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The Tall Ships Races 2012: Lisboa menina e veleiros

Vêm aí 42 embarcações para um milhão de visitantes
 
 
São esperados 900.000 visitantes em Lisboa, entre quinta-feira 19 de Julho e domingo, 22 de julho, quando a frota internacional de mais de 40 Tall Ships estiver na cidade. O número deverá aproximar-se de um milhão de espetadores quando os Grandes Veleiros desfilarem pelo Tejo na partida da segunda regata a caminho de Cadiz.
 
As “The Tall Ships Races” são organizadas anualmente em águas europeias pela Sail Training International , uma instituição de solidariedade criada para desenvolver e educar jovens - independentemente da sua nacionalidade, cultura, religião, sexo ou meio social - através da experiência de formação de vela.
 
Representadas pelo porto polaco de Szczecin, as “The Tall Ships Races” estão abertas a qualquer navio monocasco com mais de 9,14 m de comprimento, desde que pelo menos 50 por cento da tripulação tenha entre 15 e 25 anos de idade e que o navio cumpra os requisitos de segurança da Sail Training International.
 
Em 2012 , 1.900 marinheiros profissionais e trainees vão navegar a partir de Lisboa (Portugal) para Cádiz (Espanha). Depois, as “The Tall Ships Races” são recebidas nos portos de La Coruña, também no país vizinho, e Dublin (Irlanda). É esperada a participação de uma frota de 55 Tall Ships em representação de 20 países nas The Tall Ships Races 2012. Em Lisboa vão estar 42 Tall Ships de 16 países
 
Os maiores Tall Ships são classificados como Classe A. Isto aplica-se a todos os que têm velas quadrangulares e todos os outros veleiros com mais de 40 metros de comprimento total, independentemente do aparelho vélico. Os veleiros mais pequenos dividem-se pelas classes B, C e D.
 
Em Lisboa vão estar 13 Tall Ships de Classe A: Sagres (Portugal), Creoula (Portugal), Santa Maria Manuela (Portugal), Alexander von Humboldt II (Alemanha), Dar Mlodziezy (Polónia), Europa (Holanda), Fryderyk Chopin (Polónia), Georg Stage (Dinamarca), Juan Sebastian De Elcano (Espanha), Lord Nelson (Reino Unido), Mir (Rússia), Pelican of London (Reino Unido) e Pogoria (Polónia).
 
Portugal dispõe de três navios de classe A que competem na etapa de Lisboa até Cadiz, todos construídos em 1937 (Sagres, Creoula e Santa Maria Manuela). O navio-escola Sagres tem em Lisboa o seu porto de origem e pertence à Marinha Portuguesa. O Creoula é um lugre de quatro mastros lançado à água depois de um tempo de construção recorde de 62 dias úteis. O Santa Maria Manuela (SMM) é um irmão gémeo do Creoula lançado inicialmente em 1937, construído pela Companhia União Fabril, em Lisboa. O navio começou a operar na pesca do bacalhau e, em conjunto com o "Creoula", fazia parte da famosa Frota Branca Portuguesa.
 
O Alexander von Humboldt II (Alemanha) faz a estreia nas The Tall Ships Races 2012. Sucede ao navio irmão, Alexander von Humboldt , conhecido pelas velas verdes que se retirou no final da Grande Regata no ano passado.
 
O Dar Mlodziezy (Polónia) pertence à Gdynia Maritime Academy desde que foi construído em 1982. O nome significa "o dom da juventude" e tem sido presença regular nas The Tall Ships Races há cerca de 25 anos a esta parte.
 
As viagens por vários pontos do globo do veleiro Europa garantiram-lhe o nome de ‘Viajante dos Oceanos’ passando todos os Invernos na Antártida. Celebrou 100 anos de atividade em 2011 e é uma embarcação com 55 metros de comprimento.
 
O Lord Nelson (Reino Unido) tem o nome do famoso almirante britânico e é propriedade da Jubilee Sailing Trust. É um dos dois Tall Ships especialmente projetados e construídos para permitir que as pessoas com deficiência física embarquem para compartilharem a aventura e a experiência de treino de vela. Normalmente, os portadores de deficiências físicas representam metade da tripulação.
 
Entre o Lord Nelson e o outro Tall Ship – Tenacious – da qual é proprietária a Jubilee Sailing Trust já levou mais de 30.000 pessoas para o Mar ao longo das últimas três décadas, incluindo 12.000 pessoas com deficiências físicas e 5.000 em cadeira de rodas.
 
O Mir (Rússia) é o segundo maior navio de treino de vela em atividade com quase 110 metros de comprimento. Com capacidade para uma tripulação de 199 pessoas, incluindo 144 cadetes, o Mir tem 2771 metros quadrados de velas e o mastro principal tem 50 metros de altura. É propriedade e operado pela Admiral Makarov State Maritime Academy.
 
Em 2012 há Tall Ships que comemoram um número significativo de anos em atividade: Estoile Polaire (França) – 100 anos, Black Diamond of Durham (Reino Unido) – 40 anos, Dar Mlodziezy (Polónia) – 30 anos e Fryderyk Chopin (Polónia) – 20 anos.
 
