
"Soneto Inglês" é o segundo single do disco de estreia de Miguel Xavier.
Escrito por Alexandre O’Neill, com música de Filipe Teixeira, é um retrato da solidão onde o silêncio nos leva ao mais fundo de nós.
Inspirado no fado menor, é uma viagem para o futuro onde o fado se deixa transportar para um universo musical ainda por descobrir
O Fado. Tão quotidianamente urbano. Simples. Popular. Mas misteriosamente encantatório. Assim o trazemos. Fiel ao seu nascimento. Mesmo quando alguma erudição teima em se intrometer na escrita. Das palavras ou das notas.
Ele que vai nascendo, aqui e ali, sem se saber porquê. Na voz daqueles que, como uma característica genética, libertam as palavras mágicas do feitiço que se instala quando a luz fica mais ténue e o canto se entranha na pele de cada um que o ouve.
Miguel Xavier não nasceu em Lisboa. Nunca ninguém o ensinou a cantar. Simplesmente canta como se, para alem do Fado, mais nenhuma música existisse. Como se todas as músicas fossem só esta. É. Será sempre, cante o que cantar. Foi sempre. Fadista. Desde a primeira vez que cantou. Talvez desde que nasceu.
No repertório do seu primeiro disco de estreia existe o movimento e os sons da urbe. Existe o sonho. A noite. O amanhecer. O sofrimento. A cura.
Existe o Fado. Que não se explica. E nos leva ao mundo dos sentidos. Respira-se como quem vive. Ouve-se como quem sente.