13 anos ao serviço do Desporto em Portugal

publicidade

 

Notícias

Mais de duas décadas de (bom) Voleibol

 



A Selecção Nacional em 2019 e 1999

 

O regresso de Portugal à elite do Voleibol mundial é uma justa recompensa para mais de duas décadas de bom Voleibol.

 

Em 1993, o quarto lugar no Mundial de Sub-17 (FIVB Volleyball Boys' U17 World Championship), disputado em Istambul, na Turquia, dava já a entender que algo estava a mudar relativamente à presença do Voleibol português nos grandes palcos internacionais.

 

Isso viria a ser confirmado de uma forma mais notória em 1999, quando a Selecção Nacional de Seniores Masculinos participou pela primeira vez na Liga Mundial, então (um)a verdadeira montra dos melhores do mundo.

 

Desde aí, Portugal tornou-se um habitué da World League – exceptuando um curto interregno de quatro anos, que lhe possibilitou vencer, em 2010, a Liga Europeia –, até 2018, altura em que a Liga das Nações de Voleibol (VNL) e a Golden e a Silver European League substituíram respectivamente a Liga Mundial e a Liga Europeia.

 

O ano em curso assinala o regresso à montra do Voleibol mundial, após a vitória na Challenger Cup 2018 ter assegurado a participação na Liga das Nações de 2019… Exactamente 20 anos depois da primeira participação na prova-rainha da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

 

Nestes dois momentos pioneiros do desbravar do caminho rumo à ribalta, tanto no Mundial de 1993, com uma selecção de Sub-17, como na Liga Mundial de 1999, com os seniores, estiveram, entre outras jovens promessas, o libero Carlos Teixeira, o oposto Adriano Paço e o distribuidor Pedro Azenha.

 

Hoje, com outras funções e diferentes missões, como é que estes heróis vêem o Voleibol nacional, com as qualificações para VNL e Europeus?

 

Carlos Teixeira: “Grande oportunidade de mostrar o nosso valor e de testar a nossa coragem”

 


Actualmente ao serviço da Sports Embassy, uma espécie de «ponte entre atletas e empresas» que transforma os ex-jogadores em verdadeiros embaixadores desportivos, Carlos Teixeira salienta:
"Estou radiante que a nossa Selecção Nacional esteja de volta aos grandes palcos. Vou agendar as datas dos jogos [14 a 16 de Junho] para poder estar presente no Multiusos de Gondomar.
É fundamental estarmos a ser testados contra os melhores do mundo e a presença nesta competição permite isso mesmo. Eu sei o quanto importantes foram todos os jogos que fiz, eu e a minha geração, na Liga Mundial. Era a grande oportunidade de mostrar o nosso valor e de testar a nossa coragem perante a elite da modalidade. 
Penso que é isso que irá acontecer com esta geração. Terão de ser melhores todos os dias para jogar a este nível e isso é um desafio e uma imensa satisfação. Todos gostamos de provar que somos competentes nas tarefas em que nos envolvemos."

 

Defrontar os ídolos internacionais constituem momentos que ficam gravados na memória.


“Soube que íamos participar na World League 1999 através dos jornais. Estava a ler o jornal e fiquei incrédulo. Mas era verdade!
Infelizmente, vivíamos tempos de guerra na antiga Jugoslávia, que acabaria por ser afastada da competição pela FIVB. E fomos nós ocupar a vaga deixada, o que nos possibilitou defrontar as estrelas do Voleibol mundial de então. 
A nossa estreia foi incrível, com jogos em Lyon (4.000 espectadores), Buenos Aires (9.000) e Havana (8.000). Como devem imaginar, mudava o paradigma a que estávamos habituados em Portugal”.

 

Para Carlos Teixeira, tudo começou em 1993, quando Portugal disputou o Mundial da Juventude na Turquia, falhando o pódio por pouco.


Também este brilharete encontra algum paralelismo na recente participação histórica do nosso País no Campeonato da Europa de Sub-20:
"Tinha 17 anos e tive a oportunidade de jogar um Campeonato do Mundo. Foi um momento mágico, apesar de termos perdido na meia-final com o Brasil, do Giba [Gilberto Godoy Filho, MVP da Liga Mundial e do Campeonato do Mundo em 2006] e depois perdemos o jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugar contra a Coreia do Sul.
Desse torneio, vim a jogar mais tarde com o Toni Tuominen (Finlândia), no Vitória de Guimarães, e com o Vitor Rivera (Porto Rico) no Poitiers, clube pelo qual fomos campeões de França."

