Piloto da Yamaha Ténéré continua em 6º da classificação Geral no Africa Eco Race e é 4º da Classe
António Maio, com a sua Yamaha Ténéré, entrou hoje na Mauritânia naquela que foi a sexta etapa da 17ª edição do Africa Eco Race. Uma jornada que ligou Dakhla a Chimi num total de 590 quilómetros, dos quais 153 foram cronometrados, muito rápidos, mas também muito exigentes na navegação. O heptacampeão nacional de todo-o-terreno manteve o 6º lugar absoluto e a 4ª posição entre os pilotos que competem com motos com mais de 650cc, depois de ter averbado o décimo tempo numa etapa onde voltou a ter problemas com o Stela.

“Foi uma etapa muito rápida com um setor seletivo com 150 quilómetros onde, infelizmente, voltámos a ter problemas com o Stela. Os responsáveis pelo equipamento estão agora a substituir toda a cablagem porque deve ser daí que vêm os problemas. Foi muito complicado. Fui o quarto a partir, mas aqui os rodados veem-se muito pouco e temos de vir sempre a navegar. Foi difícil, a etapa era muito rápida, tivemos ainda alguma areia, pequenas dunas, mas com algumas lombas que exigiam atenção. Foi um dia muito longo. De Dakhla até à fronteira da Mauritânia foram quase 500 quilómetros e depois a passagem de Marrocos para a Mauritânia foi um filme. Espero que a questão do Stela fique resolvida, porque amanhã, partindo de décimo e tendo uma especial longa, pode ser bom para melhorar a nossa classificação”, referiu em Chimi, na Mauritânia, o piloto da equipa Yamaha Rally Team, António Maio.
Com 462 quilómetros e totalmente disputada ao cronometro, a etapa que amanhã liga Chimi a Aidzidine será um verdadeiro dia de navegação: trilhos ténues, uma mistura de areia, erva-camelo e zonas mais complicadas, além de troços fora do trilho que exigem decisões ponderadas. A linha férrea torna-se uma referência fundamental… antes das primeiras travessias de dunas da Mauritânia, muito diferentes das de Marrocos. O troço final torna-se mais rápido, com terreno acidentado e irregular.