Caskotas em "A Carta"

 

Os Caskotas, companhia de Teatro Sénior de Cascais e Estoril, com o encenador Luís Lourenço, levaram a palco mais um trabalho com grande êxito, a peça “A Carta” 100 anos de História com Estórias’ na Academia de Artes do Estoril, Auditório Carlos Avilez.

 

Tiveram quatro sessões de cerca de uma hora e meia. A estreia foi a dia 27 de Março pelas 21 horas e as restantes sessões foram seguidas:

Dia  30 de Março às 15 horas

Dia 31 de Março às 15 horas;

Dia 1 de Abril às 10,30 horas

 

“A Carta”, uma peça que roda à volta do tempo da Guerra do Ultramar, em que uma enfermeira paraquedista dá assistência a um militar ferido em combate. O ambiente que se vive nesse momento é de desconfiança e medo do que possa surgir neste ambiente hostil. Contudo há coisas que ligam as pessoas no pós-guerra. Já no Continente há desavenças princialmente entre a família de Constança que não quer aceitar a união da filha com Avelino. Contudo nem Avelino nem Constança desistem do amor e acabam juntos. Contudo a vida não é fácil, e por vezes com surpresas que na altura eram frequentes entre famílias.

 

Os Caskotas com estas iniciativas provam que levar a palco uma boa peça de teatro não escolhe idades.

 

Após terminar a peça, foram dirigidos os agradecimentos às entidades que os apoiam em especial à autarquia local, União de Freguesias de Cascais e Estoril, subindo ao palco anterior e o actual presidente, pois ambos deram continuidade a este projecto, deixando umas palavras de parabéns e incentivo a todos.

 

Ficha Técnica:

Actores: Ana Carapeto, Ana Carneiro, Antónia Morais, Arminda Varela, Delgrace Aeppli, Fernanda Wanzeller, Francisca Silva, Isabel Morgado, Isabel Ribeiro, Margarida Borges, Maria Campanudo, Maria Júlia, Teresa Pedrosa, Teresa Pereira, Madalena Conceição, Edgar Carapeto, Carlos Carneiro, José Lourenço, Mário Santos e convidados: Mara Adri e Luís Lourenço.

Autoria: Luís Lourenço

Apoio à Criação Artística: Mara Adri
Levantamento Histórico: Ana Maria
Contrarregras: Edgar Carapeto
Ideia Original: Luís Louenço & Caskotas – Teatro Sénior.

 

Vamos conhecer melhor os Caskotas, agradecendo desde já desde já o historial que nos facilitaram:

O Grupo de Teatro Sénior da Junta de Freguesia de Cascais e Estoril – nasceu há cerca de 18 anos, fruto da vontade de criar, partilhar e dar voz  aos seniores frequentadores dos Espaços Sénior que a junta tem a seu cargo ,  através da arte. Ao longo do tempo, tem sido muito mais do que um grupo de teatro: é um espaço de encontro, de crescimento pessoal e coletivo, onde histórias ganham vida e laços se constroem.

 

Em 2017, inicia-se um novo capítulo, com a chegada do encenador Luís Lourenço. A sua entrada trouxe uma energia renovada, um novo olhar artístico e uma identidade mais definida, dando origem ao nome “Caskotas”. Mais do que uma identidade , foi o início de uma nova etapa, marcada pela união, pela criatividade e pela vontade de ir mais longe.

 

Em 2018, após meses de dedicação, entrega e muitos ensaios, o grupo sobe ao palco do Teatro Gil Vicente com o espetáculo “Saídos da Casca”. Este momento representou não só uma estreia, mas também a afirmação de um grupo que acredita no poder transformador do teatro.

 

No final,  desse mesmo ano, abraçam um novo desafio, começando a preparar a peça “À Bué da  Tempo”. No entanto, o caminho revelou-se mais difícil do que o esperado. A pandemia de COVID-19 e diversos constrangimentos pessoais e coletivos colocaram o projeto em pausa, testando a resiliência de todos. Ainda assim, o grupo nunca desistiu. E foi assim que, em 2023, o espetáculo finalmente chegou ao público, no Edifício Cruzeiro, no Estoril — um momento carregado de emoção, superação e conquista.

 

Em 2024, “À Bue da Tempo” regressa para uma segunda temporada, com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Cascais e da Câmara Municipal de Cascais. Este reconhecimento veio reforçar a importância do trabalho desenvolvido e o impacto positivo do grupo na comunidade.

 

Mas o percurso continua. Em setembro de 2024, iniciam-se os ensaios para um novo projeto, “A Carta”, novamente sob a direção de Luís Lourenço. Mais uma vez, surgem desafios inesperados, incluindo a perda de alguns elementos do grupo — momentos difíceis, vividos com dor, mas também com união e respeito pela memória de quem fez parte desta história.

 

Apesar de tudo, o grupo manteve-se firme. E, no dia 27 de março, “A Carta” sobe finalmente ao palco da Academia dec Artes do Estoril - Auditório Carlos Avilez , simbolizando não apenas mais uma estreia, mas a força de um grupo que nunca desiste, que transforma dificuldades em expressão e que encontra, no teatro, uma forma de continuar.

 

O Grupo Caskotas  é, hoje, muito mais do que um projeto artístico. É uma família, um espaço de resistência, de partilha e de vida — onde cada palco é também um recomeço.

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

(clique na imagem para ver o álbum completo)

 

 

 

 
 
 
 

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