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Inauguração da exposição "alheava_o lugar dos afectos" de Manuel Santos Maia

 
 
Exposição patente de 29 de abril a 27 de maio 2017.
 
O projecto “alheava”, de Manuel Santos Maia, iniciou-se em 1999 e é constituído por dois momentos. O primeiro foi apresentado em diversos espaços expositivos nacionais e internacionais até 2014 e contemplou diversas práticas artísticas como som, vídeo, fotografia, performance, instalação, intervenção no espaço público, pintura e escultura. A segunda fase surge no momento em que Maia retorna, em 2014, após quase 40 anos de ausência, a Moçambique, ao país e lugar onde nasceu. Uma viagem realizada após uma década e meia de pesquisa e partilha pública de memórias e reflexões.
 
No primeiro momento do projecto “alheava”, Manuel Santos Maia parte da memória individual e familiar para abordar o alheamento de Portugal face ao passado colonial e pós-colonial. Na presente exposição, alheava_o lugar dos afectos, terceira das seis exposições individuais do segundo momento, o artista retorna a Nampula, à cidade onde nasceu, ao lugar físico da memória, aos lugares e espaços anteriormente inscritos, para (re)pensar a ligação entre Portugal e África e dar continuidade à reflexão sobre a construção da identidade e miscigenação cultural. 
 
 
No seu processo criativo Manuel Santos Maia cruza a noção de documento com a experiência individual, para alcançar uma espécie de “memorabilia” colectiva, enquanto espelho antropológico que nos liga a todos pelo filtro de uma “intimidade documentada”.
 
Artista Manuel Santos Maia
Local Espaço MIRA 
         Rua de Miraflor 159, 4300-334, Campanhã, Porto
Horário de funcionamento terça a sábado, das 15:00 às 19:00
Entrada livre
 
PROGRAMA 
29 abril, 16h
Inauguração da exposição individual "alheava_o lugar dos afectos" de Manuel Santos Maia
 
27 maio
Finissage da exposição individual "alheava_o lugar dos afectos" de Manuel Santos Maia
 
NOTA BIOGRÁFICA
 
ARTISTA | MANUEL SANTOS MAIA
 
Nasceu em Nampula, Moçambique, em 1970. Vive e trabalha no Porto. Licenciado em Artes Plásticas - Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Doutorando no Doutoramento em Artes Plásticas e Artes Visuais “Modos de Conhecimento na Prática Artística Contemporânea” pela Universidade de Vigo.
 
Enquanto artista, Manuel Santos Maia expõe regularmente desde 1999. Em 1999 concebe o projecto “alheava” que tem vindo a apresentar até ao presente ano.
 
Contemplando diversas práticas artísticas, como a instalação, a fotografia, a pintura, o vídeo, a performance, o teatro e o som, as várias mostras têm sido apresentadas em diferentes países como Inglaterra, França, Estados Unidos da América, Bélgica, Espanha, Noruega, Macau e Argélia e em diversas cidades nacionais como Porto, Lisboa, Coimbra, Lagos, Oeiras, Guimarães, Braga, Tomar, Cascais, entre outras. No mais recente projecto “non”, idealizado em 2003 e apresentado desde 2006, como no projecto alheava MSM cruza a noção de documento com a experiência individual e familiar, para alcançar uma espécie de “memorabilia” colectiva, enquanto espelho antropológico que nos liga a todos pelo filtro de uma “intimidade documentada”. Enquanto curador, (José Maia) comissariou exposições individuais e colectivas em espaço alternativos e institucionais no Porto e Lisboa mas também em Faro, Braga, Guarda e Elvas. Organizou e co-organizou ciclos de cinema, mostras de performance. Desde 1998 tem organizado debates, conversas, conferências com criadores de diferentes áreas artísticas, curadores, artistas-comissários, críticos e historiadores. Dos vários projectos curatoriais realizados no último ano destacam-se “Lugares de Viagem - Bienal da Maia de 2015” no Fórum da Maia, “Sub 40 - para lá da memória conhecida” na Galeria Municipal (do Palácio de Cristal, a convite de Paulo Cunha e Silva), “Em tudo quanto é mundo dito ou não dito” no Cinema Batalha. Comissariou exposições individuais de Silvestre Pestana, Álvaro Lapa, Alfredo Cunha, Pedro Tudela, Cristina Mateus, Carla Filipe, Mauro Cerqueira, Paulo Mendes, Miguel Leal, Nuno Ramalho, José Almeida Pereira, entre muitos outros.
 
É director artístico do Espaço Mira desde 2013, do espaço expositivo Campanha entre 2008 e 2009. Integra a equipa do Serviço Educativo do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves desde 2000, integrou a equipa do Serviço Educativo da Culturgest Porto e implementou os serviços educativos do Centro de Arte da Figueira da Foz, Museu Municipal da Figueira da Foz, do projecto Terminal em Oeiras entre outros. Atualmente é docente de “Artes Contemporâneas”, “Arte, Cultura e Comunicação”, “Teoria da Fotografia”, e “Tecnologias da imagem” na Universidade Lusófona do Porto. Foi docente de Pintura, Desenho, Artes Visuais e Fotografia na Escola Superior Artística do Porto (ESAP) e Introdução às Arte Contemporânea no Balleteatro, no Porto.
 
 

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