18 anos ao serviço do Desporto em Portugal

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Visão do Boxerpa com Carlos Gaspar

AMMA: Conhecemos o Boxerpa em 2020 e tivemos agora oportunidade de conhecer a atividade no terreno.  Estamos com Carlos Gaspar, o treinador e presidente do Boxerpa. Qual o balanço destes anos de atividade desde que o Boxerpa foi criado?

 

Carlos Gaspar: O balanço, no meu ponto de vista, é impossível ver aqui uma parte negativa destes anos, desde 2012 estamos oficializados, embora o projeto tenha começado em no final de 2011 de uma forma muito rústica numa casa particular que eu tinha e depois colocou-se o projeto na Câmara Municipal, que foi aceite e em Março de 2012 passamos para o pavilhão e começamos a criar a estrutura e a receber as pessoas. Eu digo que é muito difícil pensar negativamente no balanço, porque nós fomos sempre avançando e fomos sempre crescendo. Nos dois primeiros anos, tivemos atletas que eram meramente praticantes. No final de 2012 tivemos a primeira experiência competitiva com os nossos primeiros três jovens: o Miguel Ramos, o Luís Filipe e a Liliana Gomes que fizeram uma pequena apresentação. A Liliana Gomes em 2013 continua a fazer o seu desenvolvimento competitivo, fica em terceiro lugar no campeonato nacional. E tudo isto numa terra, numa região de Setúbal ao Algarve, que é uma grande área geográfica, sem qualquer história ligada à vertente do Boxe Olímpico, sem nenhuma escola oficial de Boxe Olímpico na história do desporto. Praticamente houve uma experiência nos anos 70 que não resultou muito bem. Portanto tudo isto, é histórico e eu fico muito agradado e muito orgulhoso disso. Nunca existiu mas passou a existir tudo criado só de pessoas são atletas criados de raiz aqui dentro. Não há outros locais onde possam ter decidido a 30, 40, 50, 100Km de distância vir a Serpa. Se fizessem boxe a 100 km de distância e tivessem decidido vir para aqui, para o Boxerpa… para  isso Serpa não existisse sequer. Por exemplo, nas grandes metrópoles, isso é possível. Se nós estamos num clube em Odivelas e decidimos ir praticar para a Madragoa tudo bem,  mas aqui isso não é possível. Depois tivemos mais quatro atletas de competição, todos eles, com pódios, uma última grande experiência competitiva com Sandra Marques: 13 combates, 13 pódios, um mais baixo no terceiro lugar, quatro vezes Internacional no espaço de 1 ano e 3 meses salvo erro. Passamos a ser o segundo Clube, a segunda Associação desportiva, ou Clubística em Serpa na história do desporto desde 1975, depois do 25 de Abril com caráter Internacional da cidade de Serpa. A primeira é a patinagem que fez um campeonato mundial há uns bons anos atrás e agora é o Boxerpa que está inserido num conjunto que da última vez que nós fizemos a avaliação, seriam cerca de 14 modalidades desportivas: futebol, Ping-pong, andebol, karaté, ténis…  e nós  somos, portanto, a segunda entidade Internacional. Do ponto de vista em paralelo, continuamos a trabalhar noutras áreas, os atletas recreativos e acabamos depois, em 2014, criarmos o nosso primeiro programa de apoio social de nome “Cuidar de Mim”  em que recebe, jovens e adultos em processos de reabilitação e reestruturação da sua vida os mais pequenos até aos 12 com dificuldades de sociabilização com os outros, até aos 17, 18, vai desde os consumos de substâncias a rebeldia própria da Juventude e depois os mais velhos, já, portanto, os adultos, que o foco realmente é a reestruturação e reabilitação depois de processos de depressão pronto.

AMMA: Nesses projetos de intervenção social também têm um muito interessante que vocês trabalharam em conjunto com outras entidades, na parte da  violência doméstica.

