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A primeira experiência como repórter num Europeu de Corta-Mato

 

Há 10 anos que estou ligado ao mundo do foto jornalismo desportivo e somente hoje tive a primeira experiência de fazer uma reportagem de Corta Mato o “Spar - Cross Country Championships - Lisboa 2019”, prova essa de elevada importância a nível internacional.

 

Em idade escolar era um grande castigo pôr-me a correr, cheguei mesmo ter negativa a Educação Física por preguiça. Quando o professor nos punha a correr à volta do campo de futebol era o apocalipse e em grande. Mas curiosamente achava engraçado correr na mata da escola mais como prova de superação de obstáculos sem cair, ou seja passar por cima das raízes das árvores, pedras pelo caminho etc. mas nunca fiquei em bons lugares, era capaz sim de ficar no top 3 a contar do fim.

 

Quando cheguei ao mundo do atletismo comecei a gostar de fotografar os atletas a dar o seu máximo profissionalmente falando, outros simplesmente com objectivos de progressão gradual definidos, mas para mim cada evento é uma festa e a família do atletismo é uma grande família (aqui ao menos não se chamam nomes aos jogadores, aos árbitros, nem se atiram pedradas, nem é necessário escoltas policiais para prevenir desacatos).

 

A organização estava excelente, desde a acreditação de imprensa, ao Media Center, com toda a estrutura que uma prova internacional tem (os meus parabéns a todos os envolvidos), o Media Breefing para enquadrar a todos os profissionais de imagem como captar os melhores momentos sem interferir no trabalho de outras entidades em pista e na prestação dos atletas.

 

Bem, de início fui um pouco às cegas para um ponto, digo às cegas pois para mim qualquer ponto do percurso era estranho, mas com a orientação do Carlos, do Zé e vendo para onde os outros iam, comecei a perceber o percurso e idealizei o que eu realmente queria fazer e correu tudo muito bem.

 

Aquele ponto era bastante versátil, eramos muitos fotógrafos e alguns operadores de TV. Ninguém se atropelou, num espaço tão grande como não deveria de haver espaço para todos.

 

A pista era de relva lisa (comparando com a da minha escola, que era no mato da mesma), os atletas deram o seu melhor nas suas categorias, e uma das coisas que mais me impressionou pela positiva foi um atleta que ia desistir, foi puxado pelo braço por um atleta de outra nacionalidade, como quem diz “nem penses nisso, vamos lá correr mas é”… e lá foram os dois.

 

Houve alguns que não aguentaram e desistiram mesmo, mas faz parte em qualquer modalidade, em primeiro lugar está a saúde e quando o desportista vê que não deve continuar, tem que se respeitar isso.

 

No final fica a sensação de missão cumprida, com as calças cheias de um misto de relva e lama nos joelhos e nos calcanhares (o que um fotógrafo sofre para levar aos seus leitores as melhores imagens que pode fazer com amor e carinho).

 

Depois de um belo almoço, foi chegar a casa, banho  agora há que filtrar milhares de fotos para enviar para publicação.

 

Continuo a descobrir modalidades espectaculares para levar boas fotos aos nossos leitores, num ambiente de festa, alegria, sem violência e acima de tudo em família. Continuo a considerar a família do atletismo uma grande família.

 

Carlos Viana Rodrigues e Zé Gaspar quando é a próxima prova de corta-mato?

 

Texto: Pedro MF Mestre

 

Periodicidade Diária

terça-feira, 22 de setembro de 2020 – 11:39:50

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