 

Adriano Paço: “Acreditar que é possível sempre foi o meu maior pensamento”

 


Actual treinador do Vitória Sport Clube, Adriano Paçotambém revive com alegria esses momentos inolvidáveis:
“Em relação aos Sub-17, o sonho começou logo no apuramento, pois do grupo de 3 equipas constituído por França, Polónia e Portugal, apenas o vencedor assegurava o apuramento para a fase final.
Foi a partir daí que tudo começou. Depois de ganharmos os dois jogos, começámos a acreditar no nosso potencial como equipa! 
Chegámos às meias-finais, onde defrontámos o poderoso Brasil com Giba & Companhia. Na atribuição do 3 e 4 lugar caímos de pé contra a Coreia, com os sets a serem decididos quase todos a 16/14. Eu, o Pedro, o Teixas e outros estivemos quase sempre presentes nestes momentos que eu considero bons e inesquecíveis!“.

 

A presença na World League foi como que uma recompensa para o trabalho realizado:
“A participação na Liga Mundial era encarada como natural, pois a nossa equipa era muito forte e as outras equipas respeitavam-nos muito, mas confesso que era algo que mexia connosco. Treinámos muito mas fazíamo-lo com paixão e com vontade de estar entre os melhores! 
Jogar na Selecção Nacional naquela altura era algo que todos ambicionávamos. Para mim, era como jogar em «casa» e só não dava aquilo que não conseguia dar.
Abdicámos de muita coisa e de muitas horas por dia, mas era um esforço que valia a pena. 
Aos jovens que estão agora na Selecção apenas lhes posso dizer que desfrutem e que aproveitem cada momento e que não deixem que o tempo passe para depois se lamentarem «Se eu treinasse mais, podia...»… Não! Treinem com paixão e dêem o máximo, seguindo as indicações do vosso técnico, pois com certeza que ele vos saberá ajudar quando precisarem. Acreditar que é 
possível sempre foi o meu maior pensamento! Treinar na Selecção Nacional é o sonho de qualquer menino. Sempre foi o meu e só o facto de lá ter chegado e ter ficado durante 12 anos foi algo que nunca esquecerei!”.

 

Pedro Azenha: “Patamar mundial atingido com muita amizade e sacrifício pessoal”

 


Pedro Azenha é, hoje, sócio-gerente na empresa Agraclub - Fitness Center.


“Para mim, o Campeonato do Mundo começou quando recebi a minha primeira convocatória para um estágio da Selecção de Sub-17 a realizar-se em Esmoriz. Longe estava eu de pensar que no meio de tantos talentos eu seria um dos convocados para a referida selecção. Primeiro grande motivo de orgulho foi ser treinado pelo Prof. José Moreira, com quem mantive excelente relação e de quem guardo as melhores recordações. 

Recordo também as horas intermináveis de treinos, 3 horas de manhã e mais 3 à tarde durante largos períodos, além dos treinos semanais que íamos fazendo pelos diversos pavilhões do País. 

Foi isso mesmo a nossa força: uma grande capacidade de ouvir e fazer o que nos pediam, um excelente espírito de grupo, uma grande amizade e um compromisso com tudo o que nos envolvia. 

Chegada a hora do apuramento, era incrível ver aquelas torres polacas e os  maus feitios franceses a cruzarem-se com os anões portugueses nos corredores do hotel. Mas graças a Carlos Teixeira, Carlos Silveira e Adriano Paço, principalmente estes três, conseguimos jogar de igual para igual e lograr o impensável apuramento. De recordar igualmente a importância da nossa fisioterapeuta, Quitéria, que nos ajudava a superar a ausência da nossa família.