CG: Sim, foi criado depois passado dois anos. Foi criado outro projeto porque nós, entretanto, diversificamos as modalidades aqui no Boxerpa, que existe uma modalidade fitness, temos uma sala de musculação. A base era e é o boxe, há-de ser sempre o Boxe Olímpico, mas entretanto foi criada também foi criada também uma aula de defesa pessoal. Atrás dessa aula de defesa pessoal veio mais uma ideia do ponto de vista social de apoio social que e criou-se um programa estruturado, devidamente estruturado e aceite pelas entidades policiais e autoridades e portanto, tomam conta do assunto da violência doméstica e criámos chama-se ISA “Intervenção para a Segurança no Amor”, e  foi um projeto que também teve bastante impacto aqui na cidade e aqui na região.

 

AMMA: Como é que vocês estão de apoios neste momento?

CG: Bem, nós fomos apoiados desde o princípio, mesmo com todos os ziguezagues do Covid e alguns balanços que que que que se possa que possam ter acontecido, mas sem dúvida nenhuma, a Câmara Municipal de Serpa e a Junta de Freguesia de Santa Maria são realmente o impulso e o que torna capaz de nós continuarmos a fazer o que estamos a fazer. Porquê? A Câmara Municipal de Serpa cede um espaço a custo zero. Seria totalmente impossível num numa cidade com 8000 pessoas, no qual os rendimentos mensais são todos muito baixos, vai tudo na casa do ordenado mínimo e muitos deles com subsídios de apoio do Estado e outros tantos desempregados ou com trabalhos sazonais, estar a fazer aqui, estar a ter um espaço onde se pagasse água, luz e jamais seria a mensalidade que que nós temos aqui. A mensalidade é meramente simbólica, porque também precisamos de comprar materiais e precisamos ter algum dinheiro em caixa. Eu costumo dizer em forma de brincadeira, se nós tivéssemos um subsídio anual robusto, nunca iríamos durante os 12 meses do ano pedir dinheiro às pessoas para virem cá. Abriríamos as portas gratuitamente. Iríamos trabalhar como se estivessem a pagar a mensalidade. Isso também não é possível porque as autarquias também têm os seus limites. Houve um grande aumento de recrutamento de entidades privadas na altura em que tivemos no auge da nossa competição, em que a Sandra estava realmente no plano Internacional em que a Liliana fez a competição Nacional, o João Caixinha também, que na altura, como Júnior, também ficou em segundo lugar no Campeonato Nacional. Janice Rodrigues também fez um belo Campeonato Nacional, ficando em primeiro lugar em Guimarães… portanto este palmarés da competição e acaba também por convidar e seduzir entidades privadas. Tivemos no nosso ponto mais alto, cerca de 14 entidades privadas a apoiar-nos uns quando nós saíamos, outros a darem-nos apoio anual, portanto é, como eu estava a dizer, é impossível fazer um balanço negativo deste projeto, mesmo na altura do Covid, quando tudo parecia, parado, conseguimos ir mantendo algumas pessoas aqui, com muitas restrições. A direção fez todos os possíveis por manter o Clube vivo. Porque foi uma altura extremamente difícil para nós e para todos. E hoje ainda cá estamos de 2012, oficialmente, até 2023.

 

AMMA: Novos projectos que estejam em calha?

CG: Bem novos projetos, temos sempre em cima da mesa todos os anos: o desejo de fazer aqui uma Taça de boxe, um torneio de boxe que poderíamos chamar, Taça Serpa ou algo do género, Torneio Serpa “Serpa Terra forte”, que é um dos motes aqui da cidade em que se fala nisso. É um projeto um pouco audaz, porque envolve uma despesa substancial também o facto de estarmos longe de tudo o que são cidades importantes, obriga também uma logística quer dos árbitros, quer dos dirigentes, quer das próprias equipas para conseguir fazer algo com alguma qualidade como se fez em 2012, quando tivemos apoio do Paulo Seco e que conseguimos fazer o Campeonato Nacional de Boxe aqui em Serpa.

