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Espinho oferece etapa de 4 estrelas à elite mundial do voleibol de praia

 


A cidade de Espinho está de regresso à elite do Voleibol de Praia!


Após em 2017 ter realizado, com assinalável sucesso, uma etapa de duas estrelas do Circuito Mundial de Voleibol de Praia (World Tour BeachVolley), a Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) organiza, a partir de amanhã, uma etapa de quatro estrelas, o segundo maior nível do Circuito Mundial, realizada sob a égide da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e com o apoio e colaboração da Câmara Municipal de Espinho (CME).

 

Ao que tudo indica, este regresso à elite do Voleibol de Praia será celebrado não com champanhe mas com água da... chuva, dado que as condições meterológicas só deverão melhorar a partir de quarta-feira.


Nada que afecte a boa disposição dos participantes ou a confiança dos organizadores no sucesso da prova, pois, como alguém já disse, o Espinho Open sem chuva é mesmo como Romeu sem Julieta...

 

Se esta etapa de quatro estrelas do Circuito Mundial, agendada para 4 a 8 de Julho, marca o regresso das grandes competições internacionais de dimensão mundial às areias das praias de Espinho, a verdade é que a cidade tem já pergaminhos e tradição na modalidade, célebre por ser palco de 13 edições consecutivas do Open de Portugal, evento que integrava o Circuito Mundial (FIVB Beach Volley World Tour). Em 2008, Espinho recebeu o Europeu de Sub-23, em masculinos e femininos, e no ano seguinte foi palco do Campeonato da Europa de Sub-18.

 

Em termos globais, esta será a 15.ª edição do Espinho de masculinos e a 10.ª de femininos. Um rol de competições que celebrizaram nomes como Emanuel Rego e Ricardo Santos, a dupla predilecta do público espinhense.


Juntos, os brasileiros venceram três edições (2003, 2004 e 2007) e individualmente por cinco vezes (Emanuel e Ricardo) levaram o ouro.


O brasileiro José Loiola, vencedor em Espinho por três vezes (1998, 1999 e 2001), e o alemão Julius Brink (2005 e 2006) também deixaram saudades...


Em femininos, a dupla norte-americana Misty May-Treanor/Kerri Walsh Jennings, vencedora em 2001 e 2005, bem como a dupla canarinha Juliana Felisberta/Larissa França, a última equipa a erguer o troféu (2007) marcaram a competição e úm público exigente mas igualmente entusiástico, que fez questão de encher sempre o estádio em Espinho, sobretudo nas finais.

 

Com provas dadas

 

Embora sempre tenha convergido para Espinho a elite do Voleibol de Praia, há jogadores que merecem destaque pelos resultados que alcançaram ao longo da sua carreira.


Aos 39 anos, a norte-americana Kerri Walsh Jennings, de 1.88 metros de altura, é já um ícone do Voleibol de Praia mundial, tendo sido, entre outros êxitos relevantes, tricampeã olímpica (2004, 2008 e 2012, com Misty May).


Walsh e May venceram por duas vezes em Espinho (2001 e 2005), pelo que Kerri regressa a um local que conhece bem e lhe traz certamente boas recordações.

 

Regressando ao presente, Bárbara Seixas, vice-campeã olímpica (com Ágatha), e Fernanda Alves aparecem no topo das favoritas, depois de terem vencido o Major de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, e ainda nos States a etapa de 4 estrelas de Huntington Beach.


As suas compatriotas Maria Antonelli e Carol Salgado (5.ªs classificadas no último Campeonato do Mundo) são também fortes candidatas a ocupar os cinco primeiros lugares, assim como as canadianas Melissa-Humana/Sarah Pavan (4.ªs classificadas no último Campeonato do Mundo) e Bansley/Wilkerson, vencedoras respectivamente das etapas de 4 estrelas de Xiamen e Varsóvia.


No contingente europeu o destaque vai para as alemãs Chantal Laboureur/Julia Sude, da Alemanha (3.ªs classificadas no Europeu de 2017 e 5.ªs clas. no Campeonato do Mundo).

 

Em masculinos, há vários candidatos à vitória final em Espinho. Desde os austríacos Doppler/Horst (2.ºs classificados no Campeonato do Mundo 2017) aos brasileiros André e Evandro, campeões do mundo em 2017 e agora a formarem dupla respectivamente com Alison Carutti (campeão olímpico) e Vítor Felipe (vencedor do Espinho Open em 2017), passando pelos letões Smedisn e Samoilovs, vice-campeões europeus e 9.ºs classificados no Mundial 2017, pelos russos Krasilnikov e Liamin (3.ºs classificados no Mundial de Viena 2017), pelos norte-americanos Dalhausser e Lucena, 5.ºs classificados no Mundial 2017 – Phil Dalhausser foi campeão olímpico em Pequim 2008, formando dupla com Todd Roggers – ou mesmo pelos noruegueses Mol e Sorum, que contam já com várias presenças em competições disputadas no nosso país.

