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Informação Cultural
Maio intenso preconiza forte onda de espetáculos no Centro Cultural Vila Flor (CCVF)
Informação Cultural
Maio intenso preconiza forte onda de espetáculos no Centro Cultural Vila Flor (CCVF)
Em maio, três espetáculos marcam de forma especial a programação do CCVF e prometem momentos de rara intensidade emocional. A garota não (3 maio), um dos nomes mais relevantes da nova música portuguesa, traz a Guimarães uma escrita íntima e politicamente desperta, que une poesia e denúncia, ternura e inconformismo. O seu concerto, que marca o arranque da tournée de apresentação do seu novo álbum, será certamente um dos pontos altos do maio cultural vimaranense. No mesmo espírito de autenticidade e entrega, Sara Correia (30 maio), voz maior do fado contemporâneo, apresenta-se com a força bruta de quem canta com o corpo inteiro. As suas atuações, intensas e carregadas de alma, são sempre experiências de comunhão e arrebatamento. Num cruzamento interdisciplinar no âmbito do ciclo Zona Franca, surge a estreia absoluta do espetáculo de Piny e Xullaji (24 maio), dois criadores que têm vindo a redefinir os contornos da dança, da performance e da música em Portugal, a partir de uma abordagem profundamente autoral e de experimentação.
No sábado, 3 de maio, às 21h30, a música regressa ao Centro Cultural Vila Flor (CCVF) com A garota não a cantar a intervenção, através de uma doce reflexão sobre os tempos que vivemos, no Grande Auditório Francisca Abreu. Figura incontornável da canção portuguesa contemporânea, A garota não convida-nos a entrar numa viagem social, política, de quem luta com o coração e dá corpo, alma e voz a um projeto absolutamente único. Depois de conquistar o público e a crítica com "2 de abril", considerado pelo público e pela crítica como um dos “Melhores Álbuns nacionais do Ano”, ter vencido o Globo de Ouro de “Melhor Intérprete” na categoria de Música, bem como o Prémio de “Melhor Trabalho Popular” pela Sociedade Portuguesa de Autores, e galardoada com o Prémio José da Ponte e pelo Prémio José Afonso, a artista escolhe Guimarães para dar início à tour de apresentação do seu muito aguardado novo álbum.
A estreia absoluta da nova criação de Piny e Xullaji acontece a 24 de maio no Pequeno Auditório do CCVF, sendo o resultado de uma colaboração única entre estas duas figuras centrais da cena urbana e afrodescendente em Portugal. Esta colaboração inédita entre Piny e Xullaji, promovida pelo ciclo interdisciplinar Zona Franca – fruto da parceria entre o Centro Cultural Vila Flor (A Oficina), o Theatro Circo e o gnration (Faz Cultura), que propõe três colaborações que se desenrolam entre Guimarães e Braga ao longo de 2025 –, une música e dança em propostas experimentais e inovadoras. A residência no Centro de Criação de Candoso irá permitir aos artistas aprofundar este diálogo criativo, criando uma obra que questiona as fronteiras da arte, enquanto celebra as suas raízes culturais e a capacidade da arte de unir e transformar. O resultado apresenta-se numa fusão inovadora de dança e música, onde as linguagens urbanas e experimentais se encontram para criar uma obra que explora temas de resistência e identidade.
Piny, cuja carreira se tem destacado pela fusão de danças urbanas, culturais de resistência e influências do norte de África e do sudoeste asiático, traz para este espetáculo a sua visão única de dança e movimento. Fundadora do coletivo Orchidaceae e da Vogue PT, Piny tem sido uma das principais impulsionadoras da cena de danças de rua em Portugal, cruzando estilos como o hip hop e o vogue com danças tradicionais. Por outro lado, Xullaji, um dos principais nomes da cena hip hop e spoken word em Portugal, tem alargado as fronteiras da música ao explorar temas como a diáspora africana, o pensamento pan-africanista e a resistência através da arte sonora. Mais recentemente, o projeto prétu levou Xullaji a um novo território criativo, explorando uma fusão entre samples e imagens africanas com eletrónica, ampliando ainda mais a sua proposta artística e a sua contribuição para a música e a cultura contemporâneas.
Para encerrar o mês, é Sara Correia que se coloca no centro dos holofotes. Sara abraça esta nova digressão com o justo estatuto de fenómeno: cruzou o mundo sempre sob aplausos, lançou dois álbuns aclamados pelo público, elogiados pela crítica e premiados pela indústria, foi nomeada para um Grammy Latino, reuniu à sua volta alguns dos melhores letristas e compositores da atualidade e afirmou o fado como a sua casa. Reconhecida como uma das grandes vozes do fado, Sara Correia chega a Guimarães com o seu mais recente álbum, "Liberdade", que a própria define como o "mais fadista" de sua carreira. Em palco, com encontro marcado no CCVF, a 30 de maio, às 21h30, no Grande Auditório Francisca Abreu, junta-se à sua banda – Diogo Clemente na viola de fado e direção artística, Ângelo Freire na guitarra portuguesa, Frederico Gato no baixo acústico e Joel Silva na bateria – para apresentar um espetáculo uniforme e coeso, mas tingido por muitas cores distintas e texturas que resultam de subtis experiências e influências captadas noutros géneros. Tudo isso cabe no fado de Sara Correia, tudo isso ressoa na sua alma que vive plena nesta "Liberdade", espelhada num espetáculo carregado de emoção e força em Guimarães.
Os bilhetes para os espetáculos de A garota não e de Sara Correia estão disponíveis pelo valor de 20 euros (17,5 euros com desconto). E para o espetáculo de Piny x Xullaji (Zona Franca), o preço é de 10 euros (7,5 euros com desconto). Os respetivos bilhetes encontram-se disponíveis online em oficina.bol.pt e www.ccvf.pt e presencialmente nas bilheteiras dos equipamentos geridos pel’A Oficina como o Centro Cultural Vila Flor (CCVF), o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), a Casa da Memória de Guimarães (CDMG), a Loja Oficina (LO), ou o CAO dos Fornos da Cruz de Pedra, bem como nas lojas Fnac, Worten e El Corte Inglés.