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Diário de Doha’2019 – João Vieira e a glória nascida do inferno

 

João Vieira conquistou medalha de prata, Mara Ribeiro terminou a prova, Inês Henriques desistiu

 

Excelente o segundo dia dos Campeonatos Mundiais de Atletismo de Doha’2019, no Qatar, com a prova de 50 km marcha a fechar o programa, com início às 23.30 horas e final quase ao raiar o dia!

 

Debaixo de uma temperatura constante acima de 31 graus, mas agora com condições de humidade a baixar para os 70 por cento, nalguns momentos, João Vieira, fez uma memorável prova, cumprindo o que ele e a sua treinadora, Vera Santos, haviam planeado, começando cautelosamente, adaptando-se às condições climatéricas, para terminar no segundo lugar da prova, com a marca de 4:04.59 horas, a 39 segundos do japonês Yusuke Suzuki, novo campeão do mundo.

 

 

Aos 43 anos, após 11 presenças em mundiais (é o segundo atleta de sempre em mundiais), João Vieira conheceu uma estreia, «competir pela noite», mas com um desfecho que o deixa muito feliz «pela conquista da medalha de prata, a minha melhor classificação em mundiais».

 

Sobre a conquista, afirmou que ela não se deve «a milagres, mas a muito trabalho, de uma grande equipa, pelo seu valor, que me proporcionou este grande momento, que me deixa muito orgulhoso. Esta é uma medalha de carreira, conseguida com muita tenacidade e ambição», referiu, dizendo ainda que tal se deve «ao apoio da Federação Portuguesa de Atletismo, do meu clube, Sporting Clube de Portugal, e até do meu próprio investimento, da experiência e sabedoria de todos, com a abnegação da minha treinadora.

 

Toda a experiência acumulada proporcionou este resultado».

 

Agora, João Vieira quer «é desfrutar deste momento, deste feito. Recuperar bem e olhar em frente, pois Tóquio está já aí ao virar da esquina».

 

E, a propósito disso, o mais velho medalhado em todos os Campeonatos do Mundo, confessou que a sua carreira continuará. «Era minha intenção terminar nos Jogos Olímpicos de Tóquio, mas vou ponderar fazer mais um mundial, para somar 12 ao currículo», concluiu.

 

 

Ao mesmo tempo disputava-se a competição feminina de 50 km marcha, com Inês Henriques a ter uma excelente prestação até metade da prova, descaindo depois, até que foi forçada a desistir, depois de um desfalecimento que a levou a ser assistida na tenda médica.

 

Ainda demorou algum tempo a recuperação da atleta, que defendia o seu título mundial.

 

 

Enquanto isso, na estrada ainda competia Mara Ribeiro, que terminou em 15º lugar, em 4.58.44 horas.

 

«Saio satisfeita, pois é o meu primeiro campeonato do Mundo, e atendendo às circunstâncias, de calor e humidade, terminar já foi um feito», resumiu a atleta, que agora pretende ir de férias, «pois a época foi muito longa».  

 

 

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019 – 20:26:09

 

 
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