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Elias, Oliveira, Rocha e Faria juntam-se a Sousa na segunda ronda do Porto Open

 
- Gastão Elias voltou com vitória sobre top 100
- Faria e Rocha celebraram primeiras vitórias a este nível
Depois de João Sousa na segunda-feira, Gastão Elias, Gonçalo Oliveira, Henrique Rocha e Jaime Faria também avançaram, esta terça-feira, para a segunda ronda do quadro principal de singulares do Porto Open, o Challenger 125 que a Associação de Ténis do Porto organiza no Complexo Desportivo do Monte Aventino, entre 30 de julho e 6 de agosto, com os apoios da Federação Portuguesa de Ténis e da Câmara Municipal do Porto.
 
De regresso após dois meses e meio de ausência por causa de uma lesão na perna esquerda, Gastão Elias (esta semana no 350.º lugar do ranking ATP) brilhou e eliminou o primeiro cabeça de série, Quentin Halys (73.º), por 7-5 e 7-5 rumo à segunda ronda daquele que é apenas o segundo torneio que disputa desde o final de março.
 
Apesar da falta de ritmo, o tenista da Lourinhã não deu sinais de ter perdido as sensações de competição e exibiu-se de igual para igual com o cabeça de cartaz da prova, que foi finalista há dois anos e esta época regressou à cidade invicta com um estatuto totalmente diferente pelos resultados que assinou nos últimos meses (entre os quais a quarta ronda no ATP Masters 1000 de Miami, a meia-final no Millennium Estoril Open e a terceira ronda em Wimbledon).
 
"Estou obviamente muito feliz. Fiz um ou outro encontro na Alemanha que me ajudou a ter noção de como está o meu nível, mas não deixa de ser uma surpresa regressar e ter um triunfo destes”, admitiu em conferência de imprensa. “Não estive a um nível extraordinário, mas aproveitei bem as pequenas oportunidades que ele me deu. Teve um break de vantagem no primeiro set e serviu para fechar, mas eu aproveitei a baixa percentagem de primeiros serviços.”
 
Finalmente recuperado da rotura que o atormentou nos últimos meses (contraiu a lesão em plena final do Challenger de Girona, que liderava antes de ser forçado a desistir), o ex-top 70 mundial agendou encontro com outro adversário francês: Jules Marie, que está embalado no Complexo Desportivo do Monte Aventino e depois de ter conquistado um torneio ITF de 25.000 dólares no domingo voltou a vencer, agora já no nível Challenger, ao aplicar os parciais de 6-3 e 6-4 a Benjamin Lock, do Zimbabué.
 
Antes de Gastão Elias já tinha seguido em frente Gonçalo Oliveira. A jogar em casa, o portuense de 28 anos só precisou de 68 minutos para celebrar a primeira vitória a este nível desde janeiro, naquele que é apenas o segundo Challenger que joga depois de ter encontrado "o melhor ténis da vida" no circuito ITF (60 vitórias e sete títulos).
 
6-4 e 6-0 foram os parciais da vitória conseguida contra Lucas Poullain (318.º), francês que este ano já venceu em Portugal — foi campeão do Faro Open em março — e que não soube lidar com a mudança abrupta de condições na fase final da primeira partida.
 
Recheado de confiança pelos resultados recentes, o novo número três nacional revelou, em conferência de imprensa, que há um ano o cenário era totalmente diferente: “A verdade é que nesta altura do ano passado o Gonçalo estava a pensar em retirar-se do ténis. Disse aos meus familiares que Braga e Lisboa iam ser os meus últimos torneios. Mas o Gonçalo de agora está a jogar o melhor ténis da vida, está mais experiente, tem outra forma de ver o ténis e acho que isso ajuda muito.”
 
Com nota mais do que positiva na descida ao circuito ITF, o regresso ao circuito Challenger é a nova prioridade e a vitória somada esta terça-feira reforçou a confiança de Oliveira para o próximo duelo “em casa”, contra o italiano Luca Nardi (quarto favorito fruto do 153.º posto no ranking mundial).
 
