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Miranda-Mortágua regressa aos grandes palcos da Volta a Portugal

 

 

Um ano depois, a Miranda-Mortágua volta a marcar presença na mais mediática e importante prova por etapas em território nacional, a Volta a Portugal. Entre os dias 31 de julho e 11 de agosto a equipa Continental UCI Miranda-Mortágua vai participar na 81.ª Volta a Portugal em bicicleta, a prova mais aguardada da época e que representa um grande desafio para o coletivo que vai participar na montra do ciclismo português. 
 
Os sete corredores que o diretor desportivo da Miranda-Mortágua, Pedro Silva, selecionou para correr a Grandíssima são Daniel Freitas, Hugo Sancho, Gaspar Gonçalves Sergio Vega, Jesús Nanclares, Cristian Mota, e o recém-chegado à equipa, o venezuelano Leangel Linarez. Todos eles passaram por um estágio prolongado em altitude, na Serra da Estrela e Navacerrada, onde foi desenvolvido todo um trabalho de preparação para este momento tão importante no percurso da equipa.
 
Questionado sobre os objetivos para a prova, o diretor desportivo da equipa adianta que a ambição maior seria “um lugar nos 10 primeiros da Geral, com Hugo Sancho que por diversas ocasiões já esteve muito perto de o conseguir”. Mas além deste objetivo concreto existem mais dois: “Lutar em algumas etapas, já definidas, por uma vitória nessa etapa, porque temos ciclistas bem capazes de o fazer. Quanto às expectativas, essas serão de acordo com o nosso valor, temos uma equipa bem mais experiente que no ano passado e isso para este tipo de provas é muito importante, tudo o que estiver dentro das nossas possibilidades vai ser feito e cumprido”, garantiu.
 
São 11 dias de competição, com um de descanso a meio, que iniciam com um prólogo, seguindo-se 10 etapas e um contrarrelógio individual para fechar a 81.ª edição da Volta a Portugal. 
 
A prova arranca, todavia, em regime de contrarrelógio individual. O prólogo, com 6 quilómetros, vai disputar-se nas ruas de Viseu, repetindo o local e a distância do arranque da Volta em 2015. 
 
A primeira etapa liga Miranda do Corvo a Leiria, numa viagem de 174,7 quilómetros, que termina em terreno propício aos sprinters, mas que começa com dificuldades que poderão ser obstáculo para alguns velocistas. Nos primeiros 100 quilómetros estão colocadas quatro contagens de montanha, uma das quais se primeira categoria, na serra da Lousã (19,2 quilómetros a 4 por cento de inclinação média). 
 
A segunda etapa é a mais longa da corrida, com 198,5 quilómetros entre a Marinha Grande e Santo António dos Cavaleiros, concelho de Loures. É também a primeira e mais fácil das seis chegadas pontuável para a classificação dos trepadores, uma subida de quarta categoria, com 1400 metros e uma inclinação média de 8 por cento. 
 
Segue-se mais uma longa maratona, 194,1 quilómetros, massacrando os corredores pelo calor das estradas que ligam Santarém a Castelo Branco. As contagens de montanha de terceira e quarta categoria não deverão impedir uma chegada em pelotão, num local em que a aproximação à meta, técnica, costuma provocar algumas surpresas. 
 
A quarta etapa é, então, o esperado dia do regresso à Torre, local onde finaliza a viagem de 145 quilómetros que se inicia na Pampilhosa da Serra. A escalada de categoria especial da Covilhã para a meta (19,7 quilómetros com pendente média de 6,6 por cento) é antecedida por um prémio de montanha de segunda categoria, dois de terceira e um de quarta. 
 
A quinta etapa une Oliveira do Hospital à Guarda, numa digressão que passa pelo distrito de Viseu, para somar 158 quilómetros, que finalizam num prémio de montanha de terceira categoria. Havendo forças, depois da etapa da jornada da véspera, é de crer que a seleção de valores possa acontecer na subida de segunda categoria, a 9100 metros da meta. 
 
O dia de descanso, 6 de agosto, será passado na Guarda. As hostilidades serão reabertas na sexta etapa, 189,2 quilómetros, entre Torre de Moncorvo e Bragança. Prevê-se que seja a última oportunidade para os velocistas. Para a frente só sobram chegadas em alto e o contrarrelógio final. 
 
Os 156,2 quilómetros da sétima etapa começam em Bragança e terminam na serra do Larouco, Montalegre. A meta coincide com um prémio de montanha de primeira categoria, resultante de uma escalada de 9,2 quilómetros a 5,8 por cento de inclinação. Antes disso, a 40 quilómetros do final, está colocada outra dificuldade de primeira categoria, Torneiros, uma montanha com 4,5 quilómetros e inclinação média de 8,7 por cento. 
 
A oitava etapa parte de Viana do Castelo para chegar ao alto de Santa Quitéria, Felgueiras, depois de ultrapassados 156,6 quilómetros. A meta é também uma contagem de montanha de terceira categoria (1600 metros a 8,9 por cento). 
 
A etapa-rainha é a nona e é também a mais curta das tiradas em linha: 133,5 quilómetros entre Fafe e o pico do monte Farinha, a popular Senhora da Graça, Mondim de Basto. O quilómetro zero é também o início da primeira subida pontuável, de quarta categoria, em Golães (1200 metros a 7,6 por cento). Segue-se a segunda categoria no alto do Viso (13,5 quilómetros a 3,4 por cento), aperitivo para as três montanhas de primeira categoria: Alto da Barra (13,3 quilómetros a 5,8 por cento), Barreiro (9,9 quilómetros a 6,5 por cento) e Senhora da Graça (8,3 quilómetros, a 7,2 por cento). 
 
Com toda a dureza que ficou para trás, é possível que a classificação esteja já bastante definida na partida para a décima e última etapa, um contrarrelógio de 19,5 quilómetros, entre Gaia e o Porto. O percurso, com descidas sinuosas e subidas que quebram o ritmo, faz com que seja difícil apontar um favorito para vencer a jornada, até porque os contrarrelogistas mais puros não vão encontrar propriamente um exercício à medida. 
 
A equipa está muito confiante e motivada. Houve um grande cuidado por parte de todos os corredores para estarem na sua melhor forma física. É a corrida do ano! E sabemos que vai ser um desafio muito duro, nesta que é a Volta mais dura dos últimos anos. Todos encaram a Volta como um grande desafio e com a vontade de mostrar o seu valor. Não queremos ser mais uma equipa a participar, queremos ser bem falados.
 

 

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terça-feira, 19 de novembro de 2019 – 11:01:12

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