Órgãos Sociais do Comité Paralímpico de Portugal empossados

 

 

Cerimónia decorreu esta quarta-feira, dia 26 de março. Uma sala repleta para saudar equipa liderada por José Manuel Lourenço

A cerimónia de tomada de posse dos Órgãos Sociais do Comité Paralímpico de Portugal para o quadriénio 2025-2028 teve lugar esta quarta-feira, 26 de março de 2025, no Palácio Conde d’Óbidos, em Lisboa.

Numa sala repleta, José Manuel Lourenço, presidente da Comissão Executiva e que agora inicia o seu terceiro mandato, lembrou que um longo caminho já foi percorrido no sentido do reconhecimento dos movimentos Paralímpico e Surdolímpico nas suas múltiplas dimensões, mas, também tendo em conta as estatísticas nacionais e europeias que demonstram que a prática desportiva por parte da população com deficiência é muito inferior ao restante segmento da população, sublinhou a responsabilidade de continuar a contribuir para a mudança desse paradigma e trazer mais pessoas com deficiência para a prática desportiva, esse um desafio maior para os tempos vindouros.

«Se conseguirmos através de uma prática desportiva mais ampla aumentar a base de recrutamento, vamos assegurar o futuro do desporto paralímpico», fez notar, insistindo numa ideia central: «No que diz respeito ao financiamento, insisto no que tenho afirmado: é importante que o financiamento do desporto para pessoas com deficiência se concretize em contratos específicos, que dotem as federações dos meios que lhes permitam recrutar e detetar talentos.»

O presidente do Comité Paralímpico de Portugal elencou ainda como prioridades deste mandato:
 
 «O apoio ao desenvolvimento desportivo e no projeto Esperanças e Talentos para seja possível preparar e projetar a participação em Jogos Paralímpicos num horizonte mínimo de oito anos»
 
«Trabalhar no sentido de melhorar as condições para os atletas, ouvindo-os através da Comissão de Atletas ou em reuniões no âmbito dos programas paralímpicos e surdolímpicos»
 
«Incrementar a convergência com outras instituições de cúpula do desporto nacional, no sentido de promover mudanças no atual panorama do desporto, de modo a potenciar o aumento da prática desportiva e retirar o País das últimas posições do pelotão europeu»;
 
 «Operacionalizar o Contrato-Programa de apoio ao desenvolvimento desportivo 2025-2028 e, através dele, apoiar projetos estruturantes para o desporto para pessoas com deficiência»
 
«Contribuir para a alteração da legislação do dirigente desportivo, para que também aqui se possa processar a renovação e a criação de condições de trabalho», por forma a dignificar a função numa altura em que a sua exigência é já incompatível com o tradicional modelo de voluntariado
 
«Estimular a produção de conhecimento e parcerias com a academia, para mais e melhor conhecimento em diversas dimensões», potenciando «investigação que melhor compreenda o fenómeno desportivo no seu todo e o desporto para pessoas com deficiência em particular»
 
«A normalização do Programa de Preparação Surdolímpica, o qual, nos últimos anos, não tem tido o apoio e reconhecimento» que o Comité Paralímpico de Portugal julga ser justo.
 
 «Promover junto do Instituto Português do Desporto e da Juventude a necessidade de as ações de formação de treinadores serem mais ambiciosas nos conteúdos formativos relacionados com atletas com deficiência»;
 

«Reforçar o trabalho com o desporto escolar, que deve tornar-se no verdadeiro viveiro de novos atletas». Para isso é importante haver «uma melhor articulação entre as instituições desportivas e o desporto escolar», pretendendo o Comité Paralímpico de Portugal ser um parceiro ativo nesta missão.


Trabalhar em conjunto com as federações na programação da preparação das próximas edições dos Jogos Paralímpicos e Surdolímpicos, «garantindo as melhores condições possíveis de preparação e a equidade entre os diversos programas financiados pelo Estado, sempre numa atitude de transparência com todos os agentes envolvidos, em particular com os atletas»;

 

«Aprofundar o programa de desenvolvimento da classificação desportiva para um maior e melhor conhecimento, contribuindo, assim, para uma classe mais justa e para uma melhor verdade desportiva»;


«Aprofundar parcerias com as autarquias, entidades responsáveis por uma grande fatia do desenvolvimento desportivo nacional, também no que diz respeito ao designado desporto para pessoas com deficiência»;


Potenciar o retorno aos parceiros e patrocinadores do Comité Paralímpico de Portugal, que tem de ser visto como tendo «grande potencial para investimentos de patrocínio ou para ser parceiro em áreas de responsabilidade social».


«Contem com a nossa colaboração e empenho no sentido de contribuir para a criação de melhorescondições e colaborar, através dos nossos meios, para mais e melhor desporto», afirmou José Manuel Lourenço.


O presidente do Comité Paralímpico de Portugal saudou também o homólogo do Comité Olímpico, Fernando Gomes, também presente na cerimónia, manifestando o desejo de que as duas instituições continuem a «trabalhar em conjunto para encontrar as melhores soluções para o desporto».


Ministro dos Assuntos Parlamentares rendido ao trabalho feito pelo CPP O ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, fez questão de elogiar e destacar «o trabalho notável» que tem sido desenvolvido pelo Comité Paralímpico de Portugal, revelando que há um ano não conhecia José Manuel Lourenço, mas a ele ficando imediatamente rendido fruto da paixão e da teimosia positiva que o presidente da Comissão Executiva coloca na sua missão. Um trabalho que
«deixa a fasquia alta e a expectativa de que se continue sempre a melhorar».


«Há razões que nos levam acreditar que o futuro é promissor e que nos levam a esperar mais do que tivemos até aqui», afirmou o governante, destacando, a propósito, o papel «transformador do desporto em muitas vidas através da inclusão e da autonomia».


Pedro Duarte abordou ainda a «necessidade de se continuar a investir em infraestruturas e equipamentos para garantir que todos têm oportunidades», lembrando que o XXIV Governo «definiu o desporto como área prioritária», o que ficou espelhado num investimento extraordinário de 65 milhões de euros para o desporto e que será coordenado por Comité Paralímpico de Portugal e Comité Olímpico de Portugal.


Ilustres convidados


Na cerimónia de tomada de posse, marcaram igualmente presença, entre outras personalidades, vice-presidente da Assembleia da República, Rodrigo Saraiva, o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, a vice-presidente da Câmara Municipal de Loures, Sónia Paixão, o presidente do Instituto Português do Desporto e da Juventude, Ricardo Gonçalves, o presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), António Júlio Nunes e o presidente do Conselho Económico e Social, Luís Paes Antunes. Nota também para a presença de Manuel Brito, que, entre outros cargos, esteve à frente do então Instituto Nacional do Desporto, do Conselho Nacional Antidopagem, do Conselho para a Ética e Segurança no Desporto e do Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, e para António Saraiva, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.

 

Recorde-se que a Comissão Executiva e o Conselho Fiscal do Comité Paralímpico de Portugal são agora compostos pelos seguintes membros:


Comissão Executiva


Presidente: José Manuel Lourenço.
Secretário-geral: Carlos Lopes.
Tesoureiro: Jorge Correia.
Vice-presidentes: Leila Marques Mota, José Carlos Pavoeiro, Ana Filipa Godinho, Sandro Araújo e Tiago Carvalho.
Vogais: Patrícia Rosa e Daniel Videira.


Conselho Fiscal


Presidente: Ricardo Marques.
Secretário: Rui Marta.
Relator: Filipe Rebelo.
 

Foto - Jorge Furtado/CPP 

 

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