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Congresso 100 Anos de Atletismo: Cumpriu-se o evocar de um século de história com futuro

A Faculdade de Motricidade Humana, em Oeiras, acolheu este fim-de-semana o Congresso 100 Anos de Atletismo, numa organização da Federação Portuguesa de Atletismo, com o mote “um século de história com futuro”.
 
A atividade, inserida nas comemorações do centenário da FPA, que não se pôde realizar em 2021 devido às restrições impostas pela pandemia, cumpriu a vontade desta instituição de evocar um século de história de treino de atletismo, mas com os olhos postos no futuro. Depois de mais de duas dezenas de sessões, que contaram com a contribuição de meia centena de especialistas nacionais e internacionais das mais variadas áreas, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Jorge Vieira, disse não ter dúvidas de que esta foi “uma missão cumprida”.
 
“Estamos muito satisfeitos com a qualidade científica deste Congresso e com a aprendizagem que foi proporcionada a todos os que se juntaram a nós neste fim-de-semana. O programa foi abrangente e não se limitou ao treino. Foi possível falar da organização da modalidade a nível regional, nacional e internacional; dos desafios trazidos pelas várias “frentes” que o atletismo inclui e do qual é produto: crianças, atletismo no feminino, running, trail, adaptado. Foram recordados muitos momentos marcantes, durante as sessões, mas também nos períodos previstos para partilhas informais; ficou claramente traçado o estado da arte na modalidade; e, sem dúvida, lançou-se aqui o futuro e o que queremos que seja o atletismo nos próximos cem anos”, resumiu Jorge Vieira.
 
Passando em revista este segundo dia de Congresso, a manhã foi dedicada a temas relacionados com a organização da modalidade e as suas especificidades, a começar pelo atletismo regional com a mesa-redonda “Limites, desafios e soluções do atletismo regional”, moderada pelo Cocoordenador do Departamento, Coordenador dos Centros de Formação & Desenvolvimento, Ligação a DTR e Desporto Escolar, José Costa, que contou com a participação dos presidentes das Associações Regionais e Distritais de Atletismo do Porto, de Leiria e de Vila Real, respetivamente Bernardino Alves, António Reis e Jorge Ribeiro. Também a mesa-redonda “Atletismo Regional – Respostas Técnicas”, que contou com a participação dos diretores técnicos regionais Filipe Silva (Porto), Rui Costa (Algarve) e Raimundo Esteves (Viseu) e a moderação do diretor técnico nacional, José Santos, abordou as questões associadas à modalidade ao nível regional.
Entre estas duas mesas, e porque um atleta nunca é só um atleta, juntaram-se a este congresso Marta Onofre, recordista nacional de salto com vara, médica e mãe; Hélio Fumo, atleta profissional de trail running, criador da marca #fazfumo, fundador da Associação Hélio Fumo, licenciado em Psicologia, pasteleiro, marido e pai; Francis Obikwelu, vice-campeão olímpico e recordista nacional de 60, 100 e 200 metros, campeão do mundo master de 60 metros, coach, marido e pai; e Jorge Vieira, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, mentor do projeto Crianças em Forma, da FPA, e do desenvolvimento e promoção em Portugal do programa internacional The Daily Mile. “Um atletismo… várias frentes” foi o tema em cima da mesa, que, através da partilha de experiências e conhecimentos destes convidados, foi possível mostrar que o futuro tem de passar por um atletismo cada vez mais democrático, inclusivo e solidário, que não perde a sua essência, mas abraça toda a sua comunidade; um atletismo que começa na base, pelas crianças, que lhes dá substância para crescerem, apoio para falharem, aprenderem com os erros e superarem-se, que aplaude os campeões olímpicos, do mundo, europeus e das corridas informais e que tem lugar e desafios à altura de quem já muito fez pela modalidade e conquistou para Portugal.
Tecnologias e Equipamentos no Atletismo (Como medir o Atletismo) foi o tema que encerrou a jornada matinal, com Paulo Oliveira a moderar o Oficial Técnico Internacional da World Athletics, Samuel Lopes, e o investigador espanhol Pedro Jiménez-Reyes, numa sessão que colocou em evidência os desafios de aplicar as regras da modalidade e de garantir a justiça e a credibilidade na utilização dos sistemas de medição disponíveis, os quais estão em constante aperfeiçoamento e evolução, tal como as próprias regras definidas pela World Athletics.
Logo a seguir ao almoço, a primeira parte do programa da tarde focou o Desporto Escolar; a ligação da modalidade à Universidade; e o Atletismo Adaptado, temas abordados, respetivamente, por: José Costa (moderador), António Beça e Rui Norte, treinadores e professores, e Rui de Carvalho, coordenador nacional do Desporto Escolar; Jorge Vieira (moderador), Paulo Martins (FMH), Jorge Proença (Universidade Lusófona) e Filipe Conceição (FADEUP); e Luís Figueiredo (moderador), José Lourenço, presidente do Comité Paralímpico de Portugal, e José Silva, responsável pelo atletismo adaptado na FPA.
 
Na última parte deste Congresso foram recebidos convidados de peso, a começar pelo alemão Gunter Lange, que iniciou e encerrou a tarde, primeiro com a preleção “Adaptation Based Training”; e depois “Taxonomy (adaptation) – Means & Methodos”. Também os espanhóis Pedro Jiménez-Reyes e Juan Carlos Alvarez voltaram a intervir neste Congresso, desta vez, respetivamente, sobre o “Desenvolvimento e monitorização da Força Rápida” e “Planificação do Treino ‘O último mês’”. Paulo Armada da Silva proferiu a palestra “O Cérebro e as Neurociências – Desafios para o Treino e para o Desempenho”.
 
Fotos: FPA/Marcelino Almeida
 

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segunda-feira, 4 de março de 2024 – 12:25:03

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