13 anos ao serviço do Desporto em Portugal

publicidade

 

Alcino Pereira (Madeira)

 
 
 
 
 
ALCINO PEREIRA
 
Associação de Atletismo da Região Autónoma da Madeira
         
 
 
 
Breve Biografia:
 
            - DN – 1/6/1964 ; Baião (Porto)
- Licenciado em E.F. pelo ISEF-UP (1988)
- Mestre em Ciências do Desporto – Treino de Alto Rendimento – FCDEF-UP (2002)
- Docente no Instituto Superior da Maia (ISMAI) – Lic. EFD – Atletismo (1992 a 1998 e 200 a 2004).
- Docente na Universidade da Madeira – Lic. EFD – Atletismo (2004/2005).
 
- Atleta (FCP e CIPA):
- Especialidade principal: lançamento do martelo (Recordista Nacional de Juvenis e de Juniores (anos 80); Internacional Júnior – Westathletic; Vice-Campeão Nacional Absoluto)
 
- Treinador:
            - FCP (1983/84)
            - CIPA (1984 a 1994)
            - FCP (1995 a 2004)
            - AAP – Técnico Regional (1989/90)
- FPA – Técnico Nacional de Saltos (1993 a 2001)
- AARAM – Director Técnico Regional (2004 a 2008)
Principais atletas:
Nuno Fernandes, Pedro Pimenta, Eduardo Martingo, Bruno Miguel, Zoltán Biederman, Miguel Carvalho, Filipe Pereira; Hélder Fernandes; Januária Pereira, Sónia Machado, Márcia Nery, Cristina Santos, Mª João Fonseca, Rita Braga, Sara Loureiro…
 
 
- Para si, qual o perfil que um DTR deve possuir e que principais funções lhe estão acometidas?
 
- O DTR deve possuir um conhecimento relativamente profundo da modalidade, quer no âmbito da competência técnica, quer no âmbito das necessidades essenciais para o desenvolvimento do Atletismo; deve estar disponível e empenhado na colaboração com os técnicos da sua região; deve ter capacidade de iniciativa.
 
As funções a desempenhar deverão englobar uma vertente de desenvolvimento do conhecimento e das competências técnicas dos agentes envolvidos na modalidade e uma outra vertente relacionada com uma estratégia global de desenvolvimento da modalidade em colaboração com a Direcção da Associação e corpo de Juízes.
 
- Quando assumiu o cargo, como encontrou o atletismo na sua região?
 
- Com um grau de desenvolvimento relativamente elevado nalguns aspectos (nomeadamente, ao nível da competição de equipas de âmbito nacional e ao nível da capacidade de organização de eventos), mas em fase de regressão acentuada no que toca à formação de novos atletas, com falta de hábitos de treino regular e sistemático.
 
Por outro lado, encontrei algum conformismo e bastante resistência a qualquer tipo de mudanças, por parte dos clubes mais tradicionais.
 
Encontrei um número reduzido de técnicos e com pouca formação específica e também um quadro competitivo relativamente vasto, mas algo desorganizado e pouco adequado à realidade regional.
 
- Que medidas tomou, para inverter a situação encontrada, no caso desta não ser do seu agrado?
 
- Envolvimento na qualificação de técnicos (o recrutamento de novos técnicos continua difícil, porque temos grande dificuldade em competir com outras modalidades ou com as academias – creio que o mal é geral);
 
- Reformulação e reorganização do quadro competitivo, adaptando-o à realidade regional e procurando um maior envolvimento dos clubes (aumento da vertente colectiva) – mesmo à custa de alguma conflitualidade com os interesses instalados.
 
- Realização de várias concentrações (de um dia ou de meio dia) de atletas jovens ao longo do ano, com os objectivos de melhorar a qualificação técnica (de atletas e técnicos) e criar motivação para o treino regular e sistemático.
 
- Disponibilidade permanente para responder às solicitações dos técnicos e dos atletas.
 
- Considera-se satisfeito(a) com as infra-estruturas desportivas existentes na área geográfica da sua Associação para a prática da modalidade (nas suas diversas vertentes)?
 
- Na Madeira, estamos a viver uma fase algo complicada neste âmbito.
 
O local tradicional (e de melhor localização e qualidade) onde se realizavam as competições e a quase totalidade dos treinos na Região – Barreiros – deixou de apresentar condições para a realização de competições vai para 3 anos.
 
A maioria dos atletas continua a utilizar os Barreiros para treinar, mas as condições degradam-se de dia p/ dia, com consequências ao nível de um maior surgimento de lesões (quer traumáticas, quer de “sobrecarga”).
 
Entretanto, já foi decidida, pelo Governo Regional, a anulação total desta pista num futuro muito próximo, pelo que ficaremos sem pista no Funchal (pelo menos nos próximos anos), onde se concentra cerca de metade da população da região e a maioria da população escolar!
 
Entretanto surgiu há 3 anos uma nova pista em Machico, mas com características técnicas medíocres (4 corredores, recta contrária aos ventos dominantes, etc) e que tem sido a única alternativa para competições.
 
Mais recentemente (Setembro 2007), foi inaugurada uma nova pista na Ribeira Brava, com melhores condições mas, até ao momento, de utilização incomportável (taxa de utilização por atleta e por treino: 5 a 8 € !).
 
Concluíndo: neste momento, considero-me muito insatisfeito com as infra-estruturas para o atletismo.
 
- Na sua Associação, como é feita a detecção de novos talentos e o acompanhamento dos jovens promissores?
 
- Temos um quadro competitivo que se estende por todo o ano (na pista e para os mais jovens, entre Novembro e Julho) e em que procuramos envolver todos os clubes e fazemos várias concentrações ao longo do ano, com os jovens que se vão destacando nas competições.
 
Por outro lado, procuramos acompanhar de muito perto os treinadores que se dedicam ao treino dos atletas mais jovens.
 
- Como perspectiva o futuro do atletismo local, a curto prazo?
 
- Com alguma apreensão quanto às infra-estruturas e às implicações que isso pode trazer, sobretudo no que respeita à motivação das pessoas.
 
 Mas com algum optimismo no que diz respeito à dinâmica entretanto já desenvolvida.
 
- Qual tem sido o apoio prestado pelas autarquias locais à prática da modalidade?
 
- Apoiam.
 
Sobretudo, a organização de corridas de estrada.
 
 É um âmbito que ultrapassa a minha esfera de competências (é responsabilidade da Direcção).
 
- Na sua região, o tecido empresarial apoia a realização de eventos?
 
- Sim, tanto quanto julgo saber, existe algum apoio (+ uma vez: competência da Direcção).
 
- Quais os meios de Comunicação Social que normalmente e frequentemente divulgam as vossas iniciativas?
 
- Diário de Notícias da Madeira; Jornal da Madeira; Desporto Madeira; A Bola (suplemento regional); Rádio Antena 1.
 
No entanto, o Atletismo é uma modalidade de muito difícil análise, sobretudo por não especialistas. Daí que, na generalidade, a qualidade das notícias não é a melhor.


 

quarta-feira, 19 de setembro de 2018 – 00:59:10

Pesquisar

publicidade

Atenção! Este portal usa cookies. Ao continuar a utilizar o portal concorda com o uso de cookies. Saber mais...