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Francisco Rocha brilha “em casa” e soma o primeiro triunfo Challenger no Maia Open

 
- Araújo salva match points e marca novo duelo luso
- Terça-feira de luxo também com Borges, Sousa, Rocha
Francisco Rocha viveu um dia inesquecível ao estrear-se em quadros principais de singulares do ATP Challenger Tour com uma vitória no “seu” Maia Open, este ano elevado à categoria 100 e organizado pela Federação Portuguesa de Ténis e a Câmara Municipal da Maia entre 26 de novembro e 3 de dezembro. Pedro Araújo também venceu, mas no qualifying, ao anular dois match points antes de celebrar ao cabo de 3h28.
 
A defrontar o jogador mais cotado com quem já mediu forças, Francisco Rocha (no 1040.º lugar do ranking ATP) não se deixou intimidar pelo poderio do italiano Riccardo Bonadio (205.º) e surpreendeu o oitavo cabeça de série com os parciais de 6-3 e 6-3.
 
Recém-chegado do Algarve, onde viveu outro momento inesquecível ao conquistar um título de pares com o irmão mais novo, o jogador natural do Porto contou com uma boa plateia para construir a melhor vitória da carreira. E com a lição bem estudada superou uma entrada em falso (0-2 e 1-3) para arrecadar os derradeiros cincos jogos do primeiro set e colocar Bonadio em sentido.
 
Muito agressivo, o tenista da casa — entrou na Escola de Ténis da Maia aos oito anos — não voltou a enfrentar ameaças no serviço e atacou em todos os pontos para encostar o adversário à parede e presentear os familiares e amigos com um triunfo inesquecível.
 
“Ainda estou a tentar encontrar as palavras certas, mas estou muito feliz. Acreditava a 100% que o podia fazer, mas depois de ganhar realmente sabe muito melhor do que visualizar na minha cabeça”, reconheceu Francisco Rocha já na conferência de imprensa.
 
Com nove pontos no bolso, “ainda há mais trabalho a fazer” e na quarta-feira regressará ao court para desafiar o vencedor do embate entre o francês Maxime Janvier (286.º) e o italiano Andrea Guerrieri (625.º).
 
Até lá, terá tempo para continuar a processar o feito desta segunda-feira e também a celebração que o deixou emocionado: "Sempre que o Henrique ganha um título eu vou ter com ele, abraço-o e levanto-o e hoje foi ele que veio ter comigo e fez exatamente a mesma coisa, o que significou muito para mim."
 
À procura de preciosos pontos que lhe permitam dar à família outra alegria (têm sido muitas em 2023) ao apurar-se para o qualifying do Australian Open, Henrique Rocha (255.º) será um dos cinco portugueses em ação na terça-feira, a par de Nuno Borges (78.º e primeiro cabeça de série), João Sousa (257.º), Jaime Faria (414.º) e Pedro Araújo (916.º).
 
Os últimos dois estarão, aliás, frente a frente, isto depois do menos cotado ter agarrado a última vaga no quadro principal de singulares com uma vitória dramática sobre o compatriota Rodrigo Fernandes (1414.º).
 
Aquele que era o encontro mais aguardado da jornada tornou-se mesmo no mais longo e também no mais épico, pois só após 3h28 e com match points para ambos os jogadores ficou resolvido: 6-3, 6-7(1) e 7-5 foram os parciais que asseguraram a 12.ª participação do lisboeta de 21 anos em quadros principais do ATP Challenger Tour, mas primeira como qualifier.
 
O duelo ganhou contornos épicos quando Fernandes anulou três match points consecutivos no segundo set, que acabou por vencer no tie-break — uma vez mais a roçar a perfeição, tal como já tinha feito na véspera para assinar a melhor vitória da carreira frente ao ex-top 20 Nikoloz Basilashvili.
 
Destemido e sempre com mais iniciativa apesar das claras dificuldades físicas (continua com febre) apresentadas sobretudo durante o parcial inaugural, o jovem de Braga contou novamente com muito apoio do público e demonstrou as qualidades que o adversário lhe elogiara na véspera: a solidez do fundo do court e a atitude destemida perante jogadores mais experientes.
 
Depois de estar “encostado às cordas” com uma desvantagem de 3-6 e 2-5 no marcador, a boa atitude recompensou Fernandes — o atual campeão nacional de sub 18 — com a conquista de nove dos 11 jogos seguintes e colocou-o numa posição muito favorável para chegar pela primeira vez ao quadro principal de um Challenger. No entanto, na hora da verdade o mais novo dos dois portugueses sentiu a importância do momento, tornou-se mais impaciente e elevou o número de erros, o que permitiu a Araújo voltar a acreditar e recuperar o foco para inverter o rumo do marcador.
"Devia ter acabado o encontro ali, mas não estive bem e ele conseguiu agarrar-se", admitiu Araújo no rescaldo ao longo duelo. "Depois jogou bastante bem, mas no terceiro set fez um bocadinho de diferença a maior experiência da minha parte. Mentalmente consegui ser um pouco melhor do que ele e fisicamente também.”
 
Alcançado o que considerou ser "um prémio merecido" pelo que passou dentro do campo num ano afetado por lesões, regressará na terça-feira para tentar vingar as derrotas recentes para o amigo Jaime Faria em torneios do escalão inferior, a última há precisamente uma semana.
 
A fechar uma longa jornada ainda houve tempo para outro representante luso ir a jogo, mas sem um final feliz: no reencontro com Benoit Paire, que já o derrotara em Braga há pouco mais de um ano, Duarte Vale (574.º) entrou bem, mas não evitou a derrota por 6-2 e 6-4 para o ex-top 20 (atual 130.º) e encerrou a temporada.
 
Fotografias: Sebastião Guimarães/FPT
 

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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024 – 17:05:15

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