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Rússia quase imperial nos 50 km de Taicang

A Rússia venceu esta madrugada os 50 km da 26.ª Taça do Mundo de Marcha, que se iniciou em Taicang, na China. A equipa fez sete pontos, contra 25 da Ucrânia e 40 da China, numa classificação que revela clara superioridade dos marchadores russos na prova de abertura desta que é a mais importante competição mundial de marcha atlética.
 
 
A vitória russa assentou nos sucessos individuais de Mikhail Ryzhov, primeiro com 3.39.05 h, Ivan Noskov, segundo com 3.39.38 h, e Yury Andronov, quarto com 3.43.52 h. No meio deste trio apenas o australiano Jared Tallent conseguiu intrometer-se, terminando no terceiro lugar, com 3.42.48 h. Pedro Isidro, o único português presente na prova, concluiu os 50 km em 22.º lugar, com 3.56.15 h, marca que constitui novo recorde pessoal por 54 segundos.
 
 
As classificações individual e colectiva começaram a definir-se logo na fase inicial da prova, com a formação de um grupo de liderança que incluiu aqueles três russos (Ryzhov, Noskov e Andronov) e o australiano Jared Tallent, seguidos de um pelotão onde se destacava a mancha azul dos marchadores ucranianos, claramente empenhados em garantir para  seu país o segundo lugar por equipas e à espera de qualquer deslize dos vizinhos da Rússia.
 
 
Menos evidente era a presença de chineses nos primeiros lugares, com Qi Zhao a ocupar a sexta posição aos 10 quilómetros, sendo então o único atleta da China nos vinte primeiros.
 
 
Seria pouco depois dessa marca das duas léguas que ficaria definida a composição do pódio individual, com o atraso definitivo de Yury Andronov, que ficaria isolado na quarta posição, lugar que não mais perderia até final. Quanto a Ryzhov, Noskov e Tallent, iriam manter-se juntos até meio da prova, apesar de o australiano ainda ter lançado um ataque que o deixou sozinho na liderança pouco antes da passagem aos 20 quilómetros.
 
 
No entanto, a segunda metade da prova seria dominada por Ryzhov e Noskov, que seguiram imparáveis até à meta, depois de se isolarem mais de vinte quilómetros antes do final da competição.
 
 
Mais para trás, o mexicano Omar Zepeda ia figurando como o melhor a seguir aos componentes do quarteto inicial da frente, mas acabaria por sentir dificuldades nos dez quilómetros finais, cedendo ante o quarto russo, Aleksey Bartsaykin (5.º, 3.46.34) e, já na parte final, para o ucraniano Oleksiy Kazanin (6.º, 3.47.01). Zepeda seria sétimo, com 3.47.35 h, sendo pena que o México não tivesse podido apresentar uma equipa com o mínimo de três componentes. Teve apenas mais José Leyver, 19.º, com 3.52.20 h, depois de uma prova em que andou quase sempre pelos sétimo ou oitavo lugares, atrasando-se nos dez quilómetros finais.
 
 
Em relevo esteve, como se esperava, a equipa da Ucrânia, que impôs o valor individual muito equilibrado entre os seus integrantes. Para além do sexto lugar de Kazanin, a Ucrânia fechou com  o nono lugar de Ivan Banzeruk (3.49.00) e o décimo de Serhiy Budza (3.49.25), assegurando um segundo lugar colectivo contra o qual a China nada pôde fazer (Lin Zhang, 8.º, 3.48.49; Qianlong Wu, 15.º, 3.50.51; Qi Zhao, 17.º, 3.51.47).
 
 
Muito regular foi o desempenho de Pedro Isidro, funcionando ao longo de três horas e meia quase como um metrónomo. Cumprindo todas as léguas até aos 45 quilómetros em ritmos que variaram entre 23.20 m (4.ª légua) e os 23.45 m (9.ª légua), acabaria por comprometer a entrada na casa das 3.55 h com os cinco quilómetros finais um pouco abaixo desse ritmo (24.36). A marca final de 3.56.15 h supera o anterior máximo pessoal de 3.57.09 h, que datava da Taça da Europa de Dudince de 2013 (19 de Maio). Em Taicang, Pedro Isidro andou quase sempre pelos trigésimos lugares, subindo nos derradeiros quilómetros até ao 22.º posto final.
 
