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Peugeot Rally Cup Ibérica no Rallye Casinos do Algarve: Roberto Blach sagra-se Campeão num rali onde Daniel Nunes assegurou a vitória

 

 

Roberto Blach é o Campeão da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2018, a inédita iniciativa assente nos competitivos Peugeot 208 R2 e realizada em 6 ralis da Península Ibérica. O piloto da Galiza bateu os 3 outros adversários que nele alinharam em busca de idêntico objetivo, garantindo para si o cetro maior desta coorganização da Peugeot Portugal e da Peugeot Espanha, com o apoio logístico da Sports & You. Alcançou, também, o aliciante Prémio Final, traduzido no volante de um modelo “R5”, num rali a disputar de 2019.

Quanto ao pódio final da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA no Rallye Casinos do Algarve, coube à dupla Daniel Nunes/Rui Raimundo saborear o champanhe da vitória, depois de uma prova que liderou desde a 2ª Especial. Atrás de si, Hugo Lopes e Nuno Ribeiro garantiram o 2º lugar, batendo os lituanos Jonas Pipiras e Aisvydas Paliukénas, rookies na copa nesta prova. O agora Campeão Roberto Blach, navegado por Jose Murado, foi 4º.

 

Caiu o pano sobre a primeira edição da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, inédita série ibérica de ralis que sagrou Roberto Blach como Campeão. Coube ao Rallye Casinos do Algarve servir de palco a esta decisão, prova em que, à partida do mesmo, se contavam 4 potenciais candidatos. Nesta 6ª e última jornada da época viria a ser Daniel Nunes o segundo nome em destaque, como vencedor de uma prova da copa, fechando com chave de ouro uma temporada em que também se sagrou Campeão de Portugal de Ralis de 2 Rodas Motrizes.

 

À partida da 2ª Etapa da prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve, Daniel Nunes tinha um avançode 25,8s para Ricardo Sousa, enquanto Hugo Lopes e Roberto Blach discutiam entre si a questão do título, com 31,2 segundos a separá-los, pelo que tudo se haveria de decidir em pouco mais de 80 km ao cronómetro, distribuídos pelas 6 Especiais deste segundo dia.

 

Regressado em Rally 2, Diogo Gago alcançou os melhores tempos em todos os 3 troços da ronda matinal – Chilrão (20,14 km), Nave Redonda (18,2 km) e Monchique (13,2 km) – especiais onde o também regressado Pedro Antunes esteve entre os mais rápidos, alcançando dois 2ºs tempos e um 4º melhor registo. Apesar disso, fruto do grande atraso acumulado ontem, era quase impossível a evolução de ambos na geral, fechando o pelotão.

 

 

Já Daniel Nunes via o seu 1º lugar neste rali da copa reforçado, fruto do abandono de Ricardo Sousa no primeiro troço da manhã. Atrás dele mantinha-se a luta – agora pelo 2º posto e pelo título daPEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2018– entre Hugo Lopes e Roberto Blach, sendo que o espanhol estava visivelmente a gerir o andamento. Atrás deles perfilava-se um leque internacional de rookies, composto pelo lituano Jonas Pipiras, o melhor deste grupo, pelo britânico Ruairi Bell, o português Parcídio Summavielle e o sueco Adam Westlund.

 

A ronda da tarde por aqueles mesmos 3 troços pautou pela uniformidade, com Diogo Gago a registaros melhores tempos em todos eles, com Pedro Antunes a ser sempre 2º e Hugo Lopes sempre 3º. Destaque para o problema com uma pinça de travões no 208 R2 de Roberto Blach que, na altura o faria perder o 3º lugar da copa neste rali em particular, posição assumida por Jonas Pipiras.

 

Para Hugo Lopes estava reservado um susto final, já após o fim do derradeiro troço do rali, quando o motor do seu 208 R2 se calou, levando algum tempo até que voltasse a arrancar, de modo a atingir a Assistência e, posteriormente o Pódio final, para festejar o 2º lugar alcançado na estrada. Apesar da penalização de 1m40 segundos que lhe foi atribuída, a vantagem que conseguira para Jonas Pipiras ao longo do rali (superior a 4 minutos)permitia-lhe manter o 2º lugar. Já Roberto Blach acabava no 4º posto, equivalendo ao um 3º em termos de copa porque o piloto lituano não lhe rouba pontos nesta prova (ver Nota * na Classificação abaixo).

