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Bruno Pais 11º na Taça do Mundo de Huatulco

Sortes diferentes tiveram os 3 atletas nacionais que ontem competiram na Taça do Mundo de Huatulco (México). Bruno Pais foi 11ª classificado e averbou o seu 3º melhor resultado no actual período de qualificação olímpica (são contabilizados os 8 melhores resultados), consolidando também a sua posição no ranking de qualificação para os Jogos Olímpicos de Londres. Duarte Marques terminou na 42ª posição e subindo também no mesmo ranking. Por seu turno, João Pereira foi vítima de uma avaria no desviador traseiro e foi forçado a desistir. Com os resultados ontem obtidos, Portugal mantém a 7ª posição no Ranking de Qualificação Olímpica por Países.

A prova de ontem foi a última prova da Taça do Mundo de Triatlo pontuável para os Jogos Olímpicos de Londres. Seguem-se as etapas de San Diego e Madrid da World Triathlon Series.

O calor (mais de 30ºC), a humidade elevada e percursos muito selectivos foram os grandes adversários dos atletas que ontem disputaram a prova mexicana. As atletas femininas foram as primeiras a competir. Portugal não teve representantes na prova, ganha por Flora Duffy, das Bermudas.

Pelas 10:45 locais arrancou a prova masculina. Como é habitual, o eslovaco Richard Varga liderou todo o segmento de natação. Atrás dele surgiam os franceses Aurélien Raphael (vencedor da Taça da Europa de Quarteira) e Pierre Lecorre (2º em Quarteira). Logo depois surgia um grupo com os principais candidatos ao triunfo, entre eles, e lugar de destaque, estava João Pereira (9º ao cabo dos 1500 metros de natação). Sempre muito estatuto, também Duarte Marques se colocava neste grupo, juntamente com Ivan Raña e Alexandro Fabian, dois dos candidatos ao triunfo. Por seu turno Bruno Pais, perdeu cerca de um minuto na natação e foi obrigado a trabalhar durante grande parte do segmento de ciclismo para anular a diferença para a frente. Na terceira das oito voltas ao percurso de ciclismo o azar bateu à porta de João Pereira: partiu o desviador traseiro e ficou impedido de se manter em prova.

Depois de um bom segmento de natação o francês Aurélien Raphael esteve muito activo ao longo do segmento de ciclismo e manteve-se na frente ao longo dos 40km. Também na terceira volta o francês recebeu na frente a companhia dos australianos Bailie e Amberger e ainda do canadiano Yorke. O quarteto entendeu-se bem e chegou à segunda transição com 45 segundos de vantagem sobre o grande grupo onde se incluíam Bruno Pais e Duarte Marques.

O canadiano Andrew Yorke deixou rapidamente para trás os seus colegas de escapada e assumiu a liderança da prova. No pelotão perseguidor era Ivan Raña quem assumia a perseguição aos 4 da frente. Também Bruno Pais, que já no passado se havia dado bem com a dureza da prova de Huatulco, assumiu um lugar de destaque na perseguição.

Os km's foram passando e era claro que a dureza das condições climatéricas e do percurso estavam a deixar mossa. A quebra de Aurélien Raphael (44ª a mais de 9 minutos dos vencedor) foi disso um bom exemplo. Alguns dos melhores ciclistas do pelotão pareciam ter resistido melhor aos esforço e iam-se aproximando da frente. Foi o caso, primeiro do ucraniano Danylo Sapunov e depois do belga Simon De Cuyper que assumiu a liderança no início da 4ª e última volta de corrida. Bruno Pais ia lutando com o cansaço mas mantinha-se na luta por um lugar entre os 10 primeiros.

Na última volta o belga De Cuyper aumentou a sua vantagem e conquistou a sua primeira Taça do Mundo de Triatlo. Atrás dele, com um excelente final, ficou o neozelandês Ryan Sissons e em terceiro lugar classificou-se Danylo Sapunov. Bruno Pais terminou na 11ª posição e somou 229 pontos para o ranking de qualificação (tendo ele já 8 resultados na sua conta substitui com a pontuação mais baixa, 36 pontos, pela pontuação ontem obtida). Duarte Marques classificou-se na 42ª posição e soma 20 pontos.

Desta prova não resultaram alterações significativas aos Ranking de Nações. Portugal mantém o 7º lugar, atrás de Grã-Bretanha, Alemanha, França, Rússia, Espanha e Nova Zelândia. Na 8ª posição mantém-se a Austrália, seguida pelo Canadá e Estados Unidos. Estes dois estão (virtualmente) afastados da possibilidade de levar três atletas aos Jogos de Londres.

A principal alteração da prova de ontem é o aproximar do segundo português (Bruno Pais) aos segundos classificados da Nova Zelândia e Espanha. Considerando que João Pereira só tem 6 pontuações, em 8 possíveis, mas vai ainda disputar as etapas de San Diego (dentro de uma semana) e Madrid (dentro de 3 semanas) da World Triathlon Series a possibilidade de Portugal se apresentar em Londres com a quota máxima de três atletas parece tangível.  
 

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segunda-feira, 6 de julho de 2020 – 20:12:05

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