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Família Minucci e seu legado

Natural de Paulínia, São Paulo, o Mestre Jorge Luís Minucci é uma figura de proa nas artes marciais brasileiras, com uma carreira marcada pela excelência técnica e pelo compromisso social. Graduado como 4.º Dan de Judô, 2.º Dan de Jiu-jitsu e 2.º Dan de Karaté Kyokushin, detém ainda o título de 13.º Khan Sib San Kru (Professor) em Muay Thay.

 

Ao longo da sua trajetória, conquistou títulos estaduais, nacionais e sul-americanos, destacando-se como campeão do Circuito Aberto Paulista de Jiu-jitsu. Para além dos tatamis, o Mestre Jorge tem desempenhado um papel fundamental na gestão desportiva e na inclusão social, tendo sido Diretor de Oficiais Técnicos da LJP,  o seu filho Lucas também Mestre, foram os fundadores da Escola de Lutas Família Minucci, atualmente o Mestre Jorge é vice-presidente da (USPJ).

Em 2024, o seu contributo foi reconhecido com o título de "Melhores do Ano das Artes Marciais" e a sua inclusão na prestigiada obra biográfica "Great Masters Of The Martial Arts". Atualmente, dedica-se a projetos que utilizam as artes marciais como ferramenta de transformação para atletas com necessidades especiais (TEA, TDAH e Síndrome de Down).

 

O mestre Lucas Augusto Boche Minucci nasceu em 25 de agosto de 1997, reside na cidade de Paulínia, interior de São Paulo no Brasil. Seus pais Jorge Luís Minucci e Luísa Eunice Boche.

 

Sua graduação atual é 3° Dan de Judô, 2° Dan de Jiu-jitsu, 1° Dan de Karatê Kyokushin e 13° Khan Sib San Kru (Professor)  mongkol  e Prajed preto e branco.

Começou a arte marcial aos 12 anos, com o objetivo de combater a obesidade e o sedentarismo. Ao lado do pai praticando karatê conheceu outras modalidades e persistiu dentro delas até chegar à posição de professor.

Em 2013 começou a auxiliar os Senseis, ainda como faixa azul. No ano seguinte como faixa roxa tornou-se instrutor, já como faixa preta em 2017 lecionou utilizando metodologias oriundas de seus educadores dos conhecimentos adquiridos na faculdade e de artigos científicos e livros.

 

Fundou a academia Família Minucci Jiu-jitsu, Judô, karatê Kyokushin e Muay Thay (Uma Nova Visão), desenvolvendo projetos Sócias que vão além do ensino das artes marciais incentivando os alunos a melhorar o desempenho escolar, cultivar disciplina em casa e aprimorar as habilidades sociais.

 

Ministrou aulas de artes marciais na Pontifícia Universidade Católica de Campinas -Brasil- (PUC)  atendendo tanto estudantes quantos funcionários da instituição e atualmente ocupa o cargo de diretor dos oficiais técnicos da liga união São Paulo de judô desde 2021 ministrando curso anualmente para a instituição (USPJ)

Junto com os Mestres  Jorge e Luciano, realizou Projeto Vivência de inclusão de Judô com a deficiência visual na Creche Carolina Rother Ferraz

Por sua contribuição ao esporte recebeu medalhas, troféus, cinturões, moções e homenagens na cidade de Paulínia e na cidade de São Bernardo do Campo, como competidor chegou a conquistar medalhas no mundial além de títulos Estaduais, Nacionais e sul-americanos.

Devido ao trabalho de excelência foi reconhecido com o título de Melhores do Ano das Artes Marciais em 2024 e convidado a compor a 4° edição  do Livro BlackBelt de 2025 e a 16° edição Jade do livro Great Masters Of The Martial Arts este reconhecido como a maior biografia mundial do segmento das Artes Marciais.

 

Entre 200 professores de diferentes artes marciais, os representantes da Escola de Lutas Família Minucci e da Associação Leão de Judá recebeu o reconhecimento que celebra trajetórias, dedicação, disciplina e superação.

 

Mestre Lucas Augusto Boche Minucci foi homenageados com o título de Great Masters entrando oficialmente para uma das maiores obras biografias do mundo dedicada as artes marciais.