 

AMMA: Ainda em voltando um pouco atrás, a parte da intervenção social. Ontem tivemos no centro de Paralisia Cerebral de Beja. Como é que surgiu a ideia de ir lá?

CG: Bem a ideia surge, como todas as ideias que nós temos, nós não estamos só receptivos a receber convites, como também procuramos novas oportunidades. Não nos deixamos ficar ali no limbo, o que acontece acontece e depois logo veremos. Neste caso, foi através de uma situação mais particular, portanto, a companheira do nosso Vice-presidente do Alexandre Coelho, trabalha na instituição e em conversa em conversa privada entre eles, surgiu esta esta ideia: “porque não passam por cá?”. O Alexandre rapidamente passou, a mensagem e eu como Presidente, dinamizador e um pai da instituição, rapidamente aceitei. A partir daí, foi tudo estruturado, desenvolvido, fomos até lá ver como é que as coisas estavam e ontem foi mais uma alegria que demos aos outros, que quando damos alegrias aos outros, temos alegrias a nós próprios também. Ter só serve para dar. Portanto, correu muito bem, foi mais uma pequena grande glória que que trouxemos connosco e que deixámos lá com eles num momento diferente e bom.

AMMA: Neste momento estão a trabalhar alguns atletas para competição?

CG: Bem neste momento temos um atleta previsto, que já tem 2 combates. Ele é o Luís Martins. É um atleta sénior, que por algumas dificuldades até mesmo logísticas, porque o Luís não é de Serpa é de Moura, preparar um atleta de competição no boxe não é muito possível ou pelo menos não será muito ético no ponto de vista de trabalho. Não é um trabalho muito bem feito se esse atleta, por exemplo, treinar só 2 ou 3 vezes por semana. Uma pessoa, um atleta de competição que faz boxe de competição, tem devido à dificuldade e à especificidade da modalidade, tem obrigatoriamente que estar acompanhado e treinar todos os dias em preparação para a competição que vai ter. O Luís Mora a 30 km de Serpa cada vez que tem que vir faz 60 km com os preços dos combustíveis e tudo mais. Portanto, as coisas não se tornam tão fáceis quanto isso. Depois também temos a logística do treinador de boxe, que neste momento, por questões pessoais e profissionais teve que se deslocar até a capital até Lisboa, o que faz com que não esteja tanto tempo em Serpa e também não consegue dar grande saída ao desejo que ele tem, que o Clube tem, que o Boxerpa tem e que o Luís também tem de voltar ao ringue. Estamos a trabalhar isso, vamos ver se em Janeiro conseguimos ter as coisas prontas para o Luís retomar a situação competitiva dele. E estamos a trabalhar nisso.

 

AMMA: Um curiosidade sobre as vossas aulas, que são dadas a uma forma muito dinâmica, são acompanhadas de música. Isso tem alguma algum impacto no desempenho do treino deles?

CG: Bem, o boxe há uns largos anos é chamada de nobre arte. Arte de paliar com os punhos, não é como dizem os espanhóis, portanto, de lutar em termos competitivos e desportivos somente com os punhos. É como todas as artes e as artes para ser considerada uma arte, tem que ter algumas qualidades. O boxe é espectáculo, o boxe é ritmo, o boxe é equilíbrio, o boxe é técnica, o boxe é condição física e condição psicológica. A música nos treinos dá realmente um alento especial, com muito ênfase quando se pede aos atletas um aumento de nível de ritmo. A sala não fica tão vazia, não fica tão despida entregue aos sons somente da respiração e do batimento dos sacos. Acaba por ter por ter por trás um estímulo, uma dinâmica em que é totalmente psicológica e incentivadora. Portanto, os nossos treinos têm música, não somos os únicos a usar música nas salas de boxe. Às vezes também não têm. Também não têm, porque se o trabalho tiver que ter uma especificidade mais técnica, onde claramente se percebe que a música vai distrair o praticante de uma tarefa que tem que ser mais cuidada essa música ou é reduzida ou é retirada. No entanto, por exemplo, no trabalho de pés um rock não serve, mas a música cubana é perfeita.

