>
Portugal conquistou hoje mais quatro medalhas de prata na modalidade de Wushu, totalizando 13 neste desporto e 49 no total da participação lusa em Goa.
Vânia Gisela (-60 kg), Ana Fernandes (-75 kg), Pedro Santos (-56 kg) e Gonçalo Pinto (-65 kg) perderam os respetivos combates finais em Sanda com atletas da Índia, que dominaram por completo o pódio, deixando assim escapar a última oportunidade de conquistar uma medalha de ouro em Wushu.
A arte marcial chinesa, introduzida pela primeira vez nos Jogos da Lusofonia, foi a única modalidade em que Portugal não conquistou o ouro, contabilizando, contudo, o número máximo de medalhas conquistadas pelo nosso país numa só modalidade, em Goa, a par do Judo, ambas com 13.
Luís Madeira, Chefe de Equipa, destacou a estreia deste desporto no programa da Lusofonia como uma oportunidade. "O Torneio de Wushu apresentou um muito bom nível sendo apenas de assinalar a ausência de alguns países lusófonos. Julgamos que serão oportunidades como está que farão crescer a modalidade através do contato com a mesma e através da partilha de experiências e conhecimentos. No que diz respeito à participação nacional, correspondeu às expetativas para o torneio, apesar da na prova de Sanshou ficou a saber a pouco. A organização do torneio foi de qualidade e os nossos atletas saem de Goa com mais experiência e mais vontade de voltar aos palcos internacionais."
Com um total de 49 medalhas (18 de ouro, 20 de prata e 11 de bronze), Portugal ficou em segundo lugar no medalheiro, atrás da Índia, país organizador, que dominou completamente estes Jogos, somando 92 medalhas (37 de ouro, 27 de prata e 28 de bronze). Fechou o pódio Macau, com 38 medalhas (15 de ouro, 9 de prata e 14 de bronze). Com estes resultados, e dada a participação do Brasil apenas numa modalidade (Wushu), Portugal assumiu a liderança dos Jogos da Lusofonia em número de medalhas, com um total de 174 medalhas, contra 139 do Brasil, apesar de os canarinhos continuarem a dominar em medalhas de ouro, somando 64, contra 55 de Portugal. A Índia, que estava na oitava posição do ranking acumulado da Lusofonia, deu um pulo para o terceiro posto, com 102 medalhas, das quais 38 de ouro (37 delas conquistadas em Goa).
A cerimónia de encerramento da terceira edição dos Jogos da Lusofonia, em Goa, fechou o evento, com um espetáculo de fogo de artíficio após o desfile das várias missões participantes.
Artur Lopes, Chefe da Missão Portuguesa, fez um balanço positivo da participação nacional. "Estamos satisfeitos com os resultados. A nossa representação foi bastante limitada pelos motivos já conhecidos, o Brasil não participou, mas perante uma Índia que apresentou uma delegação fortíssima, e mesmo com as ausências nas modalidades coletivas, mantivemos o segundo lugar no ranking das medalhas".
O dirigente destacou ainda a forte emoção que marcou estes Jogos da Lusofonia. "Foi emocionante ver goeses abraçarem portugueses e outros cidadãos lusófonos de lágrimas nos olhos. É visível a ligação desta terra a Portugal. As mensagens que todas as delegações trouxeram à Índia serviram para unir ainda mais e realçar a língua portuguesa. Há anos seria impensável ouvir-se em Goa o hino nacional ou ver hastear a bandeira de Portugal. Tudo o que se passou foi importante para o futuro. A língua portuguesa saiu fortalecida e os laços de união entre os países lusófonos solidificados. O esforço da ACOLOP saiu recompensado e reconhecido, assim como a realização em Goa permitiu mostrar a todas as delegações a passagem dos portugueses por estas paragens".