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Apresentação do livro "A morte não é prioritária", de Paulo José Miranda, um biografia do realizador Manoel de Oliveira na Biblioteca da Amadora

 

 

A Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos acolhe, no próximo dia 24 de outubro (quinta-feira), pelas 18h30, a apresentação do livro "A morte não é prioritária", uma biografia do maior realizador português, Manoel de Oliveira, escrita por Paulo José Miranda e publicada pela editora Contraponto.
 
Nesta biografia de Manoel de Oliveira, o escritor Paulo José Miranda mergulha no génio do realizador, procurando compreender os filmes que fez à luz das revoluções que ia produzindo em diferentes épocas. Esta é também, e ao mesmo tempo, uma biografia crítica e uma aproximação do leitor à obra de Oliveira, tardia e tantas vezes mal compreendida. 
 
A apresentação da obra contará com a presença do autor e de Luís Ricardo Duarte, jornalista do JL - Jornal deLetras.
 
Entrada livre.
 
 
Manoel de Oliveira: homem de séculos e de tudo menos do trivial

Manoel de Oliveira dedicou-se a tempo inteiro ao cinema numa idade em que a maioria das pessoas está já reformada: aos 70 anos. Mas isso não o impediu de filmar durante mais trinta e cinco anos. Este é, por isso, um livro sobre a capacidade de superação dos limites impostos pela vida, um livro acerca de um homem que esteve sempre pronto a começar de novo.

Em jovem, foi campeão nacional de salto à vara. E trapezista voador. Nessa mesma altura, realizou o primeiro filme, que foi aplaudido de pé por um Nobel da Literatura. Foi piloto de automóveis, vencendo várias provas.

Tirou o brevet de piloto e sobrevoava a quinta da namorada largando cartas de amor. Foi galã de cinema, entrando em A Canção de Lisboa. Foi agricultor no Douro. E, por fim, gestor industrial.

Manoel de Oliveira está nos antípodas do convencional, não só no tocante à vida, mas também no que respeita à obra. Neste livro, Paulo José Miranda mergulha no génio do realizador, procurando compreender os filmes que fez à luz das revoluções que ia produzindo em diferentes épocas. Nesse sentido, esta é também, e ao mesmo tempo, uma biografia crítica e uma aproximação do leitor à obra de Oliveira, tardia e tantas vezes mal compreendida.

Apesar de constantemente impedido de filmar durante a ditadura, ao dar-se o 25 de Abril, Oliveira perde a fábrica e a casa que mandara construir quando casara. Nessa altura, diz ao produtor Paulo Branco, com quem tinha acabado de fazer o primeiro filme: «Paulo, agora temos de andar para a frente, agora tenho de viver do cinema.» O que, efetivamente, irá acontecer e durante muitos anos. Mais de vinte filmes depois, já perto dos 100 anos, Manoel ainda ousa dizer a um velho amigo: «Tenho de pensar no meu futuro.»

Texto: in https://www.contrapontoeditores.pt/produtos/ficha/a-morte-nao-e-prioritaria/20916057
 

 
Sobre | Paulo José Miranda

Paulo José Miranda nasceu em 1965, na Aldeia de Paio Pires.
 
Licenciou-se em Filosofia e, em 1997, publicou o primeiro livro de poesia, A Voz Que Nos Trai, com o qual venceu o primeiro Prémio Teixeira de Pascoaes.
 
Em 1999, e já a residir em Istambul, na Turquia, tornou-se também o primeiro vencedor do Prémio José Saramago, com a novela Natureza Morta. Mais tarde, viveu também em Macau e no Brasil, escrevendo poesia, ficção, teatro e ensaio.
 
Em 2015, recebeu o Prémio Autores, da Sociedade Portuguesa de Autores, pelo livro de poesia Exercícios de Humano, e regressou a Portugal, começando pouco depois a trabalhar na biografia de Manoel de Oliveira, A Morte não É Prioritária.
 
Texto: in https://www.contrapontoeditores.pt/produtos/ficha/a-morte-nao-e-prioritaria/20916057 
 
 
Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos 
Av. Conde Castro Guimarães, Nº 6  – Venteira 

 

Foto - Contraponto - Mário Santos

 

 

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