Kusama e Warhol: o maior roubo da pop

 

O espectáculo estreia dia 18 de maio 2019 no Quartel das Artes, em Aveiro; e a 7 e 8 de Junho de 2019 em Lisboa, no Centro Cultural Carnide. Sobe ainda à cena dia 29 de Junho de 2019 no Grande Auditório do Fórum da Maia, no Porto.

 

Depois da história de Frida e do sucesso do espectáculo Não Kahlo, as produções D. Mona preparam-se para estrear uma nova produção: O espectáculo Kusama e Warhol: o maior roubo da pop abre uma fenda sobre a enfermidade psicológica da artista Yayoi Kusama e da sua obsessão com a repetição de padrões e imagens, ideia lançada na década de 60 pela artista japonesa e que, Andy Warhol reproduziu nos anos seguintes, revolucionando a história da pop arte com obras que reproduziram ícones como Marilyn Monroe, as latas de sopa Campbell ou as garrafas da Coca-Cola. A rivalidade entre Kusama, atualmente com 89 anos, e o pintor e cineasta americano Warhol, marcou o movimento estético de massificação da cultura popular capitalista – pop arte. A dupla de artistas rivais mais conhecida do movimento Pop, Yayoi Kusama e Andy Warhol, esteve no centro da polémica em torno daquele que foi um dos maiores roubos na história da viragem artística pós-moderna.
 
O espectáculo apresenta-se enquanto um espectáculo multilingue (falado em português, espanhol, inglês e japonês), reivindica o hibridismo enquanto vanguarda numa época marcada pelo fim da arte e dialoga com o imaginário cinematográfico de Tim Burton. Kusama e Warhol, a partir de um universo real e o onírico e de um diálogo com o surrealismo, dá luz à famosa obsessão com os polka-dots de Yayoi Kusama, à sua relação conflituosa com Joseph Cornell ou à estreita amizade com Donald Judd, e à hipocondría de Andy Warhol, recuperando cenas como a célebre imagem de Warhol a comer um hambúrguer ou a sua morte fugaz aquando do tiro disparado por Valerie Solanas.

 

Kusama é obsessiva. Roubou o círculo negro de Malevitch e repetiu-o compulsivamente. 
Warhol é hipocondríaco. Espirrou em cores Marilyn Monroe nos outdoors de Nova Iorque. 
Kusama sofre do complexo de Narciso. Falsificou as libras de Inglaterra e timbrou-as com o seu semblante.
Warhol está sempre indisposto. Comeu os tomates da sopa Campbell e vomitou-os contra a crítica. 
Kusama é excêntrica. Calçou o sapato de Joana Vasconcelos para dar um pontapé no príncipe encantado. 
Warhol é um tanto histriónico. Exagerou a vaca de Marc e imprimiu-a em cor-de-rosa.
Kusama é definitivamente impulsiva. Assaltou o closet de Cruella e fez de Grimhilde a sua estilista pessoal.
Warhol é psicótico. Copiou o sorriso de Shining e atirou Duchamp e Tzara para a cadeira eléctrica.
Kusama e Warhol são… a dupla perfeita. Um quadro. Dois rivais. Várias patologias. Mirror, mirror. Who's the most famous of them all?
 
Produção: D. Mona
Texto e encenação: Mónica Kahlo e Sílvia Raposo
Com: Mónica Kahlo, Sílvia Raposo, Anabela Pires e Margarida Camacho.
Apoio técnico: João Gabodes Sousa
 
SOBRE AS PRODUÇÕES D. MONA  
 

D. Mona é uma cooperativa teatral, criada pela encenadora e actriz Mónica Kahlo e pela antropóloga e investigadora Sílvia Raposo, reivindicando um espaço de reflexão e experimentação artísticas. Mónica Kahlo e Sílvia Raposo são doutorandas em artes performativas e trabalham como criadoras desde 2014.

 

O trabalho da companhia foi apelidado pela crítica como "una propuesta valiente y arriesgada, apuesta por la diversidad en la forma y el contenido, la fuerte carga visual y la experimentación, y aunque se mueve en un terreno complejo, la propuesta nos ofrece diversos puntos de interés y originalidad, así como un acercamiento a la realidad teatral y cultural de otros países" (Crítica Estrella Savirón para a Revista Agolpe de Efecto, Madrid).  

 

 

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