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Vice-campeão Francisco Rocha surpreendido no regresso ao Campeonato Nacional Absoluto

 
Fábio Coelho regressa para defender o título e terminar a carreira
 
Um ano depois de ter alcançado a final, Francisco Rocha foi surpreendido no regresso ao Campeonato Nacional Absoluto/Taça Guilherme Pinto Basto no mesmo dia em que Ana Filipa Santos obteve uma vitória que lhe permitiu superar os fantasmas e voltar a sorrir. Organizada pela Federação Portuguesa de Ténis entre 4 e 11 de novembro na nave de campos cobertos do Complexo de Ténis do Jamor, em Oeiras, a 99.ª edição da prova rainha do ténis nacional distribui inéditos 25.000 euros em prémios monetários.
Se em 2022 assinou uma das campanhas mais surpreendentes e só parou na final de singulares, este ano Francisco Rocha não teve argumentos para resistir a Rodrigo Fernandes, que iniciou a primeira participação da carreira no Campeonato Nacional Absoluto com uma vitória autoritária por 6-2 e 6-3.
 
O jovem bracarense é o atual campeão nacional de sub 18 e não só não acusou a pressão, como roçou a perfeição.
 
A viver um ano de estreias (nos últimos meses também venceu uma prova do circuito mundial de juniores e somou as primeiras vitórias como profissional para entrar no ranking ATP), Rodrigo Fernandes juntou mais um triunfo memorável à temporada.
Na segunda ronda, o jogador do Clube de Ténis de Braga medirá forças com Fábio Coelho. No regresso ao Complexo de Ténis do Jamor, o campeão em título anunciou o fim da carreira após esta semana: “Não é por não querer mais ou por já não gostar de jogar, é mesmo pela questão financeira. Não tenho capacidade de continuar a investir. O investimento já era pouco, mas com muito sofrimento e esforço lá se ia fazendo. Cheguei a um ponto em que estava a sofrer muito dentro do campo e não vale a pena. Quero ter estabilidade.”
 
Natural de Oliveira de Azeméis, o jovem de 23 anos não escondeu a mágoa por não ser capaz de prolongar este percurso, a que dará seguimento como treinador, mas abordou com orgulho os feitos alcançados: "Para uma pessoa que veio da aldeia e que teve muito pouca capacidade de investimento acho que fiz bastante. Vou sair de cabeça erguida, sabendo que ninguém me pode apontar nada porque dei sempre tudo. Fui um guerreiro dentro do campo e dei o meu melhor. Termino com muita mágoa, mas ao mesmo tempo muito contente com o que fiz. Não fui nada do outro mundo comparado com os grandes nomes do ténis português, mas fiz coisas engraçadas com as condições que tinha."
 
A defesa do título de Fábio Coelho começará na quarta-feira, dia para o qual estão agendados os oito encontros da segunda ronda do quadro masculino.
 
Essa também será a jornada de estreia para os principais candidatos ao título, Henrique Rocha e Jaime Faria, que já conhecem os primeiros adversários: o maiato (281.º classificado no ranking ATP) iniciará a campanha contra Miguel Semedo, vitorioso no duelo de qualifiers com Salvador Monteiro por 6-2 e 6-0, enquanto o lisboeta (número 426 mundial) jogará com Guilherme Rosa, também ele mais feliz num encontro entre dois sobreviventes da fase de qualificação ao passar por João Maia com os parciais de 7-6(7) e 6-1.
 
As restantes vagas foram ocupadas pelo ex-finalista Gonçalo Falcão (6-0 e 6-3 contra João Teixeira) e ainda João Dinis Silva (6-7[7], 6-3 e 6-1 sobre Francisco Vilaça), Diogo Marques (6-1 e 6-1 frente a Ricardo Batista), Francisco Guimarães (3-6, 6-4 e 6-4 no encontro com Dino Molokova) e Guilherme Valdoleiros (derrotou Guilherme Manuel por 6-1 e 6-1).
 
No quadro feminino, Ana Filipa Santos venceu Sara Lança por 7-5 e 7-5 no encontro mais aliciante da primeira ronda.
 