 

AMMA: Cada tipo de treino poderá ter o seu estilo de música?

CG: Exatamente.

 

AMMA: Para desmistificar, deixo-lhe a questão: O boxe é um desporto violento?

CG: Bem aqui há sempre uma grande confusão quando se fala, não só no boxe mas nas artes marciais e nos desportos de combate. Temos que definir o que é que a agressividade e violência ok? O nome de violência é algo que se caracteriza por qualquer coisa nociva e patológica ok? Um indivíduo violento é um indivíduo doente, que tem que ser claramente ajudado e que tem que se reorganizar em relação a isso. A violência é um problema. É um problema de saúde psicológica. A agressividade, não. A agressividade, sendo gerida, controlada e ensinada a agressividade em todos os aspetos, seja na componente mais física, seja também em trabalhos mais lúdicos. Só temos a ganhar em sermos agressivos na altura certa, no momento certo e na proporção certa. E eu vou dar aqui um exemplo que eu costumo dar sempre que explico aos pais que chegam aqui preocupados em relação a violência: “Ah o meu filho, já é violento e agora vem para aqui ainda vai ficar pior”… e eu pergunto: “Mas o seu filho é doente? Já algum médico lhe passou um papel, uma certificação em como o seu filho é violento?”, “Não ele disse só que é agressivo”. Pronto, muito bem. Então isto funciona assim, vamos imaginar que vamos a uma entrevista de trabalho. Temos um indivíduo claramente pacífico de mãos em baixo, cabisbaixo, é pacífico, não é agressivo, não é violento, é pacífico. Temos um indivíduo com uma atividade extraordinária de olhos muito abertos, em que procura ter as respostas na ponta da língua e mostrar bastante dinamismo  sobre aquilo que é colocado do empregador. Um empregador irá olhar com melhores olhos para quem? Para o indivíduo que é mais dinâmico ou para o indivíduo que é mais passivo? Provavelmente, porque acho que podemos concordar, com o que o mais dinâmico, cativa mais. Essa dinâmica é um estilo de agressividade positiva. É uma agressividade positiva, colocada na altura certa, que que vai beneficiar aquela entrevista. A agressividade pode perfeitamente ser vista como isso é um estímulo que não é uma doença. É um estímulo que por vezes é confundido com a violência, porque não está gerido, como não está gerido, não está controlado. Há depois a sensação que a pessoa é violenta. Estando gerido e controlado, a agressividade é algo bastante positivo. A violência é uma patologia psicológica.

AMMA: Ou seja, nessa linha de pensamento, podemos ter aqui crianças, atletas de todas as idades, sejam homens ou mulheres, porque o boxe, não é violento, é uma situação que estimula a agressividade positiva?

CG: Sim há o grande trabalho em relação a esse assunto delicado, de se o praticante é violento ou se é agressivo de forma descontrolada. As salas de boxe, como todas as salas de desportos de combate, de artes marciais, tem um papel extremamente importante nisto tudo. O treinador é sem dúvida nenhuma  quem vai marcar a diferença toda, porque é preciso desmistificar dentro da sala de aula com a pessoa em questão o que é que se passa e qual é que é o desequilíbrio na gestão da agressividade que essa pessoa tem. Ao apresentarmos isso de forma clara e honesta, vamos e vamos dar à pessoa uma visão dela própria, que ela própria também poderia eventualmente não ter. Nós nunca pedimos, não queremos a agressividade dentro do bolso. Queremos é indivíduos controladamente agressivos, em que percebam quando é que podem ser mais dinâmicos e onde podem apresentar essa agressividade para aquilo que querem fazer no seu dia a dia, na sua parte profissional, o seu carácter e que consigam diferenciar quando é que quando é que não precisam de usar, não é?

 

AMMA: Ou seja, trabalhar a agressividade positiva.

