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VI GP da Arrábida

- E do VI Grande Prémio da Arrábida, o que contas?

 
- Adorei, como em todas vezes que o corri. Gosto de levantar os olhos, alcançar Palmela, saber que tenho de subir até lá e depois descer regressando ao ponto de partida. É como se fosse...simbólico, místico... não sei explicar muito bem, apenas sinto. Como se fosse conquistar o castelo e voltar, deixando-o lá intacto, tendo no entanto usufruído dele, sabendo-o lá, ali mesmo pertinho de mim, senti-lo respirar como eu, com as devidas diferenças, claro. Ofegante eu, sereno ele a contagiar-me a alma. Tocá-lo sem no entanto o devastar ou melindrar sequer. É assim o Grande Prémio da Arrábida. Leva-nos serra acima, primeiro em pelotão, pois atletas da organização, Lebres do Sado, impõem um ritmo mais lento aos atletas mais rápidos, obrigando o pelotão a seguir praticamente compacto até ao 2º km. Caminhos de terra, campo, e depois subir a serra. Palmela com o seu empedrado, alcatrão, agora a descer, para logo sermos de novo empurrados serra abaixo. Descida feita e um atleta amigo da montanha, vestido agora de empregado de mesa a rigor, oferece em bandeja uma prova de Moscatel, em copo pequeno como convém. E eram mais ajudantes. A oferecer Moscatel e línguas de gato (biscoitos). Até porque a corrida teve este ano o seu maior número de participantes e havia que dar conta de todos: cerca de 583 chegados à meta. E este ano pela 1ª vez, provei! "Ana! Tem de ser! Vá lá!" - e o copo estendido... oh pá, não resisti! Em dois golos, um por dentro outro por fora e lá segui com o esófago a arder, e um adocicado na boca que agora neste instante que escrevo me sabe imensamente bem, mas que a meio da corrida, nem por isso, mas no entanto, só a visão daquele cenário dá um ânimo e carisma muito especial à prova, não fosse o Moscatel representativo de Setúbal, terras das Lebres organizadoras. De novo nas ruas de Setúbal, uma breve passagem pela relva do jardim de Vanicelos, e somos canalizados para a Meta. No final temos no saco uma garrafa de Moscatel com o logotipo da prova, uma t-shirt e água. Tudo muito bem! Limitaram as inscrições e estas se esgotaram e houve ainda quem ficasse de fora a querer ir. Para o ano já sabem, é fazer a inscrição mais cedo (ouviste João?).
 
Gostei do percurso, com trânsito condicionado, apenas a tornar a prova ligeiramente menos agradável num curto trecho do percurso para os atletas mais lentos (saída de Palmela). Bem sinalizado, com abastecimentos de água, e muito bonito. Muita animação na Partida e na Chegada. As inscrições foram fáceis, a organização divulgou lista de inscritos, a entrega de dorsais foi rápida e eficiente, os resultados saíram rápido, e mais uma vez fico muito satisfeita por ter lá ido correr, recomendo a prova e para o ano quero de novo marcar presença! Houve ainda prémios por classificação por escalão, atribuídos no local. Ainda em simultâneo decorreu uma caminhada de 7 km, denominada com originalidade de "7 km ao seu ritmo". Na realidade, também fiz da minha prova "os 12.700 metros ao meu ritmo" e fiquei bastante satisfeita.
 
Corri os 12,700 Km da prova em 1h16m57s e para o ano lá conto estar de novo a correr.
 
Ana Pereira
 

 

 

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sábado, 15 de agosto de 2020 – 18:53:00

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