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Serge Girard, o explorador


Damos a conhecer Serge Girard, um francês nascido em 1953 e pai de três filhos que, ao longo da sua carreira atlética, já soma quatro recordes mundiais, tendo atravessado, a correr, os Estados Unidos da América, a Austrália, a América do Sul e a África ... sem um único dia de descanso.
 
Mas, quem é Serge Girard? Conselheiro financeiro de formação, começou a correr aos vinte anos de idade. Mede 1.77m e pesa 60 kgs. Em repouso, apresenta umas incríveis 36 pulsações por minuto, valor que sobe até às 130 quando está em competição. Estes são alguns dos dados que lhe permitem correr uma média de 10.000 kms anuais.
 
A ideia de atravessar os cinco continentes a correr surgiu-lhe quando leu “A grande corrida de Flanagan”, um livro que retrata a primeira travessia atlética dos E.U.A., em 1928, entre Los Angeles e New York.
 
Vivendo de desafios, Serge Girard propõe-se, agora, fazer a “Volta à Europa”.
Esta sua aventura demorará um ano, atravessará 25.000 kms, equivalerá a seiscentas maratonas, terá uma média diária de 70 kms percorridos e não terá um dia de paragem sequer.
 
Começou no dia 17 de Outubro de 2009, em Paris, e tem o seu final marcado para dia 17 de Outubro deste ano, no mesmo local.
 
Para trás ficarão vinte e cinco países: França, Espanha, Portugal, Itália, Grécia, Bulgária, Roménia, Hungria, Eslovénia, Áustria, Eslováquia, República Checa, Polónia, Lituânia, Letónia, Estónia, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Alemanha, Holanda, Luxemburgo, Bélgica, Grã-Bretanha, Irlanda e França, novamente. Só de ler, custa. Não é???
 
Se conseguir cumprir o seu objectivo, Serge Girard baterá o feito do indiano Tirtha Kumar Phani, que, durante 365 dias, percorreu um total de 22.581 kms, a uma média de 61,9 kms/dia.
Eis alguns números desta sua aventura europeia: 8000 calorias/dia, alimentação sólida e líquida a cada 4 kms, mais de 5.000 pontos de abastecimento, 10 litros de água mineral por dia, 2000 barras de cereais, 200 kgs de massas ou arroz, 60 kgs de frutas, 370 garrafas de complementos nutricionais e 50 kgs de mel!!! Quanto aos equipamentos desportivos, serão “gastos” 50 pares de sapatilhas, 100 pares de meias, 50 calções e 50 t-shirts.
 
A sua travessia europeia passou por Portugal, com etapa obrigatória em Lisboa.
 
Pouco antes das oito horas da manhã de um frio Domingo de Dezembro (os termómetros marcavam 7.º), a AMMA foi ao encontro deste gaulês aventureiro, sendo o local escolhido a emblemática Torre de Belém. Num ambiente bucólico, onde o rio e a cidade ganham cores características, apenas as gaivotas perturbavam a calma que se ali se fazia sentir.
Ao longe, avistam-se os elementos de apoio a este super-atleta, que o acompanham em cada momento.
 
Junto deles, encontram-se dois corajosos jovens do Liceu Francês de Lisboa, que puseram de lado o acolhimento dos seus lares para enfrentarem o frio ao lado do seu ídolo.
Pouco depois, chega o simpático Serge Girard que, após trocar alguns dedos de conversa com os seus amigos, se encaminha (com a ajuda do seu GPS) para o local exacto onde terminara a etapa do dia anterior.
Acertados alguns pormenores relativamente aos ângulos a captar para as imagens que integrarão o seu próximo dvd e tiradas algumas fotos, “para mais tarde recordar”, com o calendário marcado “ao minuto”, Serge “fez-se à estrada”, acompanhado de alguns pontuais parceiros de corrida, depois de nos confessar que é a primeira vez que está em Portugal e que grande parte do seu sucesso desportivo passa “pela alimentação e pelo facto de dormir cerca de dez horas por dia”.
 
Enquanto isso, questionado sobre a ausência de forças policiais a acompanharem o seu percurso, um elemento do seu staff de apoio confidencia-nos que, cá como lá (em França) são coisas que demorariam muito tempo, muito burocráticas e que comprometeriam todo o trajecto.
 
Mas, a segurança do atleta está assegurada, complementa.
Todo o percurso de Serge Girar pode ser seguido diariamente no seu site oficial (www.sergegirard.com), sendo que, mais tarde, poderá, ainda, vir a adquirir o livro ou o dvd desta heróica travessia, a exemplo do que sucedeu nas anteriores viagens deste “nómada” que, durante as suas corridas, não sente falta de nada (pois ama esta vida), pensa nos seus filhos, nos seus pais e nos seus projectos futuros e que, como apaixonado pela matemática, ... se diverte a calcular raízes cúbicas ou funções primitivas de funções derivadas.
 
Os campeões são assim: surpreendentes!!!

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terça-feira, 13 de novembro de 2018 – 05:06:22

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