feminino, houve os habituais cartazes com pedidos e declarações ao cantor, com as mais variadas mensagens. A que mais admirou o artista, foi “A minha mãe está solteira”. Gerou algum espanto nele, comentando isso do palco para o público.

 

Este público, logo na primeira canção, levantou-se do seu lugar e fez a festa de pé, ao longo das cerca de duas horas de actuação.

 

Antes do concerto, Tony Carreira, dedicou um tempo para estar com a comunicação social para entrevistas com um muito à vontade da parte dele criando um ambiente muito agradável e descontraído mantendo todo o seu profissionalismo.

 

Questionado pelo  AMMA relativamente à sua filha Sara - tendo em conta que ela decidiu seguir a carreira nas artes - se já tem estilo definido e se para isso teve influência do pai ou dos irmãos, Tony disse em tom de brincadeira e riso "ela que escolha outra profissão, já há muitos cantores em casa... "

 

Quando à influência, Tony Carreira diz que nunca influenciou os filhos em nada, eles escolheram o seu caminho e souberam sempre o que fazer, com a Sara será o mesmo, ela tem que traçar o caminho dela por ela. Agora se ela lhe pedir para a ajudar, nem sequer sabe em que lhe poderá ajudar, porque musicalmente ela não fará aquilo que o cantor faz, são coisas mais actuais para a idade dela. Em risos ainda disse que se ele lhe fizesse uma canção seria o fim da carreira dela… a Sara fará o seu percurso. Em relação ao trabalho dos filhos, em determinadas alturas eles também acabam por influenciá-lo a ele, com ideias que adapta dos seus trabalhos em coisas que ele gosta deles, tendo em conta que os tempos são diferentes.

 

Questionado sobre o tempo que demora a conceber um espectáculo deste género, a resposta foi "no mínimo um mês", é algo que dá muito trabalho, em que delega tarefas à sua equipa para concretização do mesmo. Tem muita confiança no seu profissionalismo, é uma equipa fantástica, são pessoas que “vestem a camisola” e Tony Carreira concentra-se muito naquilo que tem que fazer, para dar um bom concerto.

 

Para 2017, prevê o ano com mais trabalho dos últimos 10 anos, com o lançamento de um novo disco e duas tournées, em que só em França serão cerca de 40 concertos em Outubro e Novembro. Quanto ao novo disco, conta com vários convidados para gravar com ele.

 

No espectáculo em si, Tony Carreira apresentou mais de 20 temas, tendo como convidados, Ricardo Landum e Sara Carreira.

 

Ricardo Landum é uma pessoa com quem tem grande cumplicidade e que fez muito pela sua carreira compondo grande parte do reportório do cantor. Ricardo fez dueto com Tony Carreira na canção “Sonhos de menino”.

 

Já Sara Carreira, entrou em palco quase na recta final do espectáculo e cantaram o tema “Hoje menina amanhã uma mulher”, algo sempre emotivo pai e filha em dueto numa música que toca no sentimento de Tony Carreira: a sua filha, uma “das mulheres da sua vida”.

 

O espectáculo teve uma grande componente instrumental, com banda e orquestra.

 

Na abertura do concerto contou com um coro de crianças, e quase no final com um coro de Gospel.

 

Para fechar o evento, estava marcada uma sessão de autógrafos para que os fãs levassem uma dedicatória ou recordação do cantor para casa, e o desejado contacto de proximidade com ele nem que fosse para umas breves palavras com Tony Carreira, tal como ele os habitou há muito. É também uma forma de retribuir aos seus fãs a dedicação eles que têm pelo cantor.

 

A sequência das canções no concerto:

 

Intro I + A vida que eu escolhi

Medley Baladas:

Se acordo e tu não estás

Quem esqueceu não chora

Porque é que vens

Mesmo que seja mentira

Mais uma noite

Um grande amor

A estrada e eu

Se me vais deixar

Sem ti eu não sei viver

Porquê

Intro II + Este sabor a ti

Sonhos de menino (dueto com Ricardo Landum)

Medley Rápido:

                Vagabundo por amor

                Quem era eu sem ti

                A sonhar contigo

Cantor de sonhos

Hoje menina amanhã uma mulher (dueto com Sara Carreira)

Acústico:

                Quando eras minha

                A minha guitarra

                Sonhador sonhador

                Ai destino

Tu levaste a minha vida

O mesmo de sempre

A saudade de ti

A vida é pra viver

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

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GNR - Concerto 35 Anos em Lisboa

 

Os GNR subiram ao palco no Campo Pequeno em Lisboa, a 12 de Novembro, num concerto comemorativo dos seus 35 anos de carreira.

 

Com casa cheia, tocaram 27 temas dos seus sucessos, fazendo uma retrospectiva do seu percurso musical nas cerca de duas horas em que o espectáculo decorreu.

 

Antes de Lisboa, já actuaram em Guimarães a 5 de Novembro, e foi anunciado no espectáculo de Lisboa que o encerramento da Tour será a 11 de Fevereiro no Coliseu do Porto.

 

Tiveram em palco convidados tais como Rita Redshoes, Javier Andreu, Isabel Silvestre e ainda o coro de alunos dos Salesianos de Lisboa a encerrar o espectáculo.

 

Recordemos que em 1992 os GNR foram a primeira banda portuguesa a encher o então Estádio de Alvalade, com 40.000 espectadores. Aconteceu no auge da banda, no seguimento do lançamento do álbum “Rock in Rio Douro”, que na altura o gravaram com vozes como a de Javier Andreu dos “La Frontera”, e Isabel Silvestre, que se juntaram de novo aos GNR neste espectáculo comemorativo.

 

Sequência dos temas do espectáculo de Lisboa:

Bem-vindo ao passado
Vídeo Maria
Efectivamente
Triste Titan
Caixa Negra
Cadeira Eléctrica
Ana Lee
Homens Temporariamente Sós
Dançar Sós
Asas
Bellevue
Vocês
Valsa dos Detectives
Sete Naves
Impressões Digitais
Sangue Oculto
Las Vagas
Macabro
Santa Combinha
Pronuncia do Norte
Nova Gente
Morte ao Sol
Coimbra B
Dunas
Telefone Pecca
Inferno
Sub-16
Mais Vale Nunca

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

 

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quarta-feira, 24 de maio de 2017 – 06:23:26

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