Miguel Oliveira está de novo a deparar-se com difícil arranque de jornada competitiva.
O jovem da Mahindra Racing tem lutado com a sua MGP3O desde o início do Grande Prémio bwin de Espanha, terceira prova do Campeonato do Mundo de MotoGP, e, depois de ter retirado um segundo à sua melhor marca de sexta-feira, a verdade é que, tal como no Texas há duas semanas, não conseguiu rodar com os da frente e vai ter de partir do 15º posto da grelha para a primeira corrida do ano em solo europeu.
Os caminhos elegidos pela equipa no que toca à afinação não se revelaram positivos, em boa parte devido às condições climatéricas serem agora bem mais quentes que as verificadas aquando dos testes de pré-época da IRTA.
De todas as formas, o piloto de Almada não vai baixar os braços e promete entrega total para recuperar o terreno perdido durante o warm-up da manhã e depois também na corrida, onde a repetição da prestação apresentada na estreia no Texas há duas semanas é a meta traçada para o primeiro embate do ano no Velho Continente.
“Não fiquei satisfeito com o resultado da qualificação,” reconheceu de imediato Miguel Oliveira.
“A equipa tentou experimentar uma afinação diferente da que tínhamos usado aqui nos testes e acabou por não resultar. Na qualificação tentámos voltar atrás, mas tornou a ser uma decisão um pouco errada. No fundo, o resultado de hoje acaba por ser o somatório das más decisões tomadas [desde] sexta-feira.”
“Amanhã no warm up terei algum trabalho pela frente; agora vou sentar-me com a equipa e tentar entender o porquê de estarmos a perder tanto tempo e tentar arranjar uma moto que me permita recuperar tempo e posições. A corrida será dura, com bastantes ultrapassagens num circuito com pouca largura, mas vamos tentar aproveitar o nosso ponto forte que são as travagens,” rematou o jovem português.