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Campeonato da Europa de Equipas: A surpresa do meio-fundo português

 

Triunfo de Isaac Nader e três segundos lugares de Salomé Afonso, Auriol Dongmo e Pedro Pichardo os pontos altos da segunda jornada do Campeonato da Europa de Equipas

 

Portugal fechou as contas da sua histórica participação no Campeonato da Europa de Equipas (Super Liga) com o sétimo lugar. A prova, que decorreu este fim-de-semana no Estádio Nacional da Silésia, conheceu como campeão a Polónia, que venceu pela segunda vez consecutiva.


Com uma segunda jornada em que se anteviam melhores resultados, o mais significativo surgiu do meio-fundo curto, com um triunfo na corrida de 3 000 metros, prova muito tática, como é habitual. Mas o representante português, Isaac Nader, depois de liderar na parte inicial esperou pela última volta para jogar a sua cartada, exatamente a que é habitual nos seus adversários de hoje, especialmente o espanhol Adel Mechaal. A 250 metros do fim, Nader acreditou no triunfo e partiu para a liderança terminando a prova no primeiro lugar, dando a pontuação máxima a Portugal.

 


«Foi um triunfo que deu muito trabalho. Tal como ontem aconteceu nos 1500 metros esta prova foi muito tática. Sabia que a faltar perto de 1 000 metros para o fim ‘começaria’ a corrida, poupei-me um pouco no início, para não me desgastar, felizmente hoje deu para ganhar e dar o máximo de pontos para a equipa», disse-nos o atleta no final, que adiantou ser esse «o objetivo principal das duas corridas. Ontem [nos 1 500 metros] não correu tão bem, apesar de acabar forte, mas hoje consegui ganhar».


O sentimento de que poderia vencer chegou «a faltar 400 metros, estava dentro da corrida, e nos 250 metros senti que era minha, tinha a certeza disso, sabia que estava bem e fresco».

 


Outra atleta do meio-fundo curto, Salomé Afonso também esteve em grande plano e foi segunda na prova de 1500 metros, derrotando várias atletas com maior palmarés. Mas a jovem atleta (23 anos), 24 horas depois de um recorde pessoal nos 800 metros, admitiu estar num «momento muito feliz na vida, tendo em conta que estou num novo percurso, tenho um novo treinador, o Rui Silva, e fico muito feliz por conseguir refletir todo o trabalho desenvolvido nos últimos tempos, nestas duas provas. Ontem foi um grande presente [o recorde pessoal de 2.04,04 minutos aos 800 metros] e hoje, sendo corrida tática, senti-me muito bem e pude corresponder à exigência».


Sendo que estas corridas são muito táticas, «são frustrantes por um lado, mas também emocionantes. As marcas podem não significar muito, tudo pode acontecer, mas como senti estar muito bem, decidi no momento atacar e conseguir o melhor resultado, que me deixa muito orgulhosa».


Dois outros segundos lugares estavam reservados para Portugal, um deles no lançamento do peso feminino. Abrindo com 18,54 metros, Auriol Dongmo viu depois a alemã Sara Gambetta passar-lhe à frente com 18,67 m. Foi fazendo a sua prova e, no terceiro lançamento, alcançou os 18,74 metros, mas a alemã melhorou essa marca por um centímetro! Na ronda final, Auriol não conseguiu melhorar e terminou na segunda posição.


«Às vezes acontece», referiu analisando o resultado. «Esta competição foi muito difícil para mim, não por causa do frio, mas em termos de concentração não foi igual ao que é normal. O segundo lugar também não é mau, não vou colocá-lo no lixo».
Estava dado o mote e Pedro Pichardo também acabou em segundo lugar no triplo salto. Pichardo tem uma longa corrida de balanço que começava na outra caixa de saltos e não havia nenhum tapete de tartan que ele pudesse utilizar. Abriu o concurso com 17,01 metros, mas depois foi colecionando nulos e viu o alemão Max Hess saltar 17,13 metros no último ensaio, que ditou o triunfo do alemão.


Quanto aos restantes portugueses, destaque para os recordes pessoais alcançados por Nuno Pereira, nos 800 metros (1.48,13 minutos), e por Abdel Larrinaga, nos 110 metros barreiras (13,81 segundos – vento: -0,3 m/s). Houve duas atletas que conseguiram as suas melhores marcas do ano: Anabela Neto, com 1,81 metros no salto em altura, e Cláudia Ferreira, com 52,68 metros no lançamento do dardo.

 

Classificação coletiva final: 1.º Polónia, 181,5 pontos; 2.º Itália, 179; 3.º Grã-Bretanha, 174; 4.º Alemanha, 171; 5º Espanha, 167; 6º França, 140; 7.º Portugal, 97,5.

 

 

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terça-feira, 28 de setembro de 2021 – 13:26:59

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