 

DANIEL NUNES VENCE NA FESTA DE ROBERTO BLACH

 

 

Visivelmente satisfeito estava Roberto Blach, o vencedor absoluto da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2018, no pódio final da prova algarvia: “Foi a nossa estreia neste rali, prova de que gostei muito. Apenas tenho alguma pena de ter tido de adotar uma toada de defesa, pois era o título de Campeão que estava em jogo, até porque normalmente gosto mais de andar sob alguma pressão. Foi uma excelente estreia na copa, premiada com o triunfo final num ano em que aprendi imenso,” comentou, resumindo esta temporada de 6 provas, feita em conjunto com o seu navegador Jose Murado.

 

 

Acompanhado pelo seu navegador Rui Raimundo, Daniel Nunes era, também ele, um homem feliz, após um resultado que o elevou no ranking da copa disputada com os competitivos e fiáveis Peugeot 208 R2. “Foi um rali giro de que gosta imenso e onde já tivemos alguns bons resultados. Viemos para o Algarve sem qualquer tipo de pressão, para nos divertirmos. Não correndo riscos, conseguimos a vitória na copa Peugeot. Em termos do campeonato de 2 rodas motrizes, que era essa a nossa maior preocupação, este 9º lugar absoluto é uma posição interessante”, comentou.Acrescente-se que ambos terminaram a prova colocando o pequeno 208 R2 no top-10 do rali algarvio, alcançando um excelente 9º lugar final, em termos absolutos.

 

 

Neste rali há ainda a destacar as prestações de Jonas Pipiras, como o melhor rookie,

 

 

de Hugo Lopes como o melhor Junior, e de Diogo Gago, piloto que somou o 1 ponto referente ao maior número de vitórias em troços (6 melhores tempos em todas as especiais de hoje), sublinhando que se não fosse o problema técnico de ontem teria outra palavra a dizer na discussão do 1º lugar. Dos 10 pequenos Peugeot 208 R2 que alinharam na prova, 9 deles chegaram ao final, incluindo os 2 carros que regressaram na 2ª Etapa em Rally 2.

 

A aclamação dos vencedores e demais participantes da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA neste Rallye Casinos do Algarve fez-se no pódio montado frente ao Hotel Algarve Casino (Praia da Rocha).

 

RALLYE CASINOS DO ALGARVE / PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2018

Classificação Final (Provisória)

1.    Daniel Nunes / Rui Raimundo, 1h48m40,4s

2.    Hugo Lopes / Nuno Ribeiro, a 2m52,2s (inclui 2m40s de penalização)

3.    Jonas Pipiras / Aisvydas Paliukénas, a 4m24,6s*

4.    Roberto Blach / Jose Murado, a 5m31,0s

5.    Ruairi Bell / Darren Garrod, a 6m31,6s*

6.    Parcídio Summavielle / Alberto Oliveira, a 8m14,2s*

7.    Adam Westlund / Emil Berqvist, a 10m07,4s*

8.    Diogo Gago / Miguel Ramalho, a 26m03,6s**

9.    Pedro Antunes / Paulo Lopes, a 54m36,3s***

Desistiu: Ricardo Sousa / Luis Marques (mecânica)

Todas as equipas em Peugeot 208 R2

 

Notas:

* Não pontuam para a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA (Artº 1.16 do Regulamento Desportivo);

** Não pontua para a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA devido ao regresso à prova em Rally 2 (segundo o Regulamento FIA ERT), mas soma 1 ponto pelo maior nº de vitórias em troços;

*** Não pontua para a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA devido ao regresso à prova em Rally 2 (segundo o Regulamento FIA ERT).

 

 

O PRIMEIRO CAMPEÃO DA PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA

 

Com um total de 75 pontos na primeira edição de sempre da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, Roberto Blach assume-se como o primeiro nome num palmarés que se pretende venha a crescer, no âmbito desta coorganização entre a Peugeot Portugal e a Peugeot Espanha, e que este ano teve as parcerias da Pirelli e da Total e a experiência da Sports & You, no apoio técnico e logístico. Diogo Gago somou 59 pontos e garante o Vice-Campeonato, batendo Hugo Lopes por 1 ponto.

 

A cerimónia final de distribuição de prémios realizar-se-á em dia e local a anunciar, evento dedicado em que não só se consagrará o piloto originário da Galiza, que ao título absoluto junta o da Junior Cup, como também Nabila Tejpar na Ladies Cup, britânica que abdicou da deslocação ao Algarve, para além dos demais troféus destinados aos restantes participantes.

 

Acrescente-se que para além do título e dos prémios monetários conquistados ao longo desta temporada, composta por 3 ralis em Portugal e 3 na vizinha Espanha, divididos em pisos de terra e asfalto, Roberto Blach garantiu, também, o Prémio Final, traduzido no volante de um modelo “R5” num rali a disputar de 2019 (prova a indicar oportunamente).

 

 

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