 

O título este é considerado um dos mais importantes no universo marcial, destaca a relevância do trabalho de quem promove as artes marciais e inclusivas. As aulas do mestre Lucas são inclusivas atendendo alunos neurodivergentes é com mobilidade reduzida.

 

Mestre Lucas já organizou campeonatos online teóricos durante a pandemia da COVID-19 e coordenou a primeira etapa do Campeonato Paulista de judô em Paulínia e publicou artigos científicos sobre artes marciais.

Suas realizações em pró as artes marciais e da sociedade, foram destaque em diversos jornais como no Jornal de Paulínia, no Jornal Tribuna de Paulínia, no Jornal Agora de Paulínia e no Diário Oficial de Paulínia em repetidas ocasiões.

É formado em educação física pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas -Brasil- (PUC)   tem Pós-graduação em Metodologia do Ensino de Judô e Jiu-jitsu para Criança (ICSH) e Curso de  Extensão em Artes Marciais e Autismo pelo Instituto Nacional de Artes Marciais Inclusivas (INAMI).

 

Diz o Mestre: “As artes marciais podem trazer efeitos muito amplos na vida dos alunos além de trabalhar a parte física dentro do tatame, “nosso trabalho consiste em estimular os aspectos cognitivos incentivando-os a buscar soluções para problemas, os aspectos sociais promovendo uma interação produtiva na sociedade, e os aspectos morais, orientando-os a manter o comportamento exemplar diante da família, da escola ou do trabalho”.

 

Aproveitando a importância deste, para registrar uma menção especial a minha mãe Luísa que me inspirou por seu trabalho como professora de educação infantil, ao meu pai Jorge que me inspirou dentro das artes marciais a sempre continuar e persistir por mais que caminho possa se tornar difícil e a todo Clã Minucci que leva nossos ensinamentos para suas vidas.

 

O LEGADO DA FAMÍLIA MINUCCI

 

AMMA: A Herança do Tatame: Jorge, como é ver o seu filho não só seguir os seus passos, mas tornar-se um mestre e parceiro de profissão?

 

Jorge Minucci: Ver um filho seguir o mesmo caminho do pai já é uma alegria, mas vê-lo trilhar esse caminho com os próprios pés, superar limites e construir a própria história — isso é algo ainda mais profundo.

No tatame, aprendemos golpes, disciplina e respeito. Mas a vida ensinou a ele aquilo que nenhum mestre consegue entregar pronto: experiência, caráter e propósito. Vi meu filho, ser aluno, ser competidor, ser professor e vi todo seu esforço e dedicação realizando varias conquistas, entre elas estar eternizado no livro Great Masters Of The Martial Arts, ver a biografia a foto do meu filho nesta que é a maior biografia das artes marciais e saber que ele e meu parceiro de profissão, a relação se transforma.

Deixa de ser só pai e filho. Passa a ser uma troca. Eu continuo ensinando, mas também aprendo. Continuo guiando, mas também sou inspirado.

A maior herança do tatame não são as técnicas, nem as medalhas… é o legado de valores. E quando você vê esse legado vivo no seu filho, sendo transmitido adiante, você entende que sempre esteve no caminho certo.

Eu e meu filho iniciamos a história da Família Minucci nas artes marciais e que terá continuidade através do meu filho.

Isso é legago.

Isso é orgulho, isso é missão cumprida.

 

Lucas Minucci: Durante minhas graduações comecei aos poucos ajudar meus sensei a auxiliar os alunos mais novos e corrigir os erros que ocorriam no movimento, ao chegar na faixa marrom comecei a ajudar meu pai a dar aulas, porém ainda não pretendia viver das artes marciais. Quando terminei meus estudos na escola do ensino médio, não tinha um rumo de curso que queria fazer na faculdade, pesquisei sobre diversos cursos e feiras universitárias para conhecer os cursos, até o momento que em uma conversa com meu pai que me fez compreender sobre como eu gostava de criar metodologias para ensinar os alunos e pensar nas referencias paterna que eu possuía dentro das artes marciais e maternas na área da educação escolar, decidi cursar educação física e espalhar o legado dar artes marciais da melhor maneira que eu conseguir.

