>

Após uma temporada de 2014 marcada por uma lesão que o colocou fora das pistas durante grande parte do ano, o jovem Henrique Nogueira optou por colocar um ponto final na sua carreira desportiva.
Mesmo depois de ter iniciado a preparação de 2015 para marcar novamente presença nos campeonatos nacionais de Motocross e Supercross, Nogueira optou por colocar de lado a sua participação regular em provas de motociclismo, em prol de uma nova actividade profissional que o deixará sem possibilidade de estar em pista com as condições ideais para discutir as vitórias.
‘Cheguei a um momento na minha vida, após quase 7 anos a praticar Motocross, Supercross, Enduro, Extreme, Raids, desde o campeonato do Mundo a Europeus, Nacionais, Internacionais, Selecção, campeonatos Nacionais, Regionais e até o troféu da aldeia, e claro, uma mão cheia de lesões e parafusos, em que temos de tomar opções e determinar qual a nossa real ambição.’
Alcancei um nível competitivo alto, estou satisfeito com o meu desempenho e com a certeza que fui exemplar. Dei a estas modalidades muito mais do que elas me deram a mim. Sinto-me um piloto cheio, com as minhas qualidades, não vou desistir de andar de mota, simplesmente vou fazê-lo, da forma que eu gostar, sem cumprir objectivos e horários rigorosos. As pessoas que me conhecem sabem que dou o máximo para ser profissional, no entanto, surgiu uma oportunidade na minha vida à altura da minha ambição, que me vai roubar muito tempo à qual preciso de me entregar para ser bem sucedido.’
Henrique Nogueira sempre trabalhou para ele e para os patrocinadores.
´Devo muito aos meus patrocinadores. Aprendi muito com alguns, acho que sempre dei o meu melhor para em conjunto alcançarmos o melhor. Não me posso queixar, eles sempre me apoiaram nas boas e nas más alturas e também saio satisfeito com as relações e amizades que criei. ‘
Desde 2008 tive duas lutas. Apanhar o ‘comboio’ e dar o meu melhor retorno. Uns dizem que podia ter sido melhor, outros que evolui muito rápido. A minha opinião é que fiz tudo para estar no topo, tive comigo os melhores e a sorte de ter um pai que esteve sempre presente. Não tenho maneira de agradecer a todos estes patrocinadores, ao Paulinho e a todos os meus amigos. Obrigado!’
Fora das pistas em 2015, o piloto da Maia coloca na sua agenda desportiva algumas provas esporádicas onde sempre brilhou e conseguiu resultados de nível, sem objectivos, apenas pelo gozo de andar de moto.