 

A Armada Portuguesa

 

Portugal está representado por quatro duplas: Roberto Reis/Fabrício Kibinho Silva no Quadro Principal e Luís Freitas/Tiago Pereira, na Fase de Qualificação, em masculinos, e Gabriela Coelho/Vanessa Paquete (Quadro Principal) e Joana Gonzalez/Daniana Esteves (Qualifying), em femininos.

 

Roberto Reis e Fabrício Kibinho Silva formam uma dupla muito experiente, tendo sido campeões nacionais em 2010, 2011, 2012, 2014, 2016 e 2017), bem como vencedores das duas primeiras etapas do Campeonato ActivoBank 2018.

 

Gabriela Coelho e Vanessa Paquete, que esta época apostaram exclusivamente na variante de praia - sob a orientação técnica de Ricardo Rocha - , venceram as duas primeiras etapas do Campeonato ActivoBank 2018, tendo participado em competições internacionais, como os Jogos do Mediterrâneo e as etapas do Circuito Mundial: duas de 3 estrelas – em Mersin (Turquia) e Lucerne (Suíça) e duas de uma estrela em Alanya e Manavgat (Turquia).

 

Gabriela e Vanessa já tinham formado dupla no passado em competições internacionais de escalões de formação, mais concretamente o Mundial de Sub-19, em 2013 (Porto) e o Campeonato da Europa de Sub-22, em 2016 (Grécia). 


Apesar da sua juventude, já deixaram a sua marca a nível mundial, entre outros resultados mais ou menos relevantes:


– Vanessa Paquete (com Daniela Silva) foi vice-campeã do Torneio de Sub-21 da WEVZA, na Albufeira do Azibo, em 2014;
– Gabriela Coelho (com Marta Hurst) venceu o I Torneio de Voleibol de Praia da Associação das Federações de Voleibol de Países de Língua Portuguesa (AFV-PLP), disputado na praia de Santa Maria, na ilha do Sal, em Cabo Verde, em 2017.

 

 

Em 2017, na Praia da Baía, os brasileiros George Wanderley e Vitor Felipe Gonçalves venceram na final a dupla do Catar, Júlio Júnior e Ahmed Tijan, e sagraram-se vencedores do Espinho Open, competição de duas estrelas do Circuito Mundial destinada a seniores masculinos.

 

Perante um estádio repleto de entusiásticos espectadores, completamente rendidos ao valor e exibições das duplas finalistas – eliminaram nas meias-finais as duplas da Noruega –, George e Vítor Felipe venceram (2-0: 21-12 e 21-13) e incendiaram o fervor dos numerosos brasileiros… que também não se cansaram de apoiar o Catar, pois Júlio Júnior é de origem canarinha.

 

Os noruegueses Anders Berntsen Mol e Mathias Berntsen, segundos cabeças-de-série na competição espinhense, venceram (2-0: 22-20 e 21-15) os seus compatriotas Christian Sorum e Solhaug e conquistaram a medalha de bronze.

 

 

Antes do jogo de atribuição dos 3.º e 4.º lugares, disputou-se o I Encontro de Voleibol Sentado na Praia, o mais recente projecto da Federação Portuguesa de Voleibol, que terminou com o triunfo da equipa do Castelo da Maia GC sobre a equipa da APD Braga, mas marcado igualmente por muito desportivismo e convívio.

 

 

Um historial rico

 

Miguel Maia / João Brenha foi a dupla espinhense de Voleibol de Praia mais famosa a nível nacional e uma das mais célebres e duradouras a nível internacional, que dignificaram a sua cidade-natal, o País e o Voleibol além-fronteiras.

 

A história recente do Voleibol de Praia nacional no que diz respeito aos escalões mais jovens também tem apresentado resultados dignos de registo.


A dupla Mariana Filipe Alexandre/Joana Neto, atletas do Centro de Alto Rendimento de Voleibol de Praia da FPV (CTARVP), rubricou mesmo uma página de ouro no desporto português ao alcançar, pela primeira vez no historial do Voleibol de Praia nacional em femininos, a medalha de prata no Campeonato da Europa de Sub-18.

