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Campeã Mundial portuguesa a caminho dos Jogos Olímpicos - Polónia cilindra adversários

 

“Foi a prova das nossas vidas!”, Francisca Laia

 

Montemor-o-Velho recebeu esta sexta-feira, 10 de junho, o terceiro e último dia de competição do Campeonato Mundial Universitário de Canoagem. A jornada foi preenchida com a realização de 17 finais de velocidade que trouxeram duas medalhas de Ouro para Portugal, uma conseguida pelo kayak da dupla Maria Cabrita e Francisca Laia em 500 metros e a segunda nos 200 metros a solo da portuguesa olímpica. A seleção da Polónia continuou a senda vitoriosa e regressou a casa com um total de 21 medalhas: 18 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze! O Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho foi a casa dos mundiais de velocidade de 8 a 10 de junho e juntou 162 estudantes-atletas de 18 países.

 

 

O vento forte e a manhã nublada não conseguiram tirar o brilho à formação da Polónia que garantiu, nas três primeiras finais do dia, igual número de medalhas de Ouro. A supremacia polaca foi quebrada por Francisca Laia e Maria Cabrita que conseguiram a primeira medalha de Ouro dos Mundiais Universitários de velocidade para Portugal. A dupla nacional estava muito satisfeita, mas também surpreendida: “Os 500 metros nunca foram a nossa especialidade, este ano não treinámos esta distância e não estávamos à espera de chegar a uma medalha, muito menos a de Ouro.” Admitiu a olímpica Francisca Laia, que ainda acrescentou:“No fundo fizemos tudo bem, conseguimos sair bem, viemos sempre numa boa pagaiada e mantivemos o ritmo até ao fim. Pode ser um pouco exagerado, mas foi a prova das nossas vidas!”, concluiu Francisca. A dupla portuguesa juntou a este título, a Prata nos 200 metros alcançada na véspera e o Ouro que Francisca Laia conseguiu em K1 200.

 

 

A especialista portuguesa já espera um bom resultado, mas não deixou de frisar: “na linha de largada somos todos iguais, o lugar em que ficamos depende da prova que fazemos até à meta. E qualquer erro, sobretudo nos 200 metros, pode ser fatal!” Portugal fez-se representar nestes Campeonatos Mundiais com 24 selecionados e conseguiu 2 medalha de Ouro, 5 de Prata e 1 de Bronze.

 

 

Olhando para as contas do Mundial encontramos na Polónia uma recordista. Trouxe a maior representação - 26 estudantes-atletas - e conseguiu 21 medalhas. Até o selecionador Piotr Grochowski ficou espantado: “Isto é incrível! Esperámos ganhar algumas medalhas, mas nunca pensei que pudessem ser tantas!” O líder polaco explica o sucesso alcançado com “trabalho árduo, excelentes treinadores, mas também muita alegria naquilo que fazemos”, concluiu. A segunda seleção com mais títulos alcançados foi a Itália com 11 medalhas - 1 de Ouro, 5 de Prata e 5 de Bronze. A fechar o pódio coletivo ficaram duas formações com 8 medalhas: Portugal (2 medalhas de Ouro, 5 de Prata e 1 de Bronze) e a Hungria (1 de Ouro, 1 de Prata e 6 de Bronze).

 

Portugal teve pouco mais de três meses para preparar os Campeonatos, a FISU - Federação Internacional do Desporto Universitário depositou confiança nas cores nacionais e não se arrependeu. Foi um campeonato excecional!”, começou por dizer Kemal Tamer, represente do Comité Executivo da FISU, para acrescentar: “Portugal tem uma das melhores pistas de canoagem do mundo, a paisagem é maravilhosa e a competição foi muito boa, por tudo isto o Comité Organizador está de parabéns!Com os olhos postos no Brasil, Tamer não esconde “Gostava muito que alguns estudantes-atletas conseguissem bons resultados nos Jogos Olímpicos. Era bom para os atletas, para o país e também para a FISU.”

 

O próximoCampeonato Mundial Universitário de Canoagem realiza-se em 2018, em Szeged, na Hungria.

 

 

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