Quanto à fase final, foi tudo novo para nós: um grand e hotel, um pavilhão com capacidade para 10.000 espectadores, tudo em grande! 
E nós, mais uma vez, muito unidos e com um espírito de sacrifício que já não se vê muito hoje em dia, lutámos contra todas as adversidades, comida, horários de treinos, de jogos – a deslocação para o pavilhão era de loucos, pois o autocarro seguia pelo lado errado da estrada só para fugir ao trânsito infernal, enfim. Queria recordar também que, na minha posição, o Prof. José Moreira levou também o meu grande amigo Bruno Lima e o Luís Filipe (filho do Prof. Fernando Luís), que me ajudaram e bastante a conseguir trazer de Istambul um excelente 4.º lugar e, a nível pessoal, o «prémio» de 2.º melhor distribuidor da competição. 
Foi à base de muita amizade e sacrifício pessoal e familiar que conseguimos atingir este patamar mundial. Desistir não existia para esta selecção carregada de boa disposição (António Jesus e José Ramos sempre a animar). Acreditar sempre… e vídeos que nunca mais acabavam”.

 

A entrada, em 1999, na Liga Mundial catapultou os jogadores para o estrelato internacional: 
“A entrada na Liga Mundial, foi o começar de uma carreira que não se imagina que vai acontecer, começam os contactos do estrangeiro (quase acabei a jogar em Cannes nesse ano) e a exigência passou dos 8 para os 80, com o Prof. António Rodrigues sempre a pressionar, e as famosas praxes no Suave Mar… Amigos que nunca mais acabam e que nunca mais se esquecem, independentemente das rivalidades futuras. Foram anos inesquecíveis”.

Voltando ao momento presente, e dirigindo-se à actual Selecção Nacional, o antigo distribuidor salienta:
“Desejo que todos façam uma grande competição. Pela minha parte, posso adiantar que quero estar presente em Gondomar nos dias 14, 15 e 16 de Junho, na Liga das Nações, no mínimo para vos apoiar, algo que não posso deixar de agradecer àqueles adeptos do Espinho que, na minha altura, foram incansáveis no apoio à nossa Selecção.
Muitas felicidades! No que me for possível, encontro-me ao vosso inteiro dispor para ajudar a Selecção a obter mais êxitos”.

 

 

2018: Um ano de ouro

 

Podemos afirmar que o ano de 2018 ficará na história do Voleibol português assinalado como uma página de ouro, de reconquista de um espaço que lhe pertencia por direito próprio entre a elite mundial, quer a nível desportivo quer organizativo.

 

Neste regresso aos grandes palcos internacionais, em seniores masculinos, o destaque vai para a vitória na Challenger Cup 2018, que possibilitou a promoção à Liga das Nações de Voleibol 2019 (VNL), bem secundada pelo apuramento para o Campeonato da Europa, e pelas presenças históricas da Selecção Nacional de Seniores Femininos (inédita) e da Selecção Nacional de Sub-20 Masculinos no Europeu.

 

Para o «quadro» ficar ainda mais perfeito, acrescente-se, ainda, a organização da 15.ª edição de masculinos e 10.ª de femininos do Espinho Open, etapa de quatro estrelas do Circuito Mundial de Voleibol de Praia.

 

A Liga das Nações de Voleibol 2019 (Volleyball Nations League - VNL) constituirá para a Selecção Nacional de Seniores Masculinos um verdadeiro trabalho de Hércules, tão elevado é o nível das selecções que vão disputar esta competição, digna sucessora da prestigiada Liga Mundial.
Após a brilhante qualificação para o Campeonato da Europa 2019, com a conquista do 1.º lugar na Pool D, Portugal estreia-se da melhor forma na VNL já que acolherá, nos dias 14 a 16 de Junho, no Multiusos de Gondomar, a Pool 9, que traz ao nosso País as selecções do Brasil, Sérvia e China, respectivamente 1.º, 10.º e 20.º posicionados no Ranking Mundial (1 de Outubro de 2018).

 

Mas há mais: os lusitanos iniciam a VNL 2019 na Argentina (Pool 2 / 31 de Maio a 2 de Junho), onde terão como adversários, para além dos argentinos, os canadianos e os búlgaros.


Segue-se a viagem para a Rússia (Pool 6 / 7 a 9 de Junho), onde defrontará russos, norte-americanos e italianos.


