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SATA Airlines Azores Pro 2012 - Tiago Pires avança para a quarta fase

Ontem foi novamente um dia cheio no SATA Airlines Azores Pro 2012, que se realiza nos Areais de Santa Bárbara, Ribeira Grande, em S. Miguel. As ondas corresponderam ao previsto, subindo para cerca de 1 m e a sua boa consistência permitiu novamente 12 horas de competição nesta etapa do circuito mundial de surf de qualificação (Star Series) de 6 estrelas, com a conclusão do segundo round e das primeiras oito baterias do terceiro.

A segunda fase foi dominada em parte pelo forte contingente brasileiro que se apresentou aqui nos Açores, com surfistas como Willian Cardoso, Alan Donato, Krystian Kymerson, Filipe Toledo, Wiggolly Dantas ou Jean da Silva a dominarem as suas baterias e Willian, o vencedor desta prova em 2009, a conseguir mesmo a melhor onda da prova até então, 9 pontos em 10 possíveis.

Outros destaques vão para os americanos Nat Young e Nathan Yeomans, para os havaianos Sebastien Zietz e Granger Larsen, para o argentino Santiago Muniz, para o jovem peruano Cristobal de Col, para os australianos Jay Thompson, Dion Atkinson e Stu Kennedy, mas também para os europeus Joan Duru (França), Hodei Collazo (País Basco), Maxime Huscenot (França), Jonathan Gonzalez (Canárias) e Marlon Lipke (Alemanha/Portugal).

Infelizmente, nesta fase, Portugal perdeu três atletas, com Filipe Jervis Pereira, Eduardo Fernandes e o campeão nacional, Vasco Ribeiro, a não conseguirem superiorizar-se aos seus adversários. Vasco ainda esteve muito perto de avançar, mas uma interferência sobre o Top 34 havaiano Frederick Patacchia, a segundos de terminar a bateria, deitou tudo a perder.

A bateria foi renhida, mas o Hodei Collazo de repente destacou-se na frente. O segundo lugar estava comigo, mas como sabia que o ‘Freddy P’ estava muito próximo e o vi remar para uma onda com potencial, tive de arriscar, a ver se ele não a apanhava. Só que o Fred é muito experiente e quem acabou por sair penalizado fui eu... paciência, fica para a próxima,” afirmou o nosso jovem campeão, de 17 anos apenas.

Com a entrada no terceiro round, Tiago Pires voltou novamente ao ataque, logo na primeira bateria, onde impôs o ritmo desde o início, vencendo mais uma vez a eliminatória e sendo assim o primeiro português a qualificar-se para a fase dos últimos 24 atletas.

Apanhámos uma fase da maré mais complicada, mas acabei por conseguir fazer as duas ondas de que necessitava, por isso estou satisfeito,” afirmou Saca. “Estou a pensar nas vitórias heat a heat, por isso amanhã será mais um,” concluiu o único representante nacional na elite mundial, quando confrontado com um eventual objectivo de vencer esta prova.

Logo na bateria seguinte, muito disputada e com trocas de pontuações até aos últimos segundos, infelizmente vimos o afastamento de Frederico Morais, outro dos jovens portugueses promissores, que até então tinha vindo a fazer um excelente campeonato. “Kikas”, como é conhecido, ficou assim num honroso 37º lugar ex-aequo.

Até ao final do dia ainda se disputaram mais seis baterias, com Nat Young, Dion Atkinson e Wigolly Dantas a destacarem-se novamente, mas com a maior surpresa da prova a vir da sexta bateria desta fase, onde os quatro surfistas presentes deram um grande espectáculo e alcançaram pontuações que dariam para vencer quase todos os restantes heats do dia.

Jay Thompson começou por liderar, mas rapidamente o brasileiro Messias Félix, que iniciou a sua prestação com um 9,17, passou para a frente, deixando o simpático australiano num sólido segundo posto. Já perto do final da bateria, o norte-americano Corry Arrambide, que estava destacado no último lugar, apanhou duas boas ondas de seguida e aplicou-lhe manobras aéreas de deixar qualquer um de queixo caído, conseguindo 8,70 e 9,87 dos juízes, o primeiro lugar na bateria e o recorde para a melhor onda e o maior total da prova – 18,57 em 20 pontos possíveis.

Mas o quarto surfista presente nesta eliminatória era ninguém menos do que Filipe Toledo, o jovem brasileiro de 17 anos que tem vindo a dominar boa parte do circuito deste ano e que está já praticamente garantido no circuito principal do ano que vem. Perto do fim, Filipe conseguiu um excelente aéreo também, que lhe valeu 8,83 pontos, mas ficou sem tempo para fazer outra onda igual, o que lhe daria a passagem à fase seguinte.

Assim, teve de contentar-se também com o 37º lugar, atrás de Jay Thompson, que saiu igualmente de prova apesar da pontuação altíssima, num heat espectacular mas impróprio para cardíacos, que viu assim Cory Arrambide e Messias Félix avançarem para o quarto round.
O SATA Airlines Azores Pro é este ano uma oportunidade dupla para ver o melhor surf mundial em ondas portuguesas, com a prova masculina a decorrer até dia 9 de Setembro e a feminina programada para 27 a 30 deste mês também, na Ribeira Grande, ilha de S. Miguel, Açores. Hoje o check-in está marcado para as 8h00m da manhã e prevê-se a conclusão do terceiro round, bem como a realização do quinto e dos oitavos-de-final, já na fase homem-a-homem.

O evento tem transmissão em directo para os assinantes do MEO por ADSL ou Fibra, na aplicação MEO Surf, através do botão azul no MEO Interativo; e na internet, através dos sites www.aspeurope.com e www.mochewildsports.sapo.pt/sata-azores/.

O SATA Airlines Azores Pro é organizado pela DAAZ Eventos e pela USBA (União de Surfistas e Bodyboarders dos Açores), conta com o patrocínio da SATA Airlines, do Turismo dos Açores, Câmara Municipal da Ribeira Grande, Sumol, Moche, contando ainda com os apoios do Hotel Vip Executive Açores, FUEL TV como canal oficial, RFM, RTP, Jornal i, Surf Total, Surf Portugal e ONFIRE. 

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sábado, 25 de maio de 2019 – 23:42:56

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