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1 de Maio de 2015, cidade de Lisboa

E decorreu hoje, a 34ª Corrida Internacional 1º de Maio


1389 atletas chegados à meta, entre eles eu, tendo sido exactamente o 1004º participante a cortar a meta.

 

15.040 metros corridos em 1h24m34s


Classificações no site da Organização, aqui

 

A Corrida


Organiza a CGTP, União dos Sindicatos de Lisboa e chegaram à meta este ano 1389 atletas. 

 

Entre eles lá estive. A comemorar um dia que não se pode esquecer. Pelo passado, pelo presente e pelo futuro.

 

Corremos. Parece pouco mas não é. A Corrida Internacional 1º de Maio continua a cumprir. Sem medalha, como já teve noutros anos, mas com a essência e o essencial.

 

Saímos do Estádio 1º Maio e descemos até à Praça do Comércio para retornarmos pelo Martim Moniz e fazer aquela interminável Almirante Reis sempre a subir. 

 

Queria conter-me na 1ª metade e só me lembrava que a prova não ia acabar ali como na semana passada. Teria de fazer o percurso em sentido ascendente e ia algo apreensiva mas as pernas iam soltas e não vi contenção nenhuma nesta rapariga, para variar. 

 

A Praça do Comércio está cheia de gente, que, nos aplaude entusiasticamente, coisa rara neste Portugal pequenino. Ganha-se mais ânimo para enfrentar a subida.

 

Os indianos e o cheiro a caril na rua, ia jurar que o senti, é o cenário envolvente. E eu vou bem. Subo bem. Bem significa aqui não haver uma quebra física nem mental daquelas que nos fazem questionar  porque teimamos estar ali. Mas não. Senti-me muito bem e soube sempre muito bem, durante a prova toda, o porquê de estar ali. E é por isto, pelas sensações e emoções vividas que só a Corrida me dá, que continuo sempre. Mais depressa ou mais devagar. E com uma companheira de Corrida acabada de encontrar só porque o ritmo era semelhante, fizemos mais de metade da prova juntas, sem combinar ou facilitar o que fosse. Até deu para conversarmos enquanto subíamos. Pelo menos no início, porque depois o melhor mesmo foi calar e continuar a subir, naturalmente ora puxando uma ora puxando outra. E desse forma lá chegámos juntas à meta e eu gostei desta entreajuda espontânea.

 

Na Meta encontro o meu pai, de máquina em punho, o meu amigo Zé Gaspar da AMMA, equipa incansável a fotografar e acarinhar os atletas. Pelo caminho, o Carlos, e amigos, sempre alguns amigos, não andasse eu nisto há décadas. 

 

A prova teve 2 abastecimentos de água, e mais água no final, assim como uma maçã. Todo o percurso bem marcado, sem trânsito e tivemos uma vez mais as ruas de Lisboa para nós. Adoro!

 

A Partida e a chegada dentro do Estádio dão sempre uma magnitude admirável ao momento.

 

As classificações colocadas on-line rapidamente. Um bom serviço. Controlo por chip colocado no sapato. 

 

Uma t-shirt de algodão entregue no levantamento do dorsal.

 

Tudo isto e muito mais, aquilo que vivi e não consigo exprimir em palavras, por um valor de inscrição de EUR 5,00. 

 

Nao tenho rigorosamente nada de que me queixar. Dou os parabéns e agradeço à CGTP manter esta Corrida de pé, onde eu estarei sempre que possa. 

 

Ana Pereira

http://mariasemfrionemcasa.blogspot.pt/

 


 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018 – 12:28:18

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