CG: Exatamente a agressividade não tem que ser vista de uma forma de forma nenhuma, como um aspecto negativo. Que seríamos nós na nossa vida, no nosso cotidiano, até mesmo na nossa profissão, se volta e meia não tivéssemos que nos animar um pouco mais do que é normal puxar a nossa agressividade no sentido de conseguir atingir objetivos que não são objetivos fáceis de atingir se formos pessoas passivas naquele momento, não iríamos conseguir atingir. Temos depois é que voltar ao planeta Terra, como se costuma dizer, não é? Temos que voltar novamente para nós. Temos que mesmo na altura em que estamos a ter aquele processo de dinâmica mais acentuada, não é? Saber, mantemo-nos lúcidos e isso é perfeitamente trabalhável numa sala de boxe, isso tem a ver também com a educação e com a cidadania.

 

AMMA: O que é que gostava de ver no boxe em Portugal?

CG: Gostava de ver… o boxe é um desporto de cavalheiros. Sempre foi há centenas de anos, que é aliás até ao séc. XVIII, salvo erro e não queremos estar aqui cometer uma gaffe grave. Só podia ser praticado pelos cavalheiros. O povo não podia, em Inglaterra, não podia praticar boxe. Era um desporto de cavalheiros. Como todo o desporto de cavalheiros isto traduz-se logo, tem que ter ética, tem que ter regras e tem que ter educação. Pondo isto num plano assim mais caricato, mais Terra-a-Terra. “Pá Malta pode-se andar ao murro, mas com educação”. Pronto e o boxe precisa sempre muito disso. O boxe precisa de ser jogado bem, jogado bonito, tecnicamente bem feito. E não precisa do rufias no boxe, o boxe precisa de pessoas psicologicamente equilibradas, atletas que são sempre mais tarde, excelentes atletas que o boxe é bastante exigente, e que possam dar alento à modalidade. Eu acho que isso é o principal tudo o resto de bom virá por acréscimo.

AMMA: Vocês, além de do boxe, também têm outras modalidades no Boxserpa.

CG: O projeto Boxerpa quando foi feito e pretendeu-se dar um apoio, um apoio estratégico ao boxe, uma vez que na altura não se sabia muito bem o que é  que iria acontecer. Uma modalidade como o boxe num local onde nunca existiu na História da região do Alentejo por completo, portanto, foi sempre uma incógnita. Então começou-se por também pensar um bocadinho no futuro. No futuro do que é que poderia eventualmente, se alguma coisa não corresse muito bem. Então foi criada, paralelamente, uma modalidade fitness em que pudesse também contemplar a prática desportiva e física no geral e foi criada depois mais tarde ao longo de uns bons anos, porque é bastante dispendiosa, uma sala simpática, não muito grande de musculação. Portanto, neste momento temos o Burn fit, que é um treino físico ao estilo militar, com sala de musculação incluída. Temos uma sala de musculação que funciona, mas que devido ao espaço exige que haja um limite de pessoas, e temos Boxe fit, há pouco tempo que implementámos o Boxe fit. Tivemos uma passagem de 3 ou 4 anos também aqui com a modalidade de Krav Maga, no qual aqui também graduamos quatro atletas, e temos o boxe o Boxerpa é uma escola de boxe, portanto temos o nosso grande valor competitivo é o Boxe.

 

AMMA: O convite para as pessoas virem aqui ao Boxerpa…

CG: Bem é o convite sai para uma cidade. É uma cidade simpática. É uma cidade em que se chega à sexta-feira, para quem vem de visita chega-se bem à sexta-feira para que pernoite de forma economicamente barata, come-se muito bem em Serpa. Pois podem vir aos sábados e aos domingos, às 17:00 fazer treinos gratuitos aqui. A sala é completamente equipada com um pequeno ringue no meio e o treinador é um treinador da Federação Portuguesa de Boxe, o Clube é Internacional. A terra é serena é e portanto tem todo o clima para quem queira vir passear e fazer desporto ao mesmo tempo a passar por cá.

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

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sexta-feira, 21 de junho de 2024 – 20:45:14

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