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Brasileiro que surfa Nazaré gigante com o corpo lidera plataformas media em todo o Mundo

 

KALANI – GIFT FROM HEAVEN, curta-metragem documental que conta a história de Kalani Lattanzi, brasileiro que se aventura a fazer ‘bodysurf’ nas ondas gigantes da Praia do Norte, na Nazaré, está a fazer furor internacional

 

“Kalani entra em mares de que os peixes têm medo”. A frase que descreve as ações do “waterman” Kalani Lattanzi é forte mas ganha ainda mais impacto quando quem a profere é Garrett McNamara, ex-recordista mundial da maior onda já surfada, na Nazaré. E é a Nazaré o palco por excelência da curta-metragem documental “Kalani, Gift from Heaven” agora disponibilizada com sucesso assinalável em várias plataformas media (Apple, Google Play, Amazon Prime, Vimeo on demand e Vudu [esta ainda não disponível em Portugal]). De facto, já ocupa o 1º lugar em Portugal, Brasil e Austrália como o documentário mais descarregado nas diversas plataformas e é segundo classificado na Grã-Bretanha e EUA.

 

 

Mas quem é Kalani Lattanzi ? Um brasileiro de 26 anos, anos entusiasta dos desportos de ondas, que ganhou notoriedade na cena internacional como bodyboarder,  mas que ganhou estatuto de culto com as suas “performances” de bodysurf nas ondas gigantes da Praia do Norte, na Nazaré.

 

O jovem realizador português Nuno Dias, de 25 anos, filmou o intrépido brasileiro em ação durante 4 anos e entrevistou nomes sonantes do surf em ondas grandes, como o já citado Garrett McNamara, o australiano Ross Clarke-Jones, os brasileiros Carlos Burle , Lucas Chumbo e Maya Gabeira, ou os portugueses Hugo Vau e Nic Von Rupp. O resultado é uma curta-metragem plena de momentos incríveis e que cimentam o lugar de Kalani Lattanzi como um fenómeno praticamente único. Como diz Carlos Burle: “Ele é uma referência de ‘waterman’ para mim, porque ele está em casa em qualquer mar. Ele tem muito a evoluir e o que ele faz, mais ninguém faz!” ou ainda Lucas Chumbo: “Ele é meio um extra-terrestre, um X-man que vive dentro de água e sobrevive em situações em que eu não queria nem estar perto!”

 

Nuno Dias, o realizador e força motriz por trás deste filme nomeado para os prémios Sophia da Academia Portuguesa de Cinema, dá conta da génese deste projeto: “Filmei o Kalani pela primeira vez em 2015, na Nazaré. Foi nessa altura que o conheci  pessoalmente e demo-nos logo bem. Ambos temos a mesma idade e estávamos na mesma fase das nossas vidas, a tentar expor o nosso trabalho, eu no vídeo e ele nas ondas. E abraçámos este projeto, esta ideia, sozinhos, sem meios. Ainda tivemos uma hipótese de patrocínio de uma grande marca da área dos desporto de ação, mas depois desistiram à última hora. Fiquei chateado mas, por outro lado, foi melhor pois a minha criatividade não foi limitada por ninguém.”

 

 

E nunca foi um trabalho fácil,  confessa Nuno Dias: “Houve grandes desafios, nomeadamente a parte logística, a dificuldade de filmar bodysurf, em que quase só se vê a cabeça do surfista, e o risco do próprio Kalani. Por exemplo, para a introdução, pedi-lhe para entrar sozinho, a nadar, num mar grande na Nazaré, às 7 da manhã. E fiquei cá fora a filmar e cheio de medo que acontecesse alguma coisa. Isso foi uma constante em todo o trabalho, pela própria natureza daquilo que estávamos a filmar. Em todas as sessões o Kalani arrisca a vida. Ele é um maluco consciente e uma das pessoas mais bem preparadas do Mundo para fazer isto, mas é difícil descrever o que ele faz sem usar vernáculo.”

 

Kalani Lattanzi, por sua vez, conta o seu lado do início de uma relação profissional bem-sucedida com o realizador português e a génese do projeto: “O Nuno já tinha filmado umas ondas minhas, por sorte, em dias bem grandes da Nazaré e quando me abordou para fazer o filme eu concordei na hora e aí focámos em produzir imagens inéditas para o ‘big surf’.”

 

E para quem vê o filme custa a crer mas Kalani garante que não houve “sustos”, apenas um dia “chato”: “Susto não tivemos, mas no dia em que fizemos a foto de capa do filme, da autoria do Ricardo Bravo, chegámos no Farol da Nazaré de madrugada, com o maior frio e tive de vestir o fato molhado. Foi bem chato mas entendo que faz parte do trabalho [risos].”

 

E no fim tudo compensou, confessa: “Quando vi o filme concluído achei animal e fiquei bastante emocionado. E o sucesso que estamos a ter deixa-me super feliz e com força para os próximos projetos.”

 

 

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domingo, 28 de fevereiro de 2021 – 09:08:55

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