 
Pode assim dizer-se que começa de forma positiva a participação portuguesa na 26.º Taça do Mundo de Marcha.
 
 
Classificação
 

50 km masculinos
1.º, Mikhail Ryzhov (Rússia), 3.39.05
2.º, Ivan Noskov (Rússia), 3.39.38
3.º, Jared Tallent (Austrália), 3.42.48
4.º, Yury Andronov (Rússia), 3.43.52
5.º, Aleksey Bartsaykin (Rússia), 3.46.34
6.º, Oleksiy Kazanin (Ucrânia), 3.47.01
7.º, Omar Zepeda (México), 3.47.35
8.º, Lin Zhang (China), 3.48.49
9.º, Ivan Banzeruk (Ucrânia), 3.49.00
10.º, Serhiy Budza (Ucrânia), 3.49.25
11.º, Chris Erickson (Austrália), 3.49.33
12.º, Rolando Saquipay (Equador), 3.50.19
13.º, Quentin Rew (Nova Zelândia), 3.50.22
14.º, Ihor Saharuk (Ucrânia), 3.50.49
15.º, Qianlong Wu (China), 3.50.51
16.º, Jonnathan Caceres (Equador), 3.50.52
17.º, Qi Zhao (China), 3.51.47
18.º, Andriy Hrechkovskyi (Ucrânia), 3.51.48
19.º, José Leyver Ojeda (México), 3.52.20
20.º, Jean-Jacques Nkouloukidi (Itália), 3.53.44
21.º, Jesús Ángel García (Espanha), 3.55.38
22.º, Pedro Isidro (Portugal), 3.56.15
23.º, Sandeep Kumar (Índia), 3.56.22
24.º, Pavel Chihuan (Peru), 3.56.35
25.º, Chilsung Park (Coreia do Sul), 3.56.39
26.º, Francisco Arcilla (Espanha), 3.58.00
27.º, Teodorico Caporaso (Itália), 3.58.44
28.º, Jorge Armando Ruiz (Colômbia), 3.58.58
29.º, Mikel Odriozola (Espanha), 3.59.03
30.º, Omar Daniel Sierra (Colômbia), 3.59.08
31.º, Yongqiang He (China), 4.01.54
32.º, Manish Singh (Índia), 4.02.08
33.º, Marc Mundell (África do Sul), 4.02.19
34.º, Luis Fernando López (Colômbia), 4.05.14
35.º, Lukás Gdula (República Checa), 4.05.19
36.º, Jie Jiang (China), 4.07.10
37.º, Surinder Singh (Índia), 4.09.17
38.º, Federico Tontodonati (Itália), 4.10.49
39.º, Cláudio Dos Santos (Brasil), 4.10.56
40.º, Sehan Oh (Coreia do Sul), 4.12.33
41.º, Ronal Quispe (Bolívia), 4.15.05
42.º, Vitaliy Anichkin (Casaquistão), 4.16.44
43.º, Maniram Patel (Índia), 4.17.03
44.º, Angel Batz (Guatemala), 4.18.02
Desistentes: Allan Segura (Costa Rica), Iván Pajuelo (Espanha), Xavier Le Coz (França) e  Damian Blocki (Polónia).
Desclassificados: Luiz Felipe Dos Santos (Brasil), Pavel Schrom (República Checa), Andrés Chocho (Equador), Luis Manuel Corchete (Espanha), Dávid Tokodi (Hungria), Lorenzo Dessi (Itália), Adrian Blocki (Polónia) e Denis Asanov (Rússia).
 

Por equipas
1.ª, Rússia, 7 pontos
2.ª, Ucrânia, 25
3.ª, China, 40
4.ª, Espanha, 76
5.ª, Itália, 85
6.ª, Colômbia, 92
7.ª, Índia, 92
8.ª, Guatemala, 139
 
 
 
O Marchador

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segunda-feira, 21 de outubro de 2019 – 18:13:21

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