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Yohann Diniz e Rússia vencem 50 da Taça da Europa

O francês Yohann Diniz venceu ontem os 50 km da Taça da Europa de Marcha, em Dudince, averbando 3.41.07 h, numa prova que dominou quase desde o princípio. Por equipas, a Rússia impôs a superioridade habitual e triunfou colectivamente, sobre a Ucrânia e a Polónia, segunda e terceira, respectivamente. Pedro Isidro foi o melhor português, no 17.º lugar (3.57.08).
 
Logo de início, o francês e o quarteto russo tomaram a dianteira, com Diniz a criar uma vantagem que lhe permitiu passar com 30 metros de avanço aos 15 quilómetros e 50 metros aos 20 (1.29.47). Mais atrás, as formações da Polónia e da Ucrânia mantinham-se em luta pelos lugares mais baixos do pódio colecivo, com realce para a presença dos polacos Grzegorz Sudol e Rafal Sikora e dos ucranianos Oleksiy Kazanin e Serhiy Budza num grupo perseguidor dos russos.

Pedro Isidro era por essa altura o melhor português, na companhia do espanhol José Ignacio Díaz, com o restante trio nacional a seguir junto mais atrás, com o bielorrusso Dzianis Krauchuk.

A meio da prova, Diniz passava na frente, com 1.51.58 h, impondo ritmo mais elevado de volta para volta e tendo um avanço superior a 100 metros sobre os russos e quase 400 metros sobre os melhores polacos e ucranianos.

Nesta fase da prova, para além do líder francês, apenas o grego Alexandros Papamihaíl conseguia imiscuir-se na luta entre russos, polacos e ucranianos, na primeira dúzia de lugares. Em posição mais recuada, seguia o melhor trio espanhol (com Jesús García, Mikel Odriozola e Claudio Villanueva), num quarto lugar colecivo que pretendia defender.

Entretanto, era o momento em que, na frente, Mikhail Ryzhov, Ivan Noskov e Konstantin Maksimov forçavam o andamento e partiam em busca de Yohann Diniz, cuja vantagem foi aumentando até aos 33 quilómetros (1.13). Ryzhov já passava com cinco segundos de avanço sobre Noskov e a recuperar em relação ao francês, enquanto Aleksey Bartsaykin começava a afundar-se na classificação.

Nesta fase em que começam a tomar-se decisões, os grupos começaram a desagregar-se, com os pelotões que incluíam polacos e ucranianos a dividirem-se. O mesmo sucedia com os portugueses, quando, aos 31 km, Dionísio Ventura se atrasou dos colegas de grupo, sendo depois a vez de Pedro Martins perder o contacto com Luís Gil, a quem recolaria poucos quilómetros mais à frente.

Perante a recuperação do melhor russo, Yohann Diniz redobrou esforços e aos 40 km ainda passava com 1.09 m de vantagem, rodando a 21.45 m nessa oitava légua. Mais atrás, a Ucrânia dava mostras de superioridade em relação à formação da Polónia.

Um ida à casa de banho obrigou Diniz a perder quase 30 segundos no 43.º quilómetro, criando maior expectativa sobre a fase final da prova. Mas não cederia no ritmo e voltaria a ganhar vantagem sobre toda a concorrência nas voltas finais, terminando em 3.41.07 h, contra 3.44.41 h de Mikhail Ryzhov e 3.45.31 h de Ivan Noskov. Para ambos os russos tratou-se de recordes pessoais.

Pedro Isidro foi o primeiro português na meta, na 17.ª posição, com 3.57.08 h, imediatamente antes do terceiro polaco, que fechou a sua equipa. Pedro Martins (24.º, 4.12.37) e Luís Gil (25.º, 4.13.02) fecharam a equipa portuguesa, com 66 pontos, na sétima posição. Dionísio Ventura chegou no 28.º lugar, com 4.25.37 h. A marca de Pedro Isidro representa novo máximo pessoal (antes 3.58.00, Saransk, 2012), permitindo-lhe subir ao sétimo lugar na lista nacional de sempre, passando José Magalhães (3.57.30, Podebrady, 1997) e José Urbano (3.57.29,5, Fana, 1993).

Com sétimo lugar de Konstantin Maksimov, a Rússia garantia a vitória colectiva, com 12 pontos. A Ucrânia foi segunda, com 19, e a Polónia, terceira, com 31 pontos.

Classificação
1.º, Yohann Diniz (França), 3.41.08
2.º, Mikhail Ryzhov (Rússia), 3.44.42
3.º, Ivan Noskov (Rússia), 3.45.32
4.º, Ihor Hlavan (Ucrânia), 3.46.10
5.º, Grzegorz Sudoł (polónia), 3.46.42
6.º, Ivan Banzeruk (Ucrânia), 3.47.36
7.º, Konstantin Maksimov (Rússia), 3.47.49
8.º, Rafał Sikora (Polónia), 3.48.14
9.º, Serhiy Budza (Ucrânia), 3.49.25
10.º, Aléxandros Papamihaíl (Grécia), 3.51.06
11.º, Jesús Ángel García (Espanha), 3.52.38
12.º, Claudio Villanueva (Espanha), 3.52.40
13.º, Oleksiy Kazanin (Ucrânia), 3.54.41
14.º, José Ignacio Díaz (Espanha), 3.54.48
15.º, Jean-Jacques Nkouloukidi (Itália), 3.56.33
16.º, Teodorico Caporaso (Itália), 3.56.46
17.º, Pedro Isidro (Portugal), 3.57.10
18.º, Michał Stasiewicz (Polónia), 3.57.29
19.º, Mikel Odriozola (Espanha), 4.02.48
20.º, Lorenzo Dessi (Iália), 4.06.45
21.º, Michael Doyle (Irlanda), 4.08.03
22.º, Cédric Houssaye (França), 4.08.10
23.º, Xavier Le Coz (França), 4.09.41
24.º, Pedro Martins (Portugal), 4.12.38
25.º, Luís Gil (Portugal), 4.13.03
26.º, Dzianis Krauchuk (Bielorrússia), 4.18.39
27.º, Pavel Yarokhau (Bielorrússia), 4.19.55
28.º, Dionísio Ventura (Portugal), 4.25.37
29.º, Dávid Tokodi (Hungria), 4.28.03
30.º, Peter Tichy (Eslováquia), 4.34.46
31.º, Milan Rizek (Eslováuia); 4.36.28
32.º, Dusan Krajcovic (Eslováquia), 4.50.02
33.º, Zdenko Medera (Eslováquia), 4.51.26
34.º, Yury Varanchuk (Bielorrússia), 4.51.42

Por equipas
1.ª, Rússia, 12 pontos
2.ª, Ucrânia, 19
3.ª, Pololónia, 31
4.ª, Espanha, 37
5.ª, França, 46
6.ª, Itália, 51
7.ª, Portugal, 66
8.ª, Bielorrússia, 87
9.ª, Eslováquia, 93
 
O Marchador 

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sexta-feira, 15 de novembro de 2019 – 15:12:47

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