O quarteto de portugueses vitoriosos nesta terça-feira ficou completo com o nome de dois estreantes: Jaime Faria (516.º ATP) e Henrique Rocha (380.º), ambos apurados para a segunda ronda do quadro principal de singulares de um Challenger pela primeira vez e logo num torneio da categoria 125, a mais forte a acontecer no nosso país.
Logo na fase inicial da jornada, Faria rubricou uma das melhores exibições da carreira e rubricou o primeiro triunfo frente a um top 200 mundial ao surpreender o francês Hugo Grenier (143.º) por 6-4 e 6-3.
 
No melhor ranking da carreira e embalado pela prestação no qualifying, o jovem de 19 anos não se deixou intimidar pelo estatuto do adversário e, apoiado numa pancada de serviço extremamente apurada, salvou os sete pontos de break que enfrentou, todos a partir do break no jogo inaugural do segundo set, e reagiu sempre bem à pressão incutida pelo favorito para vencer em duas partidas.
 
“A primeira vitória é sempre especial e desta forma ainda mais. Fiz um jogo muito positivo do início ao fim. Passei por momentos difíceis, mas ultrapassei-os da melhor forma. Estou muito feliz também pela questão das barreiras: felizmente estou a conseguir passá-las, seja a pouco e pouco ou mais rápido. Passei mais um objetivo”, realçou no final.
 
Conquistado o maior triunfo da carreira (o anterior era frente a Nick Hardt, 258.º ATP, e o anterior num encontro completo foi face a Louis Wessels, 290.º), Jaime Faria agendou encontro na segunda ronda com o tenista com maior palmarés na cidade invicta: Pierre-Hugues Herbert. Apesar de estar no 450.º posto da hierarquia, o francês já foi 36.º em singulares e liderou a tabela mundial de pares, variante na qual conquistou cinco títulos do Grand Slam, dois ATP Finals e sete ATP Masters 1000, além de uma Taça Davis.
Já no final do dia, com a ajuda dos holofotes, Henrique Rocha repetiu o feito do amigo e parceiro de treinos no Centro de Alto Rendimento ao resistir a uma batalha de três sets frente ao qualifier Robert Strombachs (395.º), da Letónia, graças aos parciais de 6-4, 4-6 e 6-4.
 
Num embate com muito público até ao desfecho já perto das 21 horas, o maiato de 19 anos esteve encaminhado para celebrar em dois sets. No entanto, deixou escapar uma vantagem de 4-2 e cedeu mesmo sete jogos consecutivos a partir desse momento até que, quando já parecia fora da discussão, cerrou os dentes, respondeu com cinco jogos de empreitada e consumou a reviravolta dentro da reviravolta.
 
“É muito especial por ser em casa. Estou muito contente, estava cá toda a gente apoiar-me, desde a minha família e namorada aos meus amigos, e foi muito especial”, reconheceu entre muitos sorrisos na derradeira conferência de imprensa da noite. “Apesar de ter tido uma grande quebra durante muito tempo gostei imenso do meu jogo. No primeiro set fui consistente, no início do segundo também, mas depois ao 3-2 senti uma quebra. Nesse jogo ainda consegui aguentar-me essencialmente por causa do serviço, mas depois ele aproveitou e tomou o ascendente. Eu entrei numa bola de neve negativa e fiquei mais cabisbaixo, mas ao 3-0 reagi e depois com o apoio do público tudo ficou mais fácil.”
 
A inédita segunda ronda em quadros principais de torneios Challenger será discutida com o autor de uma das surpresas do torneio: o canadiano Steven Diez (262.º), que surpreendeu Benzamin Bonzi (102.º e antigo 42.º que era o segundo cabeça de série) por 6-4 e 6-4.
 
O único português eliminado na ronda inaugural do quadro principal foi Frederico Silva (220.º): o caldense ainda ameaçou a recuperação, mas acabou por cair perante o bicampeão Altug Celikbilek (260.º), que celebrou a nona vitória consecutiva no Porto Open ao triunfar por 6-4, 6-7(6) e 6-3 após 2h43.
Na quarta-feira, João Domingues tentará aumentar para seis o número de tenistas portugueses apurados para a segunda ronda, enquanto João Sousa, Gonçalo Oliveira e Jaime Faria já disputarão os respetivos encontros dessa fase.
 

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quinta-feira, 25 de abril de 2024 – 05:33:42

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