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Espanhóis em peso entre 38 nacionalidades

A 10ª edição do Lisbon Long Distance International Triathlon fez entrar muito dinheiro na economia portuguesa. Com uma maioria de atletas estrangeiros, de 38 nacionalidades diferentes, aumentou o turismo na capital este fim de semana, principalmente vindo do país vizinho. Este sábado, no Parque das Nações, português e castelhano competiram para a língua mais falada entre os participantes e o muito público presente.

 

Agachados sobre um cartaz no meio da rua, num local de passagem entre o parque de transição e a Doca dos Olivais, dois miúdos, de lápis de cor na mão, davam os retoques finais no cartaz que iriam exibir assim que o pai saísse da água. “Vamos Papi”, podia-se ler numa mensagem escrita em espanhol.

 

A mãe, natural de Huelva, ajudava as crianças na tarefa, ao mesmo tempo que tentava ver por onde o marido andava entre as centenas de triatletas que nadavam no lago artificial junto ao Oceanário de Lisboa.

 

Com 75% de participação estrangeira e mais de 1100 inscritos, a língua que mais se ouviu este sábado no Parque das Nações foi o castelhano. Vieram até Portugal triatletas de 38 países diferentes, mas foi definitivamente da vizinha Espanha que chegaram mais participantes.

 

E trouxeram a família, os amigos, vieram equipas inteiras, com as mulheres, filhos e pais, para os apoiarem durante a competição, mas também para fazerem turismo, durante alguns dias, na capital portuguesa.

 

Marta e Arantxa, de bandeira espanhola na mão, aguardavam que os seus namorados passassem numa das curvas do percurso de ciclismo. “Em Espanha o triatlo está na moda”, afirmou Marta. “Chegámos na quarta-feira e temos aproveitado para passear em Lisboa e provar a vossa comida. Somos um grupo grande e estamos num hotel, aqui perto, cheio de espanhóis”, explicou, por seu turno, Arantxa, sem deixar de continuar de olho na estrada.

 

Shona, do País de Gales, esperava num lancil de passeio, na berma de uma das curtas descidas do segmento de ciclismo, pelo namorado. Também tinha uma bandeira do seu país na mão. “Eu fiz a Maratona de Madrid a semana passada e viemos directamente de Espanha para aqui. Agora é a vez de ele competir, antes de voltarmos para casa”, explicou, bem-disposta.

 

No top-10 da prova principal, encontrámos um atleta russo, Evgenii Rulevskii, que também viajou de propósito, dos arredores de Moscovo até Lisboa, para se estrear na distância Half-Ironman.

 

“Foi difícil a prova, mas o percurso muito bonito e plano. Atrapalhei-me no início pois perdi os óculos da natação, mas consegui recuperar”, comentou o russo que, até há pouco tempo, só praticava atletismo e já tinha viajado até Portugal em dezembro último para conhecer o local da prova e treinar, durante alguns dias, no Algarve.

 

Austrália, Nova Zelândia, Ilhas Faroé, Dinamarca, Equador, Venezuela, África do Sul foram apenas alguns dos países distantes que contaram com atletas no Triatlo Longo de Lisboa.

Periodicidade Diária

quarta-feira, 15 de julho de 2020 – 02:22:47

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