Praticamente 365 dias após ter fraturado o ligamento cruzado anterior e o menisco interno do joelho esquerdo durante um treino de preparação neste local, a jogadora de Santiago do Cacém (atualmente sem ranking internacional, antiga 832.ª WTA) regressou à nave dos campos cobertos e assinou a primeira vitória de singulares desde que voltou a competir.
 
Para o desfecho em parciais diretos foram essenciais as recuperações em ambos os sets neste frente a frente entre duas atletas em representação do CIF.
No primeiro, Ana Filipa Santos esteve a perder por 5-3 e precisou de anular dois sets points na resposta ao serviço e a pressão que incutiu na reta final acabou por fazer-se sentir no serviço de Sara Lança (atual 1052.ª e ex-794.ª), que cometeu duas duplas faltas para entregar ambos os jogos de serviço. No segundo, a desvantagem chegou a fixar-se em 3-0 e 4-1, mas a jogadora alentejana voltou a destacar-se nos momentos finais, sempre com particular ênfase nas aberturas de ângulo e nas variações de ritmo na pancada de esquerda a uma mão.
 
“Tive muita coisa a passar-me pela cabeça, mas tentei soltar-me ao longo do encontro e acho que consegui fazer isso. Tive mérito, consegui recuperar nos dois sets e acho que joguei bem durante todo o encontro apesar de não ter tido as melhores sensações”, explicou a tenista internacional por Portugal (representou o país nas edições de 2019 e 2022 da Billie Jean King Cup) antes de refletir sobre os obstáculos que superou durante a preparação para a prova: “Até fazer aqui o primeiro treino não queria vir. Mas isso ia fazer com que tivesse quatro semanas seguidas de treino depois de 10 meses muito duros [sem competir] e aconselharam-me a passar por isto. Aceitei que tinha de jogar e enfrentar o regresso. Hesitei um pouco durante os treinos e hoje não dormi nada bem, mas nada melhor do que vir aqui jogar para superar os meus medos.”
 
Apurada para a segunda ronda, Ana Filipa Santos marcou encontro com Catarina Silva, sétima cabeça de série e número 14 do ranking nacional.
 
A jornada desta segunda-feira também foi marcante para as três jovens que já tinham estado em destaque durante o fim de semana: Kika Lima (13 anos), Beatriz Castro (14 anos) e Gabriela Amorim (14 anos) voltaram a vencer e apuraram-se para a segunda eliminatória.
 
A primeira a avançar foi Gabriela Amorim, que logo pela manhã levou a melhor num duelo de qualifiers com Catarina Moreira, por 6-1 e 6-1, para marcar um encontro entre campeãs nacionais: a jogadora da Rackets Pro EUL — que integrou recentemente o Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis — é a detentora do título de sub 14 e vai ter pela frente a bicampeã de sub 16, Angelina Voloshchuk, isenta da ronda inaugural por ser a terceira cabeça de série (798.ª classificada no ranking WTA).
 
Depois, Beatriz Castro (do CT Coimbra e também inserida no CAR) passou por Leonor Sousa com autoritários 6-1 e 6-2 e juntou-se na segunda ronda a Matilde Jorge (548.ª WTA), a vice-campeã nacional absoluta de 2019, 2021 e 2022, uma situação comum à de Kika Lima (CT Estoril), que passou por Isabel Gonçalves com 7-5 e 6-4 para agendar duelo com Inês Murta (863.ª WTA), finalista das edições de 2014, 2015 e 2020.
 
As outras vitórias do dia foram assinadas pela campeã nacional de sub 18, Maria Garcia (venceu Inês Esteves por 6-0 e 6-0), e por Elizabet Hamaliy (6-4 e 6-0 contra Analu Freitas), Lena Couto (6-2 e 6-3 sobre Amália Suciu) e Teresa Poppe (6-4 e 6-0 a Katarina Railean). A jogadora do Clube de Ténis do Estoril, também muito nova (15 anos), será a primeira adversária de Francisca Jorge (264.ª WTA), vimaranense de 23 anos que procura o sétimo título consecutivo na prova.
 
Fotos: Sara Falcão/Federação Portuguesa de Ténis
 

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quarta-feira, 22 de maio de 2024 – 11:39:26

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