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Gastão Elias e jovem estrela Holger Rune na final do Oeiras Open 4

 

Português vai jogar a segunda final do ano no ATP Challenger Tour

Dinamarquês qualificou-se pela primeira vez para uma decisão deste nível

Jesper de Jong e Tim Van Rijthoven campeões de pares

 

Gastão Elias voltou a qualificar-se para a final de singulares de um torneio do ATP Challenger Tour na sequência da lesão de Nuno Borges e vai defrontar o jovem Holger Rune na decisão do Oeiras Open 4, o último torneio do ATP Challenger Tour organizado pela Federação Portuguesa de Ténis no Complexo Desportivo do Jamor. Nos pares, os troféus de campeões foram erguidos por Jesper de Jong e Tim Van Rijthoven.

 

No encontro mais aguardado do dia, Nuno Borges sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo quando liderava por 6-4, 5-5 (30-30) e apesar de ainda ter terminado o segundo set, que Gastão Elias venceu por 7-5, não reuniu condições para completar o encontro e teve de desistir.

 

 

Só o facto da conferência de imprensa não ser feita na sala do costume já explica tudo” ,lamentou o tenista português em declarações improvisadas depois de receber os primeiros tratamentos após o encontro. “Não é o fim do mundo, acontece e custa um bocadinho a aceitar, ainda mais porque estava a jogar uma meia-final e estava bem, com confiança e a jogar um bom ténis, com hipóteses de vencer este torneio… Num ponto estou a jogar como se nada fosse e no outro estou fora do encontro. Custa aceitar, mas vai passar rápido.”

 

“Estava a jogar bem. Ele fez algumas mudanças ao jogo dele e tive de me adaptar, mas acho que lidei bem com isso e apesar dos altos e baixos do segundo set mesmo assim estava 5-5 e tive 0-30. Estava por cima e confiante. Fico triste por não poder terminar o jogo, mas pode ser que desta vez dê a vitória do Challenger ao Gastão”, acrescentou Nuno Borges, que esteve a seis pontos da segunda final da carreira em torneios desta dimensão e ficou agradecido pelas palavras de apoio do adversário: Ele disse-me que estas coisas acontecem e para eu não me preocupar porque vou ter a oportunidade de ganhar mais destes. Tenho de acreditar nisso para voltar ainda mais forte.”

 

 

Gastão Elias, que se apurou para a final de um Challenger pela 19.ª vez (8 vitórias, 11 derrotas), lamentou a forma como garantiu mais um triunfo na terra batida do Jamor: “Felizmente estou na final, infelizmente não da forma mais desejada. Nem para mim, nem para os portugueses, nem para os adeptos do ténis. Nunca é positivo quando alguém não consegue terminar o jogo porque está lesionado, mas é algo a que estamos sujeitos em alta competição e também já me aconteceu algumas vezes ter de abandonar encontros a meio por causa de uma lesão. É uma sensação agridoce, mas fico feliz por ter mais uma oportunidade de competir e ir atrás do título.”

 

O encontro deste sábado foi o segundo do ano entre os dois portugueses e obrigou Gastão Elias a encontrar uma solução para conseguir a desforra. Mesmo que tivesse perdido em dois sets ia sair do court mais feliz porque alterei uma coisa ou outra taticamente. Apesar de no último encontro ter perdido em três sets e ter parecido mais equilibrado, hoje descobri umas soluções para futuramente usar contra o Nuno. No primeiro set senti algumas dificuldades e ele foi superior. No segundo começou melhor, mas a meio comecei a sentir-me melhor, mais ativo e mais no controlo porque senti que estava a conseguir contrariar o estilo de jogo dele. Podia não ter ganho o set, mas pelo menos senti que já estava num ascendente e se o levasse a um terceiro set, como acabou por acontecer, tinha grandes possibilidades de sair com a vitória. No geral foi bastante positivo”, explicou.

 

Na final, marcada para as 13 horas de domingo, o tenista português de 30 anos vai defrontar o bem mais novo Holger Rune, que com apenas 18 anos ainda lidera o escalão mundial de juniores, apesar de já só competir entre os profissionais. Número 313 ATP, o dinamarquês derrotou o qualifier Timofey Skatov (441.º) por 6-2, 3-6 e 6-2 depois de 2h31 de um encontro que terminou muitas cãibras.

 

 

Sinto-me bem. Foi um encontro difícil, 2h30 em condições muito quentes e ventosas não é fácil, especialmente contra jogadores que jogam com muito spin, mas sobretudo no primeiro set senti-me bem no court. No segundo tive as minhas hipóteses, mas não as aproveitei. Estou feliz por ter encontrado uma forma no final”, afirmou Rune após receber uma massagem devido aos problemas físicos.

 

Em relação à final, o jovem dinamarquês colocou o favoritismo do lado do português, mas disse estar “ansioso para ter a minha vingança”, enquanto Gastão Elias se mostrou feliz por defrontar um adversário que já superou e ainda por cima numa final — no ITF de 25.000 dólares de Vilhena, Espanha, já este ano.

 

 

Na variante de pares, a vitória sorriu aos holandeses Jesper de Jong e Tim Van Rijthoven. A jogarem lado a lado pela primeira vez no circuito internacional, os dois superaram o alemão Julian Lenz e o equatoriano Roberto Quiroz por 6-2 e 7-6(3) para conquistarem o título, que foi celebrado com o compatriota Paul Haarhuis, ex-número um mundial de pares (completou o Grand Slam de carreira) e atualmente a exercer funções na federação holandesa, entre elas como capitão da Taça Davis.

 

 

Texto: Gaspar Ribeiro Lança

Fotos: Sara Falcão

 

 

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terça-feira, 28 de setembro de 2021 – 13:20:51

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