 

José Pedrosa e José Teixeira foram os primeiros portugueses a sagrarem-se campeões europeus de Sub-23, em Esposende, em 2001, depois de, em 1996, Jorge Alves e João Silva terem sido vice-campeões europeus de Sub-20, em Jurmala, na Letónia.

 

Em 1997, os mesmos José Pedrosa e José Teixeira tinham sido medalhados com o bronze no Europeu de Sub-20, em Zagreb, na Croácia.


Também em 2010, Rui Moreira e Ricardo Alvar classificaram-se num honroso 9.º lugar no Campeonato da Europa de Sub-23, realizado na ilha grega de Kos. Rui Moreira tinha já sido 9.º classificado no Europeu de Sub-18, em 2006.

 

Em 2012, Joana Resende e Tânia Oliveira, vice-campeãs nacionais, e Januário Silva/Sebastião Alves classificaram-se em 9.º lugar no 6.º Campeonato do Mundo Universitário de Voleibol de Praia, disputado na cidade brasileira de Maceió.

 

Em 2013, Juliana Antunes Rosas e Tânia Oliveira venceram, no Porto, o Europeu Universitário e, em 2014, Rosa Couto e Marta Hurst, campeãs nacionais de seniores, atingiram o 5.º lugar na classificação geral do Mundial Universitário, disputado também na Cidade Invicta.


Igualmente em 2013 e no Porto, Diogo Maia / Tomás Silva e Francisco Pombeiro / Bernardo Martins alcançaram um excelente 9.º lugar no Campeonato do Mundo de Sub-19.

 

Nos VIII Jogos Desportivos CPLP – Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa, disputados na Foz do Lizandro, na Ericeira, Diogo Maia e António Nazário conquistaram a medalha de ouro e Inês Pereira e Valéria Rodrigues foram medalhadas com a prata.

 

Em 2014, as duplas Ricardo Cardoso / Tomás Sousa e Beatriz Pinheiro / Inês Castro conquistaram a medalha de prata nos torneios de Voleibol de Praia dos IX Jogos CPLP, que decorreram em Angola.

 

Ainda em 2014, as duplas Diogo Maia/Tomás Silva e Vanessa Paquete/Daniela Silva foram vice-campeãs do Torneio de Sub-21 da WEVZA, na Albufeira do Azibo.

 

Em 2015, e no regresso a Macedo de Cavaleiros, Diogo Pereira/Bruno Santiago foram medalhados com o ouro em Sub-19 e Francisco Pombeiro/José Jardim com a prata em Sub-21. 


Ainda em Sub-19, Bárbara Freitas/Sara Mendonça e João Nuno Pedrosa/João Alves alcançaram o 4.º lugar nos torneios da WEVZA.

 

Em 2016,  as duplas Beatriz Rodrigues/Matilde Calado e Leandro Firmino/Vasco Moura foram medalhadas com o ouro nos X Jogos Desportivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disputados na Ilha do Sal, em Cabo Verde.

 

Em 2017, Francisco Pombeiro e José Jardim foram 17.ºs classificados no Europeu de Sub-22, disputado na cidade austríaca de Baden.


Marta Hurst/Gabriela Coelho, em femininos, e José Pedro Monteiro/Fabrício Barros, em masculinos, venceram o I Torneio de Voleibol de Praia da Associação das Federações de Voleibol de Países de Língua Portuguesa (AFV-PLP), disputado na praia de Santa Maria, na ilha do Sal, em Cabo Verde.

 

Ainda mais recentemente, Inês Castro e Beatriz Pinheiro alcançaram o 4.º lugar no Torneio de Sub-21 da WEVZA de Voleibol de Praia disputado na localidade holandesa de Hoek van Holland e Afonso Reis/André Marques o 7.º lugar na mesma competição.


A dupla Beatriz Rodrigues/Matilde Calado Rodrigues apurou-se para a final da Taça Continental da Juventude, a realizar no próximo ano, ao garantir o 2.º lugar da Poule D de qualificação, disputada na praia de Parnu, na Estónia.


João Nuno Pedrosa e Hugo Campos estiveram perto de criar uma grande surpresa na cidade russa de Kazan. Venceram o 1.º set (21-19) frente aos favoritos Nikolay Chukhnenkov e Aleksei Arkhipov (Rússia) e estiveram perto de ganhar o 2.º (21-23).

 

Cederam apenas na negra (12-15), classificando-se no 17.º lugar no Europeu de Sub-18.


Em Setembro de 2017, Inês Castro e Beatriz Pinheiro e Afonso Reis/André Marques foram 17.º classificados no Europeu de Sub-20, realizado na ilha italiana de Vulcano.

 

 


 

terça-feira, 17 de julho de 2018 – 03:56:21

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