AMMA: Trabalho em Equipa: Como funciona a dinâmica entre pai e filho na gestão da “Escola de Lutas Família Minucci”? É fácil separar o papel de pai/filho do papel de colegas de profissão?

 

JM:  A dinâmica entre eu e o Lucas dentro da gestão da Escola de Lutas Família Minucci exige equilíbrio, respeito e consciência.

Ser pai já carrega autoridade natural. Mas, quando o filho se torna profissional e parceiro de trabalho, é preciso transformar essa autoridade em confiança.

Conduzir uma aula, não é mais sobre mandar — é sobre alinhar. Cada um tem sua função, sua visão e sua responsabilidade. E quando há respeito, as decisões

deixam de ser pessoais e passam a ser pelo bem maior: os alunos e o legado da escola.

Separar pai e filho de colegas de profissão… não é algo que acontece de forma perfeita, nem automática. É um exercício diário. No tatame, prevalece o profissionalismo. Em casa, prevalece o laço de sangue. Mas, muitas vezes, os dois se encontram — e é aí que entra a maturidade.

Nem sempre é fácil. Existem divergências, diferentes formas de pensar, e isso é natural. Mas quando existe um propósito maior, o respeito vence o ego.

No fim, a maior lição é entender que, antes de qualquer papel, existe uma relação construída no amor e na confiança. E quando isso é sólido, o resto se ajusta dentro e fora do tatame.

 

LM: Por sermos pai e filho e compartilharmos o amor pelas mesmas modalidades de artes marciais, acabamos em nosso cotidiano fora do horário do trabalho conversando sobre metodologias das aulas, projetos e atualidades dentro do esporte. Porém nos momentos profissionais da gestão da academia "Escola de Lutas Família Minucci" tratamos com bastante responsabilidade, decidindo os temas que precisam ser abordados durante nossas reuniões e por mais que possamos ter opiniões divergentes em alguns temas das reuniões, respeitamos as opiniões um do outro e ao final das reuniões conseguimos achar a melhor resposta para nossas aulas e projetos. Sobre separar o papel de pai/filho do papel de colegas de profissões, quando chegamos a faixa preta, aos poucos começamos a entender a se diferenciar quando estamos no aspecto familiar e profissional, atualmente sabemos trabalhar em harmonia respeitando a opinião um do outro, no qual meu pai me deixa expressar livremente e quando necessário discordar de algumas de suas ideias para gestão e modificá-las como também ocorre o mesmo processo quando eu falo minhas opiniões. Após o término do tempo de trabalho, tentamos deixar os assuntos burocráticos guardados e manter uma conexão de pai e filho com respeito, regras familiares e amizade.

AMMA:Valores Fundamentais: Se tivessem de escolher um único valor que a Família Minucci tenta transmitir a todos os alunos, qual seria?

 

JM:Se fosse preciso escolher apenas um valor, eu diria: respeito.

Porque o respeito é a raiz de tudo dentro e fora do tatame. É ele que faz o aluno ouvir, aprender e evoluir. É ele que mantém a disciplina quando ninguém está olhando. É ele que segura o ego na vitória e sustenta o caráter na derrota.

O respeito não é só ao mestre, mas ao colega, ao adversário, à própria história e, principalmente, a si mesmo. Um aluno que aprende a se respeitar dificilmente vai se perder no caminho.

Golpes se aprendem com o tempo. Técnicas se aperfeiçoam com treino. Mas o respeito… esse forma não apenas lutadores, forma homens e mulheres para a vida.

E quando o respeito está presente, todo o resto encontra o seu lugar e vidas se transformam.

 

AMMA:Da Saúde para o Tatame: Mestre Jorge, trabalhou 18 anos na área da enfermagem. De que forma essa experiência no cuidado com o próximo influenciou a sua forma de ensinar artes marciais hoje?

 

JM: A enfermagem me ensinou algo que vai muito além de técnica: me ensinou a cuidar de pessoas.

Durante 18 anos, eu aprendi que cada indivíduo tem seu tempo, sua dor, seus limites e sua história. E isso eu levo diretamente para o tatame. Nem todo aluno chega forte, confiante ou preparado — muitos chegam precisando, antes de tudo, de acolhimento.