De 14 a 16 de Junho, Portugal recebe Brasil, Sérvia e China (Pool 9), viajando depois para o Irão (Pool 15 / 21 a 23 de Junho), onde enfrentará iranianos, franceses e australianos.


Esta fase preliminar terminará na Alemanha (Pool 20 / 28 a 30 de Junho), e Portugal defrontará o Japão, a Polónia e a Alemanha.

 

 

No Campeonato da Europa de 2019, organizado simultaneamente por quatro países: França, Eslovénia, Bélgica e Holanda, a Selecção Nacional vai disputar a Pool A, sediada na cidade gaulesa de Montpellier, e terá de enfrentar potências do Voleibol mundial, como a Itália, número 3 do ranking mundial e 5.ª classificada nas últimas edições do Mundial e do Europeu, a França, vice-campeã da Liga das Nações de Voleibol (VNL) e a Bulgária, uma das mais fortes representantes da escola de Leste.


Completam o grupo de seis equipas as selecções da Grécia e da Roménia.

 

Portugal estreia-se nesta edição do EuroVolley frente à Itália (dia 12, às 17h15 locais), seguindo-se os jogos com Bulgária (dia 14/20h45 locais), França (dia 15/17h30 locais), Grécia (dia 17/14h00 locais) e Roménia (dia 18/14h00 locais). Ver calendário

 

O Campeonato da Europa realiza-se de 12 a 29 de Setembro do ano corrente.


Os quatro primeiros classificados de cada uma das quatros pools qualificam-se para os oitavos-de-final, sendo que os apurados da Pool A irão defrontar os apurados da Pool C (A1 x C4, A2 x C3, A3 x C2 e A4 x C1), o mesmo se passando com os da B em relação aos da D.


Os jogos dos quartos-de-final serão distribuídos pelos quatro países organizadores, enquanto as meias-finais se disputam na Eslovénia (Ljubljana) e França (Paris) e o jogo de atribuição do 3.º e do 4.º classificados e a final serão realizadas na capital gaulesa.

 

 

Em femininos, Portugal vai disputar a Pool B na fase de grupos do Campeonato da Europa 2019, a realizar de 23 de Agosto a 8 de Setembro, pela primeira vez em quatro países – Turquia, Polónia, Hungria e Eslováquia –, e para o qual o

nosso País garantiu uma presença inédita ao classificar-se no segundo lugar da Pool D de qualificação.

 

Na Pool B, sediada na cidade polaca de Lodz, Portugal começa por defrontar a Itália, vice-campeã mundial, no dia 23 de Agosto, seguindo-se Polónia (24 de Agosto), Eslovénia (25 de Agosto), Bélgica, 7.ª no Ranking da CEV (27 de Agosto) e Ucrânia (29 de Agosto).


Nesta fase de grupos, a Selecção Nacional folga nos dias 26 e 28 de Agosto.

 

As selecções estão divididas por 4 grupos de 6 equipas, sediados em Turquia (Pool A), Polónia (Pool B), Hungria (Pool C) e Eslováquia (Pool D). 


Os quatro primeiros classificados de cada pool qualificam-se para os oitavos-de-final, sendo que os apurados da Pool A irão defrontar os apurados da Pool C (A1 x C4, A2 x C3, A3 x C2 e A4 x C1), o mesmo se passando com os da B em relação aos da D.

 

Este ano, a Selecção Nacional de Seniores Femininos irá também disputar a European Silver League, que se realiza de 25 de Maio a 29 de Junho de 2019.


Na European Silver League 2019, as portuguesas vão defrontar, na Pool B, a Eslovénia, a Grécia e a Estónia.


A Pool A é formada por Roménia, Geórgia, Israel e Chipre, selecções teoricamente mais acessíveis.

 

Apuram-se para a Final Four a selecção do país organizador, os dois primeiros classificados de cada Poule e ainda o 2.º melhor classificado.

 

 

Periodicidade Diária

sábado, 20 de abril de 2019 – 16:39:00

Pesquisar

Vamos ajudar a Oksana

Maryna Sribnyak
IBAN: PT50 0035 0614 0000 9327 930 65
SWIFT: CGDIPTPL
clicar na imagem para saber mais

publicidade

Atenção! Este portal usa cookies. Ao continuar a utilizar o portal concorda com o uso de cookies. Saber mais...