O objectivo do FOrA é divulgar tradições e encorajar o diálogo inter-geracional, sensibilizando a população para o carácter volátil mas dinâmico de uma herança que traça indelevelmente o perfil da nossa identidade – complexa, repleta de nuances, em constante mutação como as palavras que voam de boca em boca ou o conto a que se acrescenta sempre mais um ponto.
Este ano, a História Oral abre o Festival da Oralidade do Algarve com o encontro científico Se a memória não me falha... História Oral: metodologias e boas práticas, um espaço de debate e de apresentação das mais recentes tendências e projectos desenvolvidos neste campo em Portugal, o qual se realizará no dia 10 de Maio no Museu Municipal de Portimão. Com a participação de investigadores e responsáveis por museus e arquivos de todo o país, este encontro irá reflectir sobre os principais desafios e oportunidades que se colocam actualmente à prática da História Oral, através da partilha de experiências e ideias sobre métodos de recolha, organização de arquivos e diálogos possíveis com outras disciplinas como a Museologia ou a Arqueologia. O encontro prolongar-se-á na manhã de dia 11 de Maio, no Espaço Raiz (antiga escola primária da Pedra Mourinha), com a acção de formação “História Oral: ferramenta ocasional ou indispensável? Questões práticas”, a cargo de Rui Aballe Vieira, investigador do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa. Esta é uma parceria entre a Associação Teia D'Impulsos e o Centro de História d'Aquém e d'Além Mar da FCSH/NOVA, Universidade dos Açores, com o apoio do IHC (FCSH/NOVA), da Fundação para a Ciência e Tecnologia, da Direcção Regional de Cultura do Algarve, da Câmara Municipal de Portimão e da Rede de Museus do Algarve.
Ainda na noite de 10 de Maio, pelas 21.30, a abertura oficial do FOrA acontecerá no auditório do Museu de Portimão com o concerto dos OrBlua. Carlos Norton, Inês Graça e Nuno Murta dão corpo a este trio de músicos multi-instrumentistas que concilia o tradicional com o contemporâneo e o experimentalismo. Projecto criado em 2011, o seu último álbum, Retratos Cinéticos, continua a seguir a trilha de “uma sonoridade lusa que cheira a Algarve, a mar, a serra, a mediterrâneo, a europa, a mundo que recolhe cheiros, cores, histórias, memórias, paisagens e sonhos”.
Todos os eventos são de entrada gratuita. Poderá inscrever-se no encontro Se a memória não me falha... no website www.teiadimpulsos.pt.
Encontram-se igualmente abertas as inscrições (gratuitas) para a Oficina de Contadores de Histórias, com Ana Machado (Teatro Experimental de Lagos), que se realizará no dia 11 de Maio, no Espaço Raiz, a partir das 17.00. Não perca esta oportunidade de aprender a arte de bem contar uma história!
E este é apenas o começo do FOrA. Muitas mais novidades acontecerão neste festival cujo programa completo será revelado em breve. Por isso, marque já na sua agenda um encontro com o património oral do Algarve entre os dias 10 e 14 de Maio.
Venha ao FOrA e fique por dentro!