Noites de Queluz - Tempestade e Galanterie - 9 e 10 de novembro

 

 

O ciclo “Noites de Queluz” apresenta no fim-de-semana de 9 e 10 de novembro duas propostas musicais imperdíveis. No sábado, faz-se um panorama da Viena de finais do século XVIII, ao som de Mozart e Beethoven; já no domingo, a Orquestra de Câmara Portuguesa, em estreia nas ‘Noites de Queluz’, leva-nos à Paris da mesma época. Assim se conclui a quinta edição deste ciclo, que é já uma referência no panorama musical nacional.

 

 

O ciclo de concertos “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” encerra no próximo fim-de-semana a sua quinta edição com dois concertos que prometem ‘transportar’ todos aqueles que se deslocarem ao Palácio Nacional de Queluz até dois momentos marcantes da tradição musical ocidental: a Viena de Mozart e, logo depois, de Beethoven; e Paris, capital cultural da Europa de Setecentos, berço do Iluminismo, corrente cultural que mudou o rosto da civilização europeia.

 

No sábado, 9 de novembro, a orquestra Divino Sospiro, sob a direção de Massimo Mazzeo, interpreta obras de Wolfgang Amadeus Mozart e Ludwig van Beethoven. Serão acompanhados pela excelente pianista italiana Stefania Neonato, solista no Concerto n.º1 de Beethoven, que ouviremos numa versão de câmara em estreia nacional; bem como pela soprano portuguesa Eduarda Melo na interpretação de uma famosa ária de Mozart. O programa fica completo com a Serenata para sopros em dó menor, uma das obras-primas de Mozart no género.

 

No domingo, 10 de novembro, o concerto de encerramento do ciclo “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” propõe uma viagem até Paris, capital cultural da Europa setecentista e berço do Iluminismo. Para a concretizar, a Orquestra de Câmara Portuguesa, sob a direção de Pedro Carneiro, que fazem a sua estreia nas ‘Noites de Queluz’. O programa aborda três compositores que ilustram esta época e que conheceram sortes diferentes na capital francesa: Johann Christian Bach, autor que Mozart conheceu em Londres e em Paris e cuja influência reconhecia; Ignaz Pleyel, um dos compositores mais populares da época; e Joseph Haydn, figura maior do Classicismo musical e autor de seis sinfonias chamadas de ‘Parisienses’. Une os três o facto de terem pertencido a lojas maçónicas, que foram importantes fóruns de disseminação dos ideais iluministas entre as elites sociais e culturais da época.

 

O ciclo “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” é iniciativa conjunta da Parques de Sintra e do Divino Sospiro - Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal, e conclui a Temporada de Música da Parques de Sintra, que teve em março os “Serões Musicais no Palácio da Pena” e em maio o ciclo ‘Reencontros’, no Palácio Nacional de Sintra.

 

Informações úteis:

Bilhete por concerto: 15€

Bilhete Ciclo (10 concertos): 128€

Concertos para famílias: gratuitos para crianças e jovens até aos 16 anos

 

Locais de venda: Bilheteiras da Parques de Sintra, FNAC, Worten, El Corte Inglés, Altice Arena, Media Markt, lojas ACP, rede PAGAQUI e Postos de Turismo de Sintra e Cascais.

Online em www.parquesdesintra.pt  e em www.blueticket.pt

 

 

M/6

 

Após o início do espetáculo, só será permitida a entrada no intervalo, e apenas quando este esteja previsto.

Não será devolvido o valor dos bilhetes por falta de comparência ou atraso.

 

A 5ª edição do ciclo “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” conta com a Antena 2 como ‘media partner’ e tem o apoio do Instituto Italiano de Cultura.

