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Mundiais de Veteranos em Lisboa, Oeiras e Cascais - Finais com portugueses e a Serena Williams das veteranas

 

Vêm aí amanhã (Sábado) as finais dos 39.º ITF Seniors World Individual Championships, organizados pela Federação Portuguesa de Ténis (FPT) e sancionados pela Federação Internacional de Ténis (ITF). Há finais para todos os gostosno Complexo de Ténis do Estádio Nacional, em Oeiras, com a presença de portugueses, de jogadores que foram profissionais e da maior estrela mundial do circuito de seniores da ITF.

 

Há portugueses: Uma novidade em finais de Mundiais, com João Freitas e Paulo Travassos a discutirem a final de pares masculinos no escalão de +55 frente aos 7.º cabeças de série, os norte-americanos Polo Cowan e Daniel Grossman.

 

Grossman é um antigo n.º1 mundial de pares, sendo o atual n.º 5, e está na final do Mundial pelo terceiro ano seguido. Ao lado do australiano Andrew Rae ganhou a final de 2017 e perdeu a de 2018. Cowan também já foi n.º1 de pares e ocupa esta semana a 48.ª posição. Juntos já ganharam vários torneios internacionais, incluindo uma Copa Ibérica no Estoril em 2015, e venceram os últimos cinco torneios em que entraram como dupla. A última derrota desta equipa remonta à final de um torneio italiano em maio de 2018.

 

 

Em pares mistos, no escalão de +50, quase tínhamos outra presença nacional na final, mas Isabel Pinto e Nuno Delfino foram hoje (sexta-feira) eliminados nas meias-finais pelos argentinos Monica Patron e Roberto Gattiker por 6-4 e 6-1.

 

«Estivemos a perder por 4-2, recuperámos para 4-4. Fui então servir e é nesses momentos que a experiência é muito importante. Andámos a jogar vários encontros nos limites enquanto eles estão mais habituados a competir a este nível», explicou Nuno Delfino. Esse foi o momento chave. A dupla algarvia cedeu o serviço na última vez que serviu no primeiro set e logo na primeira vez em que serviu no segundo set. Os argentinos ganharam alento e, como diz Isabel Pinto, «eles foram extremamente consistentes».

 

A jogarem pela primeira vez um Mundial, Isabel Pinto e Nuno Delfino fizeram história para o ténis veterano português. «Vai ficar marcado para sempre e foi sensacional jogar com este público e, nas bancadas, a família, a Federação Portuguesa de Ténis e o staff do torneio. Foi uma pena não termos ido à final», declarou a jogadora que esteve na semana passada na seleção nacional de +50, no Clube de Ténis do Estoril, em Cascais.

 

«Sinto o desgosto normal da derrota recente, mas irei fazer uma reflexão do que vivi nestas duas semanas nos Mundiais de Equipas e Individual. Foi a primeira vez que tivemos portugueses nas meias-fnais dos pares mistos, pelo que alguma coisa de positivo fizemos e o público hoje foi fantástico no apoio», sublinhou Nuno Delfino, capitão da seleção de +50 que na semana passada jogou no CIF, em Lisboa.

 

Mas voltando às finais de amanhã, vamos também ter profissionais: o ‘canhoto’ espanhol Eduard Osta (+60) e o destro holandês Hendrik-Jan Davids (+50).

 

 

Osta foi 140.º no ranking ATP e ganhou o Challenger de Tarbes (França) em 1988.

 

 

Davids (+50) foi 171.º ATP (26.º em pares), conquistou o Challenger de Malta em 1994 e somou 7 títulos de pares no ATP Tour incluindo o Esotril Open no Jamor em 1992, ao lado do checo Libor Pimek. Foram ambos contemporâneos dos chamados quatro mosqueteiros do ténis português. Qualquer um deles perdeu com Nuno Marques, enquanto Osta derrotou Bernardo Mota e Davis vergou Emanuel Couto.

 

A diferença entre eles é que o catalão já sabe o que é jogar mundiais de veteranos, pois ganhou o único em que entrou em 2009 em Espanha. Decidiu competir neste Mundial em Portugal e, tal como há dez anos, ainda não cedeu qualquer set, dispondo da vantagem de ter vindo com a família e de um dos seus filhos ser fisioterapeuta, ajudando-o na recuperação física. Pelo contrário, Davids nunca se tinha inscrito em qualquer torneio de veteranos da ITF.

 

Nas finais de amanhã vamos ter ainda duas n.º1 mundiais que são das maiores figuras de sempre do circuito de veteranos da ITF: A belga Klaartje van Baarle (+55) e a norte-americana Diane Barker (+60).

 

 

Diane Barker sagrou-se campeã mundial pela seleção dos Estados Unidos na semana passada, no Jamor, e quer fazer agora a “dobradinha”, triunfando também individualmente. Leva 21 encontros de singulares consecutivos sem perder. A última derrota foi na final do Mundial do ano passado. Barker já foi campeã do Mundo de veteranos a nível individual em sete ocasiões: 2002/04/07/10/12/13/17.

 

 

E embora possa parecer impossível, a belga Klaartje van Baarle possui um palmarés ainda superior. Poderia ter sido profissional, pois tinha nível para tal, mas parou de competir entre os 19 e os 28 anos por não suportar o desgaste mental. É a autêntica Serena Williams das veteranas com o fabuloso registo de 10 títulos em Mundiais Individuais: 2001/04/06//07/09/10/12/15/17/18, tentando ganhar pela terceira época consecutiva.

 

E se Diane Barker tem um muito bom registo de 292 encontros de singulares ganhos e apenas 29 perdidos, o que dizer do inacreditável recorde de Klaartje van Baarle que soma 221 vitórias para apenas 3 derrotas? O seu último desaire remonta a 2012 e neste Mundial venceu quatro encontros, com seis parciais de 6-0, um set de 6-1 e uma partida de 6-2!

 

As finais começam amanhã às 9h30 no Jamor e a final dos portugueses está agendada para nunca antes das 14h30. Os resultados completos das meias-finais de singulares do Mundial Individual foram os seguintes:

 

+50 Femininos

Teresa Catlin (GB/6)-Jenny Klitch (EUA/1), 6-1, 7-5;  Amy Jonsson Raaholt (Nor.)-Mirjam Swarte (Hol./8), 6-2, 6-2.

 

+50 Masculinos

Franck Hervy (Fra./6)-Hervé Bardot (Fra./11), 7-6 (7/4), 6-1; Christian Greuter (Ale./3)-Anders Fransson (Sué.), 7-6 (7/4), 6-3.

 

+55 Femininos

Klaartje Van Baarle (Bel./1)-Helga Nauck (Ale./3), 6-0, 6-0; ; Liselot Prechtel (Hol./2)-Marie Christine Calleja (Fra./7), 6-3, 6-0.

 

+55 Masculinos

Taras Beyko (Can./5)-Alexander Lindholm (Fin./3), 6-3, 6-1; Jan Hendrik Davids (Hol.12)-Márcio Maciel (Bra./9), 6-2, 6-2.

 

+60 Femininos

Diane Barker (EUA/1)-Betty Michel (Fra./4), 6-3, 6-3; Susan Wright (EUA/3)-Carolyn Nichols (EUA/2), 6-2, 6-0.

 

+60 Masculinos

Glenn Bubsy (Aus./3)-Mark Vines (EUA./1), 6-1, 6-0; Eduard Osta (Esp./4)-Norbert Henn (Ale./2), 6-4, 2-1, desistência.

 

Texto: Hugo Ribeiro

Fotos: Beatriz Ruivo

 

 

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