Assim como na saúde, no tatame eu entendo que não se trata apenas de formar lutadores, mas de preservar, fortalecer e transformar vidas. Saber a hora de incentivar, a hora de corrigir e, principalmente, a hora de proteger… isso vem dessa vivência.

A enfermagem me deu sensibilidade. O tatame me deu direção.

Hoje, eu ensino com firmeza, mas também com empatia. Porque um verdadeiro mestre não é aquele que apenas exige desempenho… é aquele que enxerga o ser humano por trás do kimono.

No fim, seja na saúde ou na luta, a missão é a mesma: cuidar, orientar e ajudar o outro a se tornar mais forte — por dentro e por fora.

AMMA:Evolução do Desporto... O Mestre acompanhou várias décadas do Judô e do Jiu-Jitsu. Qual considera ser a maior diferença entre o ensino “da antiga guarda” e a forma como se ensina hoje?

 

JM:A maior diferença não está nas técnicas… está na consciência.

A “antiga guarda” formou guerreiros na base da resistência, da repetição e, muitas vezes, da dureza. Era um tempo em que se aprendia mais pela imposição do que pela compreensão. Havia muito valor ali — disciplina, respeito e resiliência —, mas nem sempre se olhava para o aluno como indivíduo.

Hoje, o ensino evoluiu e se tornou mais inclusivo. Continua exigindo disciplina, mas traz mais conhecimento, mais estratégia e, principalmente, mais cuidado com o ser humano. O professor não é apenas alguém que demonstra golpes — é alguém que entende fases, limites, mente e emoções.

Antes, muitos precisavam se adaptar ao método. Hoje, o método também se adapta ao aluno.

Mas eu acredito que o caminho mais sábio não é escolher entre o antigo e o moderno… é unir os dois. Trazer a firmeza e os valores da antiga guarda, com a consciência e o cuidado dos dias de hoje.

Porque a técnica evolui com o tempo… mas o verdadeiro propósito da arte marcial continua o mesmo: formar caráter e acolher a todos.

 

AMMA:Sendo Vice-presidente da Liga União São Paulo de Judô, como vê o futuro da modalidade em termos de organização e arbitragem?

 

JM:Como vice-presidente dentro de uma estrutura como a Liga União São Paulo de Judô, eu vejo o futuro com responsabilidade… mas também com esperança.

Hoje, o judô vive um momento de organização e profissionalização. As ligas e entidades vêm buscando mais estrutura, fazendo uso das ferramentas digitais e tendo mais transparência e padronização, fortalecendo o sistema como um todo. Isso mostra que o caminho não é mais amador — é institucional, sério e comprometido com a modalidade que está sempre em crescimento.

Eu vejo a arbitragem evoluindo e buscando ser melhor.

A arbitragem busca ser correta.

Todo arbítrio é passível de erro.

O maior desafio não é criar regras… é formar pessoas capazes de colocá-las em prática da maneira mais justa possível.

O árbitro tem sempre que se atualizar através de cursos, seminários, porque o judô evolui e o árbitro precisa evoluir junto.

As ligas e federações está investindo na formação de novos árbitros com novas visões.

É de extrema importação que o árbitro tenha participado de competições e cursos, palestras e seminários de arbitragem.

Essa experiência de competidor e busca pelo conhecimento irá acrescentar muito na hora de interpretar as técnicas aplicadas e fazer uso do bom senso.

 

AMMA:A Ciência no Combate: Lucas, sendo formado em Educação Física e com pós-graduações técnicas, como é que a ciência e a metodologia moderna ajudam a aprimorar as técnicas tradicionais que aprendeu com o seu pai?

 

LM:  As técnicas aprendidas com meu pai trazem para nossos alunos, anos de conhecimento que foram estudados por ele em livros, apostilas e com os diversos mestres que estudou ou trocou conhecimento ao longo dos anos, porém o que eu e meu pai compreendemos que as ciências e metodologias modernas, não estão chegando para acabar com as artes marciais tradicionais, mas sim para complementá-las e tornar mais inclusiva. Com a ciência através de diversos estudos em artigos científicos, podemos compreender estudos feitos em diversos países sobre trazendo atualidades, detalhes sobre técnicas, principais erros e lesões que ocorrem dentro da modalidade de arte marcial para que possamos evitar que elas ocorram em nossas aulas, sobre as metodologias modernas aprendidas ao longo de meus estudos da faculdade e pós-graduação consegui complementar nas aulas da academia a criar metodologias diferentes usadas para aulas das crianças, dos adolescentes e dos adultos tornando mais interessante para publico alvo e tornando as aulas mais dinâmicas e menos maçantes, como também evoluímos nosso método para tornarmos as aulas mais inclusivas conseguindo atender dentro das aulas atualmente os alunos neurodivergentes e com mobilidade reduzida.