 

 

 

Programação 2019

“Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” 2019

 

 

AGENDA DE CONCERTOS:

 

17/10 >>> 21:30 >>> Sala do Trono

O APOGEU DO CONCERTO BARROCO

ENSEMBLE ZEFIRO / ALFREDO BERNARDINI (Oboé e Direção)

Como em tantos outros domínios, também no género ‘concerto’ soube Johann Sebastian Bach operar uma síntese, nesse processo criando algo de novo. Isso mesmo o mostram os seis ‘Concerts avec plusieurs instruments’ (assim, em francês, consta no frontispício do manuscrito), que dedicou em 1721 a Christian Ludwig de Brandenburg-Schwedt (1677-1734), meio-irmão do primeiro rei da Prússia. Mais de um século depois (1873), o musicólogo Philipp Spitta, na sua monumental biografia de Bach, haveria de baptizá-los de ‘Brandeburgueses’ e é por esse nome que são desde então conhecidos.

Bernardo Mariano (musicólogo)

 

24/10 >>> 21:30 >>> Sala da Música

PRELÚDIO A UMA GRANDE FESTA

TRIO GIULIO PLOTINO (violino) / CHRISTOPHE COIN (violoncelo) / PATRICK COHEN (pianoforte)

Um pouco por todo o mundo, as temporadas de música 2019-20 terão em (ainda maior) destaque o nome de Beethoven, por via da passagem, em 2020, dos 250 anos sobre o seu nascimento. Um ano festivo antecipado na 2.ª parte deste concerto, preenchida com o famoso Trio ‘dos Espíritos’, de 1808. A ele se “contrapõe” o conhecido Trio de Haydn com o ‘Finale’ de acentos húngaros. Obras de Mozart e de Viotti permitem admirar, respectivamente, o violino e o violoncelo em diálogo com o pianoforte Clementi do Palácio de Queluz.

Bernardo Mariano (musicólogo)

 

25/10 >>> 21:30 >>> Sala da Música

UMA COMPOSITORA ENTRE DOIS GIGANTES

CHIAROSCURO QUARTET: ALINA IBRAGIMOVA (violino) / PABLO HERNÁN BENEDÍ (violino) / EMILIE HÖRNLUND (viola) / CLAIRE THIRION (violoncelo)

Secundando o seu irmão Felix no talento para a música, Fanny Mendelssohn (1805-1847) soube, enquanto adulta, enfrentar a repressão sobre a criatividade feminina na música típica do seu tempo e continuar a compor, mesmo após o seu casamento, em 1830, com Wilhelm Hensel. O conjunto da sua obra, porém, só há cerca de meio século viria a ser conhecido e descobriu-se então um quarteto de cordas, único que deixou. Ao lado de Fanny, dois autores que foram decerto as suas grandes referências no género: Haydn e Beethoven.

Bernardo Mariano (musicólogo)

 

26/10 >>> 21:30 >>> Sala da Música

UM PIANO E TRÊS CORDAS: DIÁLOGOS E DISCUSSÕES

FORTHEPIANO CONSORT: STEFANO BARNESCHI (violino barroco) / ELZBIETA STONOGA (viola barroca) / MARCO TESTORI (violoncelo barroco) / COSTANTINO MASTROPRIMIANO (pianoforte)

A formação designada de quarteto com piano foi uma invenção de Mozart e pode afirmar-se ser ela “filha” das contínuas e geniais explorações no género ‘concerto para piano’ que o compositor empreendeu nos seus primeiros anos em Viena. Admirador das três obras que Mozart viria a deixar nesse formato (duas com cordas, uma com sopros), Beethoven contribuiria também ele para o género com uma espécie de “dois em um”: o seu op. 16, editado em simultâneo como quinteto (sopros+piano) e como quarteto (cordas+piano).

Bernardo Mariano (musicólogo)

 

27/10 >>> 19:00 >>> Sala do Trono

CONCERTO PARA FAMÍLIAS: CAFÉ PÕE FAMÍLIA EM EBULIÇÃO

LÚCIA RIBEIRO (soprano - Lieschen, a filha) / MIGUEL REIS (tenor - Narrador) / ANDRÉ HENRIQUES (baixo - Schlendrian, o pai) / JOÃO REIS (comentários) / DIVINO SOSPIRO / MASSIMO MAZZEO (violeta e direção)

Ao contrário do que se possa imaginar, a interminável discussão sobre os benefícios e malefícios do café não é nem de longe tema recente. Prova-o esta cantata com quase 300 anos de idade, assinada por um compositor que quase sempre associamos à seriedade: Johann Sebastian Bach, que viveu na Alemanha entre 1685 e 1750. Ora aqui, bem pelo contrário, o “sério” Sr. Bach mostra-se um atento e divertido observador da sociedade do seu tempo, tratando o tema com tanto de incisivo e pícaro quanto de humorístico.

