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António Casaca (Beja)

 
 
ANTÓNIO CASACA
 
Associação de Atletismo de Beja
 
 
 
 
Breve Biografia:
           
      Meu nome é Joaquim António Casaca da Costa, sou treinador de atletismo e exerço o cargo de director técnico da Associação de Atletismo de Beja desde Setembro de 1996.
 
    
- Para si, qual o perfil que um DTR deve possuir e que principais funções lhe estão acometidas?
 
Na minha opinião o director técnico regional tem que ser um técnico de atletismo com disponibilidade e capacidade para exercer o cargo. Tem que saber relacionar-se bem com com atletas, treinadores, dirigentes e outros agentes desportivos no âmbito da AAR.
 
Deve ser um conhecedor da realidade da modalidade no distrito, ter capacidade de relacionamento e aproximação às escolas e autarquias e deve ser o principal dinamizador da modalidade a nível regional.
 
Como principais funções o DTR deve :
 
      - Definir a estratégia da Associação para o próprio desenvolvimento desta.
      - Definir metas de desenvolvimento para o atletismo do seu distrito.
      - Elaborar um Plano de Actividades anual para a Associação no que diz respeito ao sector técnico.
      - Conceber programas e avaliar a sua concretização.
      - Participar nas Acções de Programação das actividades competitivas da Associação.
      - Definir estratégias e programas de detecção, selecção e promoção de talentos.
      - Participar na formação e actualização de treinadores, monitores e juizes.
      - Apoiar os clubes e treinadores.
      - Seleccionar, preparar e acompanhar tecnicamente as selecções distritais.
      - Colaborar com a FPA em todas as iniciativas que esta desenvolva e para as quais lhe seja pedida colaboração.
      - Elaborar um relatório anual das actividades desenvolvidas.
      - Para além destas tarefas e no que diz respeito à minha Associação, o DTR deve estar capacitado para exercer outras funções de dirigente que lhe sejam solicitadas devido às dificuldades de recursos humanos existentes.
 
 
- Quando assumiu o cargo, como encontrou o atletismo na sua região?
 
Quando assumi o cargo em Setembro de 1996, não havia pista sintética de atletismo o que condicionava a prática e o crescimento da modalidade quer em termos quantitativos, quer em termos de qualidade.
 
Em 1998 iniciou-se a construção da pista actual em Beja e essa infra-estrura veio contribuir definitivamente para o desenvolvimento da modalidade.
 
Começaram a surgir novos recordes distritais, lugares de podium a nível nacional, enfim o atletismo distrital começava a estar em pé de igualdade com o das outras Associações do país.
 
 
- Considera-se satisfeito(a) com as infra-estruturas desportivas existentes na área geográfica da sua Associação para a prática da modalidade (nas suas diversas vertentes)?
 
Presentemente temos duas pistas sintéticas no Distrito de Beja, uma em Beja e outra em Odemira.
 
A pista de Beja está capacitada para a realização de todas as provas.
 
A de Odemira está condicionada, apenas se podendo realizar provas de corrida , saltos horizontais e salto emaltura.
 
Em termos de necessidades precisamos de uma pista simplificada em Alvito (para servir o Alentejo Central ),uma pista coberta em Beja e uma área de lançamentos para treinos e competição.
 
A pista coberta e a área de lançamentos já estavam integradas no projecto da "Agenda 2000 ".
 
 
- Na sua Associação, como é feita a detecção de novos talentos e o acompanhamento dos jovens promissores?
 
 A detecção de talentos e seu acompanhamento é feita directamente pelos técnicos dos clubes e pelo DTR .
 
 A Associação criou a Rúbrica Atleta Promessa para apoio e incentivo aos atletas que mais se distingam na modalidade.
 
 Esta rubrica conta com o apoio de várias autarquias do Distrito.
 
 
- Como perspectiva o futuro do atletismo local, a curto prazo?
 
Na minha opinião o futuro do atletismo distrital e nacional passa por uma colaboração de envolvimento entre a Federação, as escolas e as autarquias.
 
Há que aproveitar ao máximo o projecto "Mega " e captar novos valores para a modalidade.
 
Porém as estruturas locais têm que ter capacidade de enquadramento dos jovens.
Dar-lhes condições de treino e possibilidades de participações em competições.
 
Aqui coloca-se o grande problema que é a crise de dirigentes ,técnicos e juizes.
 
É neste contexto que penso que o futuro do atletismo jovem passa pela escola ( haver em cada escola um clube de atletismo ) com coordenação da Federação da modalidade
 
 
- Qual tem sido o apoio prestado pelas autarquias locais à prática da modalidade?
 
As autarquias locais apoiam directamente os clubes filiados naAssociação.
 
O apoio que para mim é mais importante é o da construção e utilização gratuita das infra-estruturas.
Outros apoios temos recebido para eventos e iniciativas realizadas tais como a "Rubrica Atleta Promessa " e a organização de provas de nível nacional e internacional
 
- Na sua região, o tecido empresarial apoia a realização de eventos?
 
Os apoios que recebemos do tecido empresarial regional e local são escassos, mas bem aceites.
 
 
- Quais os meios de Comunicação Social que normalmente e frequentemente divulgam as vossas iniciativas?
 
De uma forma geral toda a comunicação social regional colabora na divulgação das nossas iniciativas.


 

segunda-feira, 16 de julho de 2018 – 04:20:43

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