 

AMMA:Artes Marciais Inclusivas: O seu trabalho com alunos neurodivergentes e com mobilidade reduzida é admirável. Qual é o maior desafio — e a maior recompensa — ao ensinar artes marciais a quem o mundo, muitas vezes, tenta excluir?

 

LM: Agradeço por suas palavras, o maior desafio é que os estudos teóricos não substituem a prática, com os estudos aprendemos estratégias para incluir estes alunos e estudos de casos que já ocorreram com outros professores, porém cada pessoa é única e não são todas as técnicas que funciona com todos os alunos, sendo necessário estar sempre aprimorando nos estudos e achar quais estratégias e metodologias funcionam com aquele aluno. A recompensa é quando o aluno ou seus responsáveis, vem nos contar a evolução do aluno e os efeitos que a arte marcial fizera em sua vida, desta maneira conseguimos sentir que fizemos a diferença na vida de uma pessoa e isso vale todo o esforço mencionado no desafio.

 

AMMA:Pode explicar-nos brevemente em que consiste a sua metodologia de ensino para crianças e como ela se diferencia do ensino convencional?

 

LM: A minha metodologia de ensino para crianças, se diferencia da convencional por ter uma mistura da metodologia tradicional que vêm com muitos conhecimentos difundidos por diversos professores de artes marciais e de uma metodologia que se utiliza de inclusão, paciência, atividades e jogos lúdicas para ensinar técnicas e fundamentos da arte marcial de maneira mais dinâmica que se baseiam em estudos de livros e artigos.

 

AMMA: Visão Zero: O projeto “Visão Zero” é um nome forte. Qual é o objetivo máximo que a Família Minucci deseja alcançar com este projeto nos próximos anos?

 

JM: O projeto visão zero na minha concepção faz com que os participantes do projeto compreendam as dificuldades da deficiência visual e como os atletas que possuem essa deficiência tiveram uma grande superação ao longo de suas vidas. Nosso objetivo máximo para os próximos anos acredito ser levar o projeto visão zero para as escolas, para que os alunos fora das artes marciais possam ter uma vivência dentro deste projeto, no qual os faria compreender na prática as dificuldades da deficiência visual e como eles podem fazer a diferença para essas pessoas ajudando a construir um mundo mais justo pra elas, ao mesmo tempo que também divulgamos um pouco do legado das artes marciais para pessoas não praticantes da modalidade.

 

AMMA:Para uma criança ou um adulto que esteja a pensar começar hoje no Judô ou no Jiu-Jitsu, mas que tenha receio ou falta de confiança, que mensagem deixariam?

JM e LM: Deixaria a mensagem para ele entrar na modalidade mesmo com receio, porque ninguém nasce sabendo uma modalidade específica, até grandes mestres e lutadores famosos tiveram seu primeiro dia dentro das artes marciais, com suas dificuldades e derrotas no meio deste caminho que os tornaram mais fortes física e mentalmente. Para as crianças deixaria o recado que muitas academias hoje em dia têm modalidades focadas no público infantil que você vai aprender artes marciais de uma maneira divertida e te trazer valores para vida, te fazendo ter uma melhor adaptação dentro das artes marciais para quando chegar na adolescência e na vida adulta. Para os adultos gostaria de mencionar que não existe idade para você começar nas artes marciais, utilizem meu pai como exemplo que não deixou a idade influenciar em suas decisões de seguir o caminho das artes marciais e atualmente já possui a faixa preta por sua determinação, coragem e persistência. Conclui Mestre Lucas.

 

Texto: Vitor Gomes

Fotos: Cedidas pela família Minucci 

 

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quarta-feira, 15 de abril de 2026

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