Bernardo Mariano (musicólogo)

 

31/10 >>> 21:30 >>> Sala do Trono

BACH E A VOZ QUE NOS LEVA A DEUS

ANGELIKA KIRCHSCHLAGER (mezzo-soprano) / PEDRO CASTRO (oboé, oboé d’amore) / LUÍS MARQUES (oboé) / PAOLO PERRONE (violino) / DIVINO SOSPIRO / MASSIMO MAZZEO (direção)

Manifestação da fé pessoal, encomenda de determinada personalidade ou instituição, ou obrigação por inerência de funções. Estes três factores estão na origem da maior parte da música sacra da tradição ocidental. No caso de Bach, a ‘inerência de funções’ foi determinante, mas ele soube impregnar do seu génio musical essa obrigação e fazer de cada uma delas uma afirmação da sua sincera fé luterana, elevando-as ao mais alto grau artístico e expressivo. A ilustrá-lo, neste concerto, uma das grandes ‘mezzos’ do nosso tempo: Angelika Kirchschlager.

Bernardo Mariano (musicólogo)

 

01/11 >>> 21:30 >>> Sala do Trono

O VIOLINO ENTRE O RIGOR E A FANTASIA

GIULIANO CARMIGNOLA (violino) / RICCARDO DONI (cravo)

Um dos fenómenos mais notáveis da era barroca foi o aperfeiçoamento dos instrumentos de corda, em particular da família dos violinos (violino, violeta e violoncelo) até um nível que permitiu um elevadíssimo grau de virtuosidade na literatura para os mesmos. Este fenómeno, evidente sobretudo no violino e centrado principalmente em Itália, envolveu construtores e compositores e ocorreu em paralelo. Um espectro ilimitado de possibilidades, explorado quer nas formas abertas e mais improvisatórias, quer nos géneros “fixos” que o Barroco foi consagrando.

Bernardo Mariano (musicólogo)

 

03/11 >>> 19:00 >>> Sala do Trono

CONCERTO PARA FAMÍLIAS: VIVALDI, FAÇA CHUVA OU FAÇA SOL!

PAOLO PERRONE (violino) / JOÃO REIS (comentários) / DIVINO SOSPIRO / MASSIMO MAZZEO (direção)

‘As Quatro Estações’, de Antonio Vivaldi, adquiriram há muito tempo o estatuto de ‘hits’ da música clássica. Elas são também dos primeiros exemplos de ‘música programática’, isto é, com carácter descritivo de algo concreto. Essa faceta é reforçada pela inclusão de pequenos poemas (sonetos) alusivos, pontuando as páginas da partitura.

Nas duas estações que hoje escutaremos, deparamo-nos, no Verão, com a evocação de uma paisagem sob o calor até sobrevir uma violenta tempestade estival; já no Outono, evoca-se a Festa das Vindimas e uma caçada na floresta.

Bernardo Mariano (musicólogo)

 

09/11 >>> 21:30 >>> Sala da Música

VIENA ENTRE MOZART E BEETHOVEN

STEFANIA NEONATO (pianoforte) / EDUARDA MELO (soprano) / DIVINO SOSPIRO / MASSIMO MAZZEO (direção)

Vindo de Salzburgo, Mozart fará de Viena a sua residência a partir de 1781. Um ano após a sua morte, em 1791, chega à capital imperial, vindo da Renânia, um jovem de 21 anos desejoso de aprender e de triunfar na grande cidade: Ludwig van Beethoven. As obras em programa mostram-nos Mozart a lidar ainda com a tradição salzburguesa da serenata e Beethoven ainda a lidar com a sombra dos concertos para piano… de Mozart. Pelo meio, uma ária com que Mozart presenteou Nancy Storace (a primeira Susanna das ‘Bodas de Fígaro’) quando esta deixou Viena.