A Sail Training International tem 29 membros associados. As The Tall Ships Races 2012 contam este ano, pela primeira vez, com a República Checa como membro da organização e que participa com o Hebe III, um veleiro de classe D.
 
Para muitos visitantes, o Desfile Náutico que tem lugar no domingo 22 de Julho é o ponto alto das The Tall Ships Races em Lisboa. Tradicionalmente, a largada é vista como uma oportunidade para a frota agradecer ao porto de acolhimento e despedir-se com as velas total ou parcialmente içadas.
 
A etapa de Lisboa até Cadiz tem 220 milhas náuticas. Os Tall Ships que completem toda a regata, de Saint Malo até Dublin, deverão navegar mais de 2.500 milhas náuticas.
 
Proa é o termo náutico para a parte da frente do veleiro, enquanto bombordo se refere ao lado esquerdo de um navio e estibordo ao lado direito. Num contexto náutico, um nó é uma medida de velocidade igual a uma milha náutica (1.852 quilómetros) por hora, enquanto que “chicote” se refere à última parte de um cabo ou corrente.
 
Outros termos náuticos que podem ser ouvidos durante o evento:
·         Subir aos mastros – içar o cordame
·         Antepara – cada uma das divisões transversais e longitudinais que separam os diversos compartimentos das grandes embarcações
·         Contramestre – oficial responsável pelas velas e cabos
·         waypoint – Localização determinada por coordenadas e muitas vezes utilizado nas The Tall Ships Races
 
O Troféu Amizade da Sail Training Internacional é atribuído anualmente ao veleiro que, na opinião dos capitães e das tripulações de todos os Tall Ships presentes nas The Tall Ships Races, fez um melhor trabalho para promover a amizade e o convívio internacional. Em 2011, o troféu foi para o Wylde Swan (Holanda).
 
Anualmente um dos trainees que participa nas The Tall Ships Races recebe o Torbay Cup como forma de reconhecimento do esforço pessoal durante a regata. Kieran Maxwell, um trainee do Spirit of Fairbridge, recebeu o prémio em 2011, quando fez parte da tripulação de Waterford (Irlanda) para Greenock (Escócia). 7.000 trainees embarcaram em 30 veleiros de 15 países durante as The Tall Ships Races 2011, entre as quais as portuguesas Francisca Calado e Rita Cunha.
 
E o que leva, afinal, uma jovem portuguesa a embarcar nesta aventura? Francisca sabe bem como responder: “É toda a experiência! O mar, as pessoas que conhecemos e o ambiente a bordo é fantástico. Num país como o nosso é quase como que obrigatório”, revela. Para quem começa há sempre uma insegurança natural – Como será? Ir ou não ir? – mas a jovem trainee lusa assegura que “não sabe mesmo o que se espera mas depois toda a gente gosta. É uma experiência completamente nova mas fenomenal”.
 
A aventura e a experiência ficam para a vida mas que embarca tem muito trabalho pela frente. “Há muita coisa para fazer a bordo de um grande veleiro. Pode fazer-se leme, ajudamos a içar as velas, temos muito trabalho ao nível da parte náutica, organização e gestão do barco”, resume Rita Cunha.
 
Saint-Malo está em festa até domingo
Grande Regata começa segunda-feira
 
É a décima segunda vez que a pequena cidade francesa recebe as “The Tall Ships Races”. Sain-Malo foi invadida pelo Mar e os mais de 40 Grandes Veleiros já estão a dar cor ao primeiro porto da competição. Localizada na região da Bretanha e com um população de 47 mil habitantes, Saint-Malo vai assistir na próxima segunda-feira à largada das embarcações rumo a Lisboa.
 
A animação num dos portos mais bonitos de França está garantida a partir de hoje e até domingo, altura em que os primeiros Grandes Veleiros se começam a fazer ao Mar rumo a Lisboa. Segunda-feira começa a Grande Regata.
 
Terra de marinheiros e antigo porto corsário, o espaço ainda tem o charme dessa época. A cidade deve o seu nome ao monge Galés Maclow que se instalou no século VI na vizinha vila de Alet, berço da antiga vila fundada no século XI num rochedo vizinho. Desde o sec. XIII que os seus habitantes são conhecidos por apresar os navios inimigos e é graças aos seus navegadores que a cidade prospera, sobretudo nos séculos XVII e XVIII.
 
Alguns dos navegadores mais importantes de Saint-Malo são Gouin de Beauchesne que dobrou o cabo Horn, Jaques Cartier que descobriu a Terra Nova e o Canadá (Quebec) ou Duguay Troin, corsário que atacou o Rio de Janeiro em 1711. Da história de Saint-Malo fazem também parte os anónimos que quebraram o cerco a Mt St. Michel durante a guerra dos 100 anos, aqueles que proclamaram a republica durante as guerras civis do sec. XVI e aqueles que reconstruíram a cidade depois da destruição da 2ª Guerra Mundial.

Por vezes comparada a um barco à vela pronto a partir, a cidade sempre esteve ligada ao mar. Os pescadores e marinheiros navegaram pelos sete mares e a cidade tornou-se um centro internacional de vela muito importante.
   

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quinta-feira, 16 de abril de 2026

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