Bernardo Mariano (musicólogo)

 

10/11 >>> 21:30 >>> Sala do Trono

PARIS E A REVOLUÇÃO ILUMINISTA

ORQUESTRA DE CÂMARA PORTUGUESA / PEDRO CARNEIRO (direção)

Capital cultural da Europa de Setecentos, Paris foi o berço do ‘Iluminismo’, corrente que marca um ponto de viragem na civilização europeia. Na música, o Iluminismo está conotado com o chamado ‘estilo clássico’, aí se incluindo as várias correntes que lhe deram origem. Os compositores do presente programa ligam-se ao Iluminismo antes de mais por via da sua vinculação ao estilo clássico, mas também por outro traço: a sua filiação a lojas maçónicas, as quais foram importantes fóruns de disseminação dos ideais iluministas entre as elites sociais e culturais da época.

Bernardo Mariano (musicólogo)

 

LANÇAMENTO DO II VOLUME DOS “CADERNOS DE QUELUZ”:

10/11 >>> 20:45 >>> Sala do Trono

Prof. Dr. RUI VIEIRA NERY (Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança da Universidade Nova de Lisboa)

 

A DIPLOMACIA E A ARISTOCRACIA COMO PATRONOS DA MÚSICA E DO TEATRO NA EUROPA DO ‘ANCIEN RÉGIME’

No âmbito da sua colaboração com a Parques de Sintra, o Divino Sospiro – Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal (DS-CEMSP) organiza, desde 2015, uma conferência anual dedicada ao teatro musical e à música vocal setecentista em Queluz, que incide especialmente na dimensão Europeia da música do sul da Europa. Em associação com o Don Juan Archiv de Viena e com o apoio da Parques de Sintra, as contribuições para essas conferências são editadas na coleção “Cadernos de Queluz”, com a chancela da Hollitzer e integrada na série Specula Spectacula.

O segundo volume dos Cadernos de Queluz aborda a circulação de criações artísticas e de executantes que a rede de relações diplomáticas entre as cortes europeias e as casas aristocráticas da época promovia na Europa setecentista. Os gabinetes dos representantes das várias cortes no estrangeiro eram importantes veículos de informação sobre a vida cultural nos outros países, tendo muitas das estratégias artísticas destinadas a constituir um legado na história das artes, em especial na música e no teatro, sido delineadas com base nessas trocas de informação.

 

Sobre o Divino Sospiro - Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal

O Divino Sospiro - Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal, com sede nas instalações do Palácio Nacional de Queluz, tem como objetivo principal a promoção e divulgação do património musical associado ao Palácio de Queluz, no qual a música ocupou desde sempre um papel central, e onde foram apresentadas dezenas de serenatas e óperas. Serão realizados, nas salas do Palácio, concertos, eventos, conferências, simpósios e colóquios, assim como masterclasses e outras iniciativas que se propõem estudar e recuperar o tempo e a tradição de grandes acontecimentos musicais da época da permanência da Família Real no Palácio de Queluz, contribuindo em simultâneo para a fruição pública de uma programação musical de qualidade e para a afirmação do Palácio como referência incontornável da nossa herança cultural.

www.divinosospiro.org

 

Sobre a Parques de Sintra - Monte da Lua

A Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa de capitais exclusivamente públicos, criada em 2000, no seguimento da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade. Não recorre ao Orçamento do Estado, pelo que a recuperação e manutenção do património que gere são asseguradas pelas receitas de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguer de espaços para eventos.

Em 2018, as áreas sob gestão da PSML (Parque e Palácio Nacional da Pena, Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e Escola Portuguesa de Arte Equestre) receberam cerca de 3,5 milhões de visitas, 86% das quais por parte de estrangeiros. Recebeu, em 2013, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018, o World Travel Award para Melhor Empresa em Conservação.

São acionistas